
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Por amor à inteligência!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Ações simultâneas na Justiça preocupam jornais e jornalistas

Até agora, informa a repórter Priscyla Costa, do sítio Consultor Jurídico, são 96 processos de fiéis da Universal, impetrados em Juizados Especiais em dezenas de cidades do interior do país, o que dificulta a defesa dos acusados.
Causas idênticas, com praticamente o mesmo texto argumentativo e citações bíblicas, foram ajuizadas em 47 cidades pequenas como Santa Luzia e Cajazeiras, no Estado de Pernambuco, Bom Jesus da Lapa e Canavieiras, no Estado da Bahia, Alegre e Barra de São Francisco, no Estado do Espírito Santo, Bataguassu, no Estado do Mato Grosso do Sul, Jaguarão, no Estado do Rio Grande do Sul.
Segundo o jornal Valor Econômico, ocupar a Justiça em 19 Estados, em municípios remotos, tem uma clara intenção: impedir que os acusados possam se defender. Uma das audiências, aponta Priscyla Costa, aconteceu numa cidade do Estado do Amazonas, que fica a 300 quilômetros de distância da capital, Manaus, e que só é alcançável por barco. A viagem leva, no mínimo, dez horas.
Nos processos movidos contra a Folha de São Paulo, fiéis argumentam que a autora da reportagem "Universal chega aos 30 anos com império empresarial", a jornalista Elvira Lobato, com 35 anos de profissão, "insinuou" que os membros da igreja são pessoas não-idôneas e que o dízimo que eles pagam é produto do crime. Sustentam, ainda, que são alvo de chacota e gozações por parte de terceiros, tipo "você é trouxa de dar dinheiro para essa igreja".
Na reportagem, a repórter Elvira Lobato relatou que uma das empresas da IURD, a Unimetro, ligada à Cableinvest, está registrada no paraíso fiscal da ilha de Jersey, no Canal da Mancha. "O elo aparece nos registros da empresa na Junta Comercial de São Paulo. Uma hipótese é que os dízimos dos fiéis sejam esquentados em paraísos fiscais", escreveu a jornalista da Folha.
"Eu nunca desrespeitei os fiéis, nunca falei que o dinheiro deles é sujo", disse a repórter ao Portal Imprensa. "Não sou inimiga da igreja. Meu trabalho é informar", acrescentou. Os fiéis ingressaram em Juizados Especiais, nos quais o acusado, como pessoa física, tem que estar presente. "Isso seria inviável, porque, em alguns casos, tem duas audiências no mesmo dia em lugares completamente diferentes", explicou Elvira.
Cinco pastores da Universal ingressaram na Justiça contra o jornal Extra, do Rio de Janeiro, e o seu diretor de redação, Bruno Thys, sob a alegação de que se sentiram ofendidos com a divulgação da notícia da prisão de um fiel da igreja por ter danificado imagem de madeira de São Benedito numa igreja em Salvador, Bahia. Marcos Vinícius Catarino foi detido pela polícia e liberado no mesmo dia.
O jornal A Tarde, de Salvador, publicou reportagem sobre o episódio, assinada pelo repórter Valmar Hupsel Filho, que está sendo ajuizado, ele e o jornal, em 35 ações, nenhuma delas em Salvador. As causas contra o jornal Extra foram apresentadas nas cidades de Barra Mansa, Campos, Miracema, Bom Jesus de Itabapoana e Santo Antônio de Pádua, no Rio.
Do total de 96 ações, contabilizadas até agora, apenas duas não entraram em Juizados Especiais, também conhecidos como Juizado de Pequenas Causas. Dois juizes condenaram fiéis, autores de ações, por má-fé. "O Judiciário não pode admitir que seja usado, por quem quer que seja, para atingir objetivo ilegal, devendo repelir com veemência tais práticas", sentenciou a juíza Zenair Ferreira Bueno Vasques Arantes, da Comarca de Xapuri, no Acre.
