quinta-feira, 15 de outubro de 2009

terça-feira, 12 de maio de 2009

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sábado, 2 de maio de 2009

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009


quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Eleições CGADB 2009

No Blog Teologia Pentecostal leia e se informe sobre a histórica eleição para a presidência da CGADB.
www.teologiapentecostal.blogspot.com

Um pastor em busca do homem pós-moderno


Entrevista com Tim Keller, pastor em Nova York, que tem feito ambiciosos esforços para alcançar o homem urbano, com uma apologética diferenciada.

Tim Keller, pastor da Igreja Presbiteriana Redeemer (Redentor), em Manhattan, e co-fundador da Gospel Coalition, está por trás dos mais ambiciosos (e talvez mais radicais) esforços para alcançar profissionais urbanos. Agora está expandindo seu ministério na forma de literatura, com a publicação de The Reason of God [A razão para Deus], que é o sétimo livro de não-ficção mais vendido na lista do The New York Times.
tour de Keller com o livro, organizado pelo Fórum Veritas, atraiu mais de 6 mil pessoas para universidades nos Estados Unidos. Muitos leitores disseram que o livro trouxe respostas satisfatórias a muitas questões que cristãos e não-cristãos geralmente fazem a respeito do cristianismo. A editora-assistente da Christianity Today, Susan Wunderink, conversou com Keller em sua passagem por Chicago.

CRISTIANISMO HOJE - As dúvidas dos não-cristãos são as mesmas enfrentadas pelos cristãos?  
TIM KELLER - É a sociedade que lhe dá as dúvidas. Se você visitar o Oriente Médio e perguntar às pessoas o que torna o cristianismo incerto, eles não dirão: “Porque não pode haver apenas uma religião verdadeira.”  Eles dirão: “A razão é o fato de os Estados Unidos, como nação cristã, ser uma nação opressiva. É só olhar para sua cultura: é lasciva e debochada.”
Se você perguntar aos americanos: “O que torna o cristianismo incerto para você?”, eles não dirão: “Sua cultura popular está repleta de sexo e violência.” Eles dirão: “Como pode haver apenas uma religião verdadeira?”
Cristãos estão vivendo a mesma cultura que os ofende e isto é o que torna o cristianismo algo que não é plausível. Se vivessem em outra cultura, estariam sujeitos a outras coisas. Então, provavelmente estão lidando com as mesmas questões intelectuais dos não-cristãos. Mas acho que as questões pessoais são diferentes. Se fossem provenientes de uma comunidade cristã homogênea e entrassem em uma faculdade e seu colega de quarto fosse hindu – alguém que pensa ser fantástico e acha que todos os cristãos são melhores que os hindus – então ficariam confusos.
Acredito que muitos cristãos, por não compreenderem a narrativa da Graça, vivem no mundo e consideram uma jornada muito difícil. Creio que a causa seja a falta de compreensão do Evangelho, e não por não conseguirem responder todas as questões teológicas.

Você rejeita o marketing apologético do tipo “O cristianismo é melhor do que todas as alternativas, portanto escolha o cristianismo”. Por quê?  
O Marketing tem a ver com as necessidades. Você identifica as necessidades e então afirma que o cristianismo irá de encontro a essas necessidades. Você tem que adaptá-lo aos questionamentos das pessoas. Se as pessoas perguntam algo, você quer mostrar Jesus como a resposta. Mas, em determinado momento, você irá além dessa questão para outras coisas que o cristianismo diz. 
Então Marketing é mostrar como o cristianismo vai de encontro às necessidades, e penso que o Evangelho mostra como o cristianismo é verdadeiro.
C.S.Lewis diz que não devemos crer no cristianismo apenas porque é relevante ou excitante, ou por nos trazer satisfação pessoal. Creia porque é verdadeiro. E se é verdadeiro, eventualmente será relevante, excitante e trará satisfação pessoal. Mas haverá momentos em que não será relevante, excitante e satisfatório. Ser cristão será algo muito difícil. Então, a não ser que você venha ao Evangelho simplesmente porque é realmente a verdade, você não viverá a vida cristã e não experimentará a relevância e muitas outras coisas.