No caso de Xapuri, o fiel Maurício Muxió dos Santos foi condenado a pagar as custas processuais e honorários advocatícios, no valor de 1,2 mil reais (cerca de 700 dólares), além de multa de 1% sobre o valor da causa por má-fé. Pelas mesmas razões, o juiz Alessandro Leite Pereira, de Bataguaçu, no Mato Grosso do Sul, condenou o fiel Carlos Alberto Lima a pagar 800 reais (cerca de 465 dólares).
O juiz Edinaldo Muniz dos Santos, da Comarca de Epitacolândia, no Acre, extinguiu o processo contra o jornal perpetrado pelo fiel Edson Duarte Silva, que pedia indenização. O juiz entendeu que há um "assédio judicial", "uma atuação judicial massificada e difusa da Igreja Universal contra o jornal". Em nenhum dos casos os fiéis acima tiveram seus nomes mencionados nas matérias jornalísticas.
As ações movidas por fiéis têm "o claro propósito de intimidar o livre exercício do jornalismo", destaca a nota da ANJ. "Na medida em que criam essas dificuldades, os autores das ações e seus mentores, a rigor, pretendem induzir jornais e jornalistas a silenciarem informações a respeito da Universal. É uma iniciativa capciosamente grosseira e que afronta o Poder Judiciário, já que pretende usá-lo com interesses não declarados", agrega a ANJ.
A Associação denuncia uma "ação orquestrada, que usa fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus contra os valores da liberdade em nosso país, se baseia na intolerância e indica a preocupante pretensão de impor um pensamento único, incompatível com a vivência democrática".
Também em nota, a IURD assegura que já ingressou com suas ações judiciais e "não tem qualquer interesse de orquestrar e incentivar processos individuais por parte de seus fiéis". Mas informa que fiéis de todas as partes do país estão procurando a Igreja para manifestar repúdio em relação a notícias classificadas de lamentáveis, de modo especial as que se referem à origem e destinação dos dízimos.
"A imprensa deve atuar com responsabilidade e não pré-julgar, manipular ou condenar precipitadamente", ensina a nota da IURD, que entende como "inaceitável que, no uso de suas prerrogativas, a mídia utilize denominações ofensivas e preconceituosas como seita, bando e facção em referência à IURD".
Indagado a respeito das ações de fiéis da IURD contra jornais e jornalistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em visita ao gasoduto de Cabiúnas, na região metropolitana de Vitória, disse, na terça-feira, que liberdade de imprensa pressupõe uma mistura de liberdade e responsabilidade. "As pessoas escrevem o que querem, depois ouvem o que não querem", afirmou.
Em editorial na edição de terça-feira, a Folha de São Paulo criticou a Igreja Universal por orquestrar a mobilização de fiéis contra jornais, "inspirando-se mais nos interesses econômicos do seu líder do que no direito legítimo dos fiéis a serem respeitados em suas crenças".
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) entrou com ação no Supremo Tribunal Federal pedindo a suspensão de todas as ações judiciais do país que tenham como base algum dos 77 artigos da Lei de Imprensa. Pelo menos 50 das 56 ações movidas contra a Folha e a jornalista Elvira Lobato tem base na Lei de Imprensa para o pedido de indenização.
Fonte: ACL Notícias
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Ron Kenoly - Majesty
Ron Kenoly - Majesty
We Decalare That The Kingdom Of God Is Here
Glory Be To Jesus
Hallelujah To The King Of Kings
The King Of Kings Is Coming
Return To Righteousness America
In Righteousness You Reign
Highest Place
This Kingdom
I Bow My Knee
We Shall Behold Him
Hallelujah Reprise
Yerushalayim Shel Zahav - Ofra Haza
Yerushalayim Shel Zahav - Ofra Haza
Avir arim tzalul kayayin
vere'akh oranim
nisa beru'akh ha'arbayim
im kol pa'amonim.
Uvtardemat ilan va'even
shvuya bakhaloma
ha'ir asher badad yoshevet
uveliba khoma.
Yerushalayim shel zahav
veshel nekhoshet veshel or,
halo lekol shirayikh ani kinor.
Eykha yavshu borot hamayim
kikar hashuk reyka.
Ve'eyn poked et Har haBayit
ba'ir ha'atika.
Uvamarot asher basela
meyalelot rukhot
ve'eyn yored el Yam haMelakh
bederekh Yerikho.
Yerushalayim shel zahav
veshel nekhoshet veshel or,
halo lekol shirayikh ani kinor.
Akh bevo'i ayom lashir lakh
velakh likshor ktarim
katonti mitze'ir banayikhv ume'akhron hameshorerim.
Ki shmekh tzorev et hasfatayim
kineshikat saraf.
Im eshkakhekh Yerushalayim
asher kula zahav.
Yerushalayim shel zahav
veshel nekhoshet veshel or,
halo lekol shirayikh ani kinor.
Khazarnu el borot hamayim
lashuk velakikar.
Shofar kore beHar haBayit
ba'ir ha'atika.
Uvame'arot asher basela
alfey shmashot zorkhot
nashuv nered el Yam haMelakh
bederekh Yerikho.
Yerushalayim shel zahav
veshel nekhoshet veshel or,
halo lekol shirayikh ani kinor
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Yo te busco - Marcos Witt
Yo te busco
Yo te busco, Yo te busco
Con fuego en mi Corazón
Yo te busco, Yo te busco
Recibe mi adoración
Te anhelo, Te necesito
Te amo, mas que a mi ser
Tradução: Eu te busco
Eu te busco, eu te busco
Com fogo em meu coração
Eu te busco, eu te busco
Recebe minha adoração
Te anelo, te necessito
Te amo, mais que a meu ser
Minha Esperança Brasil
Mais Livros de Autores Reformados pela CPAD

Entedender a doutrina do amor de Deus parece simples, especialmente quando a maioria das pessoas que creêm em Deus o vê como um ser amoroso. Mas é exatamente isso que torna essa doutrina tão difícil. Pois muitos cristãos perderam o entendimento bíblico do amor de Deus, e tomam sua santidade, soberania e sua ira como incompatíveis com o perfil de um Deus "amoroso". A Difícil Doutrina do Amor de Deus não só critica as idéias sentimentais a respeito do amor de Deus, por exemplo. "Deus odeia o pecado, mas ama o pecador", como fornece uma perspectiva sobre a sua natureza e por que Ele ama como ama. Restaurar a idéia correta de quem é Deus, e compreenda melhor o seu infinito amor por você.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Aborto põe bispos 'em pé de guerra' com governo Lula, diz jornal

A Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) decidiu lançar "uma forte ofensiva contrária não apenas ao aborto, mas também à eutanásia, a reprodução assistida, a pesquisa com embriões humanos e com células-tronco", afirma o jornal.
O projeto do Ministério da Saúde, descrito pelo Clarín como "uma iniciativa oficial de modificar a legislação atual e legalizar de fato o aborto no Brasil", coloca a discussão dentro de uma lógica de saúde pública, já que, no entender do Ministério, a ilegalidade do aborto leva muitas mulheres a se submeter a clínicas clandestinas.
A Igreja quer discutir o tema sob um ponto de vista ético, diz a reportagem, acrescentando que a confederação dos bispos "está disposta a mobilizar suas forças, de seus fiéis e de outras Igrejas. Inclusive, já está encaminhada uma frente ecumênica antiaborto, em que entram seitas espíritas, evangélicos e os chamados movimentos espiritualistas".
O artigo conta que o governo já elaborou uma campanha para contrabalançar o poder de fogo dos bispos, encabeçada pelo teólogo e militante do Partido dos Trabalhadores (PT) Gilberto Carvalho, para quem o aborto é "um tema da sociedade".
"Mas os bispos brasileiros não querem nenhuma discussão pública. Já avisaram que vão difundir o ponto de vista da Igreja por todos os meios possíveis, que incluem até manifestação nas ruas", escreve o Clarín.
Segundo o diário, o secretário-geral da CNBB, Dimas Lara, quer inclusive lutar para 'revogar o aborto' nos casos já permitidos por lei.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Mau testemunho

Qualquer evangélico conhece a famigerada expressão "mau testemunho". A advertência dos púlpitos sobre o tema é histórica. Os pastores e pregadores sempre enfatizaram a necessidade de não causar escândalo aos descrentes, levando-os ao distanciamento da fé, de Cristo e da igreja. Infelizmente, parece que hoje não vivemos dias promissores com respeito a essa questão.