Por que você tem evitado usar argumentos do Intelligent Design em sua apologética? 
James Boice foi um grande pregador da Igreja Presbiteriana da Filadélfia anos atrás. Quando ele pregava sobre Gênesis 1, falava sobre o criacionismo, teoria da evolução e o criacionismo progressivo. Ele abordava as lacunas da teoria (que existiriam essencialmente duas criações em qualquer um dos lados da lacuna em Gênesis 1.2). Ele caminhou por todas as teorias compartilhadas por vários cristãos com uma visão apurada do Evangelho e mostrou as fraquezas e os pontos fortes da cada uma dessas teorias.
Ninguém mais faz isso. Ninguém fala que diferentes cristãos podem chegar a diferentes lugares e ao mesmo tempo ter uma visão apurada do Evangelho. Em vez disso, identificam sua conclusão como a mais sábia e dizem que os outros estão se submetendo, vendendo-se ou algo assim.
Na situação atual, identificar-se como favorável a alguma teoria da criação seria tão ruim quanto dizer: “Sou democrata” ou “Sou republicano”, porque as pessoas do outro grupo não irão ouvi-lo e dirão: “Seu Evangelho não é para os republicanos”, “Não é para os democratas”, ou “Não é para mim, pois creio no evolucionismo.”
Então não quero que as pessoas que não creiam no criacionismo sintam que agora não podem ouvir o resto do Evangelho. 
Em vez disso, mostro que é positivo refletir antes de decidir se Jesus morreu e ressuscitou. Duas pessoas disseram no Fórum Veritas: “Não consigo crer no cristianismo porque já vi os fósseis.” E eu tentava dizer: “Acreditar no evolucionismo significa que você não acredita que Jesus Cristo ressuscitou da morte?” Um deles disse: “Não, isso não tem nada a ver com isso.” Se ele ressuscitou da morte, então você precisa levar as Escrituras a sério e administrar tudo isso. Se ele não ressuscitou da morte, quem se importa com Gênesis 1.11?

Você ouve muito a frase: “Não creio no cristianismo porque acredito na ciência”?  
Sim, ouço muito matemáticos e cientistas falarem isso. Eles têm problemas diferentes com o cristianismo, mais do que os artistas, por exemplo. Artistas sentem que o cristianismo é uma regressão cultural, é um retrocesso, é colocar as mulheres descalças na cozinha. Os matemáticos e cientistas me perguntam: “Se eu acreditar no Evangelho posso ser um cientista?”

Um recente estudo falou sobre a mudança de padrão de crenças nos Estados Unidos. Isso afetou seu ministério? 
Esse estudo mostrou que os cristãos moderados atrofiaram, pessoas que são simpáticas ao Evangelho. Agora consideram o cristianismo de forma metafórica. Acreditam que a ressurreição é um simbolismo maravilhoso. Este grupo tem diminuído, conforme o secularismo e a ortodoxia crescem. Então temos uma sociedade polarizada, é isto que falo no primeiro capítulo do meu livro. Então esta pesquisa apenas confirmou o que escrevo no livro. 
Acho que o retrocesso é uma das razões para isso. O evangelicalismo ficou tão identificado com os valores conservadores republicanos que muitas pessoas que poderiam ser mais moderadas decidiram que não são religiosas. 
Vi isto acontecer em Nova York. São moderados ou liberais politicamente e sentem que o cristianismo ortodoxo está tão identificado com a política conservadora republicana que se distanciaram da fé.

Muitos cristãos dizem que a racionalidade da fé dos cristãos não é um obstáculo para os não-cristãos, rejeitam o cristianismo pelo mau comportamento dos cristãos e suas atitudes tóxicas.
Sempre existirão três razões para que as pessoas creiam ou não: razões intelectuais, pessoais e sociais. É um comportamento típico das pessoas na pós-modernidade dizerem que toda a crença é cultural, condicionada à sua comunidade.
Talvez os cristãos em alguma época pensassem que o amplo evangelismo acontece através de argumentação intelectual, mas agora ouço pessoas dizerem: “Não. Tudo é pessoal. Se você vai ganhar pessoas para Cristo, você precisa ser autêntico. Você tem que os alcançar pessoalmente, e não racionalmente.” Em outras palavras, cristãos estão dizendo que a racionalidade não é parte do evangelismo. O fato é: pessoas são racionais, têm questionamentos e você precisa responder aos questionamentos.
Não fique com a impressão de que penso que o aspecto racional é o que faz você chegar lá. Mas hoje em dia vejo muita ênfase apenas na questão pessoal. 
Talvez você saiba que sou um homem de 57 anos. Você diria: “Claro que você diz isto!” Mas conheço profundamente os 20 e poucos anos. Portanto, não é que eu não saiba como as pessoas são hoje em dia.

Quais as mudanças que você vê para o seu ministério?
Penso que o maior desafio é que o Redeemer tem feito muitas coisas para engajar a cidade e ter pessoas ajudando as outras a encontrar Cristo, muitas pessoas conectando-se às necessidades da cidade. A questão é: como você pode ter certeza de que não apenas o DNA específico do ministério da igreja é algo a que as pessoas podem ter acesso? Não temos feito um bom trabalho nisso. Gostamos de ser orgânicos. Dizemos: “Você quer vir e passar um tempo conosco?” Mas se alguém em Hong Kong diz: “Sim, queremos. Nos dê algo”, não temos um caminho eficiente para ir de encontro a isso. Não fiz coisas suficientes no campo da escrita, o que é uma forma de alcançar as pessoas, uma das maneiras de levar este DNA para o mundo. Não temos feito muita coisa no que diz respeito a criar maneiras para que as pessoas possam apenas conhecer e usar. Neste sentido, isto precisa mudar. Além disso, preciso fazer um trabalho melhor do que tenho feito no desenvolvimento de liderança, mentoria e treinamento. Apenas começamos a fazer isso. Ainda é embrionário, mas temos uma paixão real por isso.


Fonte: Cristianismo Hoje