O impacto do mau exemplo é devastador. Em nossos dias, uma das comprovações do efeito terrível do mau exemplo associado à má fama no cenário internacional é a dos Estados Unidos. A poderosa nação americana teve uma trajetória ascendente meteórica desde a Segunda Guerra Mundial. Os EUA passaram a ser vistos como nação libertadora, defensora dos ideais democráticos e igualitários. Era a expressão da liberdade! A derrota imposta ao nazismo e o enfrentamento à opressão comunista soviética e chinesa renderam aos norte-americanos uma simpatia internacional aparentemente duradoura.
No entanto, nos últimos anos, os EUA parecem ter desprezado a importância de uma boa imagem no exterior. O país entrou numa guerra desastrosa com o Iraque, que parece tornar-se um novo Vietnã. Além de ter desprezado a ONU, o governo americano não conseguiu comprovar as justificativas da guerra, sacrificou milhares de soldados e acendeu o estopim de um conflito civil iraquiano que parece não ter fim. O fato é que a nação hoje é vista como imperialista, opressora, anti-ecológica, repressora cruel de imigrantes e inimiga do Terceiro Mundo. Pouca gente comenta o fato, mas, surpreendentemente, o governo Bush tem conseguido realizar o sonho de Fidel Castro e Che Guevara: uma América Latina mais vermelha do que nunca. A esquerda tem crescido como uma espécie de efeito anti-EUA. Hoje, Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Equador, Bolívia, Venezuela e Nicarágua possuem governos de esquerda. Sendo que Venezuela, Equador e Bolívia mostram uma tendência de radicalização esquerdista.
Sem querer entrar no mérito da questão, é fato notório o desgaste da imagem americana no mundo e na América Latina. Esse desgaste atinge o movimento missionário dos EUA. Conversando recentemente com um amigo que vive em Portugal, ele me contou que um missionário no mundo árabe chorou num encontro, afirmando que as decorrências de 11 de dezembro causaram um atraso de 700 anos na obra missionária entre os povos de fala árabe. Lamentável!
Quando olhamos para as Escrituras, a necessidade da "mensagem através da vida" é fundamental. Vejamos o que nos diz a Bíblia:
"Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Ao contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus" (Mt 5.14-16).
"Se algum de vocês sofre, que não seja como assassino, ladrão, criminoso, ou como quem se intromete em negócios alheios. Contudo, se sofre como cristão, não se envergonhe, mas glorifique a Deus por meio desse nome" (1 Pe 4.15,16).
"Mas se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar. Ai do mundo, por causa das coisas que fazem tropeçar! É inevitável que tais coisas aconteçam, mas ai daquele por meio de quem elas acontecem!" (Mt 18.6,7).
Como se pode constatar, o testemunho cristão é parte integrante da mensagem anunciada. Para a maioria das pessoas, a "comprovação" da mensagem cristã está na vida dos que foram alcançados por ela. A vida fala mais alto e convence. O contrário também é verdadeiro. Como é trabalhoso evangelizar depois de tantas guerras religiosas, divisões, inquisição, crimes sexuais de religiosos, abusos de poder e uso indevido do dinheiro. O desafio é muito grande.
Talvez o maior impacto do testemunho cristão hoje seja decorrente da realidade cultural pós-moderna em que vivemos. O fato é que nós, protestantes e evangélicos, elaboramos nossa teologia evangélica no arcabouço da modernidade. Assim, nossa apologética sempre foi marcada pela comprovação racional, lógica e científica da fé cristã. Dezenas de livros e artigos foram escritos para mostrar a razoabilidade da fé e da doutrina cristã. A verdade é que não vivemos mais num mundo sensível a esse tipo de discurso. A mera exposição racional da fé cristã não atinge o homem contemporâneo.
Na modernidade, o homem procurava a explicação e a razoabilidade da fé; na pós-modernidade, o homem quer saber se somos coerentes com o que cremos. O indivíduo pós-moderno não se importa tanto com a comprovação lógica das coisas; seu interesse é descobrir se de fato acreditamos no que dizemos a ponto de vivermos e morrermos por aquilo.
Já o grande filósofo dinamarquês Kierkegaard, um dos precursores do mundo pós-racionalista, afirmava que alguém pode negar uma verdade científica (como foi o caso de Galileu), para preservar sua vida, sem que seja criticado por isso. Ninguém imagina que seria razoável fazer o oposto! Todavia, se uma pessoa nega a fé para se preservar, isso é inaceitável.
A verdade da fé, conforme Kierkegaard, é a verdade pela qual estou disposto a morrer. Ela é distinta da verdade científica. Ainda que essa perspectiva mereça críticas por seu subjetivismo, observemos como essa mentalidade é o paradigma predominante hoje. A maioria dos não-religiosos não se importa com a comprovação da fé e sua apologética criteriosa. No entanto, eles criticam os cristãos pelo seu procedimento incoerente. Há pouca crítica a outras religiões pelo mesmo motivo. No entanto, a idéia da supremacia cristã está na mente da maioria da população. Por isso, o cristianismo deve ser mais responsabilizado! Se o índio pagão mata, o budista japonês faz guerra, o muçulmano pratica escravidão, a maioria se cala; mas se é um cristão, a crítica é dura. De quem mais se espera, mais se cobra. No fundo, a maioria sabe da singularidade de Jesus de Nazaré e de sua doutrina.
A verdade é que o mundo de hoje está sedento e ansioso por respostas sobre a vida e sobre a morte. A argumentação apologética e a prova racional ainda têm lugar. No entanto, o que fará diferença é a nossa maneira de viver. Que as palavras de Paulo ressoem em nossos ouvidos para o benefício do Evangelho: "Como prisioneiro no Senhor, rogo-lhes que vivam de maneira digna da vocação que receberam. Sejam completamente humildes e e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor".
Fonte:
Edição 78 - JAN / 2008
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Entrevista de Silas Daniel para o site da CPAD
“Estamos vivendo momento de confusão teológica e espiritual”, declara autor
Silas Daniel é pastor, jornalista, conferencista e articulista. É editor do jornal Mensageiro da Paz, órgão oficial das Assembléias de Deus no Brasil; comentarista das revistas Adolescentes e Juvenis de Escola Dominical da CPAD, e autor dos livros Reflexões sobre a alma e o tempo, Habacuque – a vitória da fé em meio ao caos, Como vencer a frustração espiritual e História da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil, todos títulos da CPAD. Nesta entrevista, ele fala sobre a sua mais recente lançada obra pela Casa Publicadora – A Sedução das Novas Teologias.
O que o levou a escrever A Sedução das Novas Teologias e como você sintetizaria esta obra?
A Igreja no Ocidente tem sofrido intensos ataques internos e externos. Do lado de fora, as investidas do fundamentalismo liberal, que impõe a ditadura do politicamente correto e tenta amordaçar a liberdade de expressão religiosa, transformando as igrejas em meras entidades de ação social mortas espiritualmente. E do lado de dentro, além dos modismos neopentecostais, surge uma nova onda de liberalismo teológico, porém muito mais sutil que as anteriores, e que tem seduzido principalmente cristãos frustrados com o cristianismo organizado. Esse liberalismo vem travestido sob o manto de uma espiritualidade supostamente “mais sensível, honesta e generosa”; propõe que uma espiritualidade sadia só se desenvolverá melhor à margem de tudo que diz respeito ao cristianismo organizado; e defende uma teologia de “metamorfose ambulante”, com reformulações teológicas constantes.
Enfim, estamos vivendo um momento de confusão teológica e espiritual, o que significa que precisamos mais do que nunca tomar posição e buscarmos de Deus um avivamento, mas um avivamento genuíno, à luz das Sagradas Escrituras. A Sedução das Novas Teologias nada mais é do que uma resposta a tudo isso; é uma obra que objetiva orientar os cristãos brasileiros neste momento de confusão teológica e espiritual. São 304 páginas onde os equívocos do neoliberalismo teológico e do fundamentalismo liberal são desnudados e confrontados.
Como você avalia a atual fase da igreja protestante brasileira?
É com preocupação que constatamos que a pós-modernidade está afetando negativamente a reflexão teológica do meio evangélico no exterior e, agora, também no Brasil. Tendências pós-modernas como a frustração-aversão a todo tipo de instituição, a relativização e a fluidificação de valores já estão, há alguns anos, influenciando a teologia que vemos nos púlpitos, livros e seminários em nosso país. Este é um assunto, sem dúvida, premente em nossos dias.
No Brasil, já começam a ser publicados por editoras evangélicas livros de pensadores cristãos liberais que são apresentados como sendo o que há de melhor na reflexão teológica hodierna, mas que nada mais são do que o velho liberalismo teológico alemão ressuscitado e apresentado em uma roupagem nova e mais atraente, e por isso cada vez mais popular. Sua expansão é fomentada pelo crescente número de cristãos frustrados com o cristianismo organizado (devido a recentes escândalos e aos terríveis e crescentes modismos neopentecostais) e pela capa de piedade e “nova espiritualidade” que a nova versão do liberalismo tem adotado, enredando facilmente muitos desavisados. Por tudo isso, essa nova teologia é vista como uma alternativa saudável, quando, na verdade, é um pulo de um extremo para o outro.
Iludidos pelo discurso com apelo emocional que a “versão 2001” do liberalismo se utiliza, muitos evangélicos passaram a adotar posicionamentos teológicos claramente liberais sem perceberem. Sim, porque poucos se dão conta de que os posicionamentos que adotaram são o velho liberalismo teológico respondendo agora pelos nomes mais atraentes de Ortodoxia Generosa, Teologia Narrativa, Teísmo Aberto (ou Teologia Relacional), Kenosticismo e Teologia Quântica. Outro conceito popular é o da “Igreja Emergente” como sendo a face verdadeiramente sadia do cristianismo em nossos dias e apresentada como uma proposta cristã muito mais coerente diante da atual conjuntura social, filosófica e cultural na qual vivemos.
O livro também traz uma variedade de assuntos em seus apêndices. Fale sobre eles.
Tratam-se de assuntos relacionados e que são citados de passagem no livro, mas que, no final, são abordados com mais dedicação. São eles “A questão dos erros dos reformadores”, onde apresento uma reflexão sobre como devemos reagir diante dos erros de cristãos do passado e exponho verdades e mentiras sobre equívocos célebres de Lutero e João Calvino; “A questão ambiental: exageros e equilíbrio”; “O cristão e o aborto”; “A autenticidade histórica do Jesus da Bíblia”; “Evangelho de Judas: fraude gnóstica de 1,8 mil anos” e “Quatro razões porque o Código da Vinci é um grande logro”.
A que público se destina A Sedução das Novas Teologias?
É uma obra de alerta e orientação para os cristãos em geral, mas é especialmente dirigida a todos que detêm alguma parcela de influência na reflexão teológica da igreja: pastores, líderes, obreiros em geral, professores de seminário, seminaristas, professores de Escola Dominical, etc. Para os que não foram enredados, é uma obra preventiva; e para os que, de repente, se encontram envolvidos pelo neoliberalismo teológico, é um alerta para que caiam em si e voltem ao caminho sadio da ortodoxia bíblica. Creio que este livro será uma bênção para a vida de seus leitores assim como foi para mim ao escrevê-lo.
Quais são suas principais referências literárias?
O principal livro de minha vida é, sem dúvida, a Bíblia, que li toda pela primeira vez aos 9 anos, e até hoje continuo lendo. De lá para cá, tenho cultivado o hábito de ler. Creio que devo ter lido mais de mil livros só nos últimos 20 anos. Leio tanto obras seculares como cristãs, mas a minha preferência é por obras de cunho teológico. Minhas maiores referências são nessa área. Li Dostoievski, Shakespeare, Kafka, Machado de Assis, Graciliano Ramos, Nietzsche, Goethe, Oscar Wilde, Voltaire, Max Weber, Descartes, enfim, centenas de obras e autores clássicos seculares de vários estilos e temas, mas confesso que tenho tido mais prazer em ler e reler – além da Bíblia, que é o meu maior prazer – John Wesley, Jonathan Edwards, Spurgeon, John Bunyan, Lloyd-Jones, David Brainerd, C. S. Lewis, A. W. Tozer, Myer Pearlman, James Packer, Antonio Gilberto, Norman Geisler, Charles Colson, Nancey Pearcey, John Piper e tantos outros escritores cristãos brilhantes, pentecostais e não-pentecostais, estrangeiros e brasileiros. Aliás, aproveito para ressaltar que a CPAD tem publicado nos últimos anos excelentes obras de uma nova geração de escritores evangélicos pentecostais comprometidos com a ortodoxia bíblica, compromissados com a integridade do Evangelho de Cristo.
Que orientações você dá às pessoas que desejam manter-se firmes na ortodoxia bíblica, para que não sejam seduzidas por inovações teológicas?
Em A Sedução das Novas Teologias, há um capítulo inteiro que dedico a esse assunto. Ali, apresento alguns critérios bem específicos. Entretanto, o que posso dizer introdutoriamente é que aquele cristão que estuda e ama a Bíblia, que aprende a não colocar a filosofia acima da Bíblia e que não cai na falácia da busca obsessiva por algum ineditismo teológico ou inovação como resposta para sua vida espiritual, preferindo sempre retornar às bases da sua fé em meio a crises, tem tudo para manter-se firme na pureza bíblico-doutrinária. Podem vir tempestades, ataques de todos os lados, mas ele permanecerá firme, pois sua “casa” espiritual, sua vida, está edificada sobre a Rocha.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Comunhão e a Verdadeira Religiosidade

C.S. Lewis (1898-1963)
Deus só pode se revelar verdadeiramente para homens de verdade. Isso não significa apenas homens individualmente bons, mas homens unidos entre si num único corpo, amando-se e auxiliando-se mutuamente, revelando Deus uns aos outros. Pois é assim que Deus quer que a humanidade seja: como os músicos de uma orquestra, como os órgãos de um corpo.
Em conseqüência, o único instrumento verdadeiramente adequado para conhecer Deus é a comunidade cristã como um todo, a comunidade dos que juntos o aguardam. Numa analogia, a fraternidade cristã é o equipamento técnico dessa ciência — os apetrechos do laboratório. Por isso, as pessoas que, ano sim, ano não, lançam uma versão flagrantemente simplificada da religião na tentativa de substituir a tradição cristã estão perdendo completamente o seu tempo. São como o sujeito que, contando apenas com um velho binóculo, resolve corrigir toda a comunidade dos astrônomos. Pode ser que esse sujeito seja bastante inteligente, talvez até mais inteligente do que alguns astrônomos de verdade, mas ele próprio se sabota. Em dois anos estará esquecido, enquanto a verdadeira ciência continuará de pé.
FONTE: Cristianismo Puro e Simples, Ed. Martins Fontes.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
R.C. Sproul e a CPAD

Agora, a CPAD, lança a obra Defendendo sua Fé de R.C. Sproul. Essa não é a primeira obra de Sproul lançada pela CPAD, pois essa editora já publicou o livro O Outro Lado do Islã, escrito com Abdul Saleeb.
Leia a apresentação do livro:
Uma suposição muito difundida em nossos dias é de que a fé e a razão são incompatíveis ou mesmo antagônicas. Mas isto não é verdade. A tarefa dete livro é mostrar, de uma maneira breve e simples, as verdades básicas do Cristianismo e provar o quanto ele é racional em sua essência.Se você deseja uma defesa lógica e bíblica da fé, então, irá descobrir nas páginas deste livro o verdadeiro sentido para demonstrá-la.Uma visão geral da história e de fundamentos da apologética, que mostram como a razão e a pesquisa científica, podem ser aliadas na defesa da existência de Deus e da autoridade da Bíblia.