segunda-feira, 31 de março de 2008

Crise no Ensino Teológico



Em reportagem, na revista VEJA dessa semana, sobre vocação de jovens católicos pelo sacerdócio romano; a reporte Adriana Dias Lopes entrevistou o professor de seminários católicos Afonso Soares, que disse: "Os ateus hoje em dia têm mais interesse em estudar teologia do que o padre". Essa frase mostra que o desinteresse pelo estudo teológico está afetando a cristandade por um todo.
Nunca ouve uma época tão antiintelectual na cristandade (entre católicos-como mostra a reportagem e principalmente entre os protestantes) com essa era midiática e do entretenimento impregnado de um imediatismo.

domingo, 30 de março de 2008

Teologia e Humildade por Charles Spurgeon



Já foi dito por alguém que "o estudo adequado da humanidade é o próprio homem". Não me oponho à idéia, mas creio ser igualmente verdadeiro que o estudo correto do eleito de Deus é Deus; o estudo apropriado ao cristão é a divindade. A mais alta ciência, a mais elevada especulação, a mais poderosa filosofia que possa prender a atenção de um filho de Deus é o nome, a natureza, a pessoa, a obra, as ações e a existência do grande Deus, a quem chama Pai.Nada é melhor para o desenvolvimento da mente que contemplar a divindade. Trata-se de um assunto tão vasto, que todos os nossos pensamentos se perdem em sua imensidão; tão profundo que nosso orgulho desaparece em sua infinitude. Podemos compreender e aprender muitos outros temas, derivando deles certa satisfação pessoal e pensando enquanto seguimos nosso caminho: "Olhe, sou sábio". Mas quando chegamos a esta ciência superior e descobrimos que nosso fio de prumo não consegue sondar sua profundidade e nossos olhos de águia não podem ver sua altura, nos afastamos pensando que o homem vaidoso pode ser sábio, mas não passa de um potro selvagem, exclamando então solenemente: "Nasci ontem e nada sei". Nenhum tema contemplativo tende a humilhar mais a mente que os pensamentos sobre Deus... Ao mesmo tempo, porém, que este assunto humilha a mente, também a expande. Aquele que pensa com freqüência em Deus terá a mente mais aberta que alguém que apenas caminha penosamente por este estreito globo. [...] O melhor estudo para expandir a alma é a ciência de Cristo, e este crucificado, e o conhecimento da divindade na gloriosa trindade. Nada alargará mais o intelecto, nada expandirá mais a alma do homem que a investigação dedicada, cuidadosa e contínua do grande tema da divindade. Ao mesmo tempo que humilha e expande, este assunto é eminentemente consolador. Na contemplação de Cristo existe um bálsamo para cada ferida; na meditação sobre o Pai, há consolo para todas as tristezas, e na influência do Espírito Santo, alívio para todas as mágoas. Você quer esquecer sua tristeza? Quer livrar-se de seus cuidados? Então, vá, atire-se no mais profundo mar da divindade; perca-se na sua imensidão, e sairá dele completamente descansado, reanimado e revigorado. Não conheço coisa que possa confortar mais a alma, acalmar as ondas da tristeza e da mágoa, pacificar os ventos da provação que a meditação piedosa a respeito da divindade. Para este assunto chamo a atenção de todos nesta manhã.


Charles Spurgeon cit. J.I Packer no livro Conhecimento de Deus (Mundo Cristão).

sábado, 29 de março de 2008

Um Deus em três pessoas



O capítulo anterior tratou da diferença entre gerar e criar. Um homem gera uma criança, mas cria uma es­tátua. Deus gerou o Cristo, mas fez o homem. Contudo, quando digo isso, estou apenas ilustrando um aspecto de Deus, a saber, que o que Deus Pai gera é Deus, alguém da mesma espécie que ele. Nesse sentido, esse ato é se­melhante ao de um pai humano que gera um filho hu­mano. Mas não é exatamente igual. Por isso, tenho de tentar dar mais algumas explicações.
Hoje em dia, um bom número de pessoas diz: "Acre­dito em Deus, mas não num Deus pessoal." Elas pres­sentem que o mistério por trás de todas as coisas deve ser maior que uma pessoa. Os cristãos concordam com isso. Porém, os cristãos são os únicos que oferecem uma idéia de como seria esse ser que está além da persona­lidade. Todas as outras pessoas, apesar de dizerem que Deus está além da personalidade, na verdade conce­bem-no como um ser impessoal: melhor dizendo, como algo aquém do pessoal. Se você está em busca de algo suprapessoal, algo que seja mais que uma pessoa, não se verá obrigado a escolher entre a idéia cristã e as outras idéias, pois a idéia cristã é a única existente no mercado.
Além disso, alguns crêem que depois desta vida, ou talvez de várias, as almas humanas serão "absorvidas" em Deus. No entanto, quando tentam explicar o que isso significa, parecem ter a noção de que a absorção do nosso ser em Deus é como a absorção de um material por outro. Dizem que seria como uma gota d'água que caísse no oceano. E claro, porém, que esse seria o fim da gota. Se é isso que acontece conosco, ser absorvido é o mesmo que deixar de existir. Só os cristãos fazem idéia de como as almas humanas podem ser assumidas pela vida divina e continuar sendo elas mesmas — aliás, ser mui­to mais "elas mesmas" do que antes.
Avisei que a Teologia é um assunto prático. O obje­tivo único da nossa existência é ser assumidos pela vida divina. Quando temos idéias erradas sobre o que é essa vida, a realização do objetivo torna-se mais difícil. E ago­ra peço que vocês sigam meu raciocínio com a máxima atenção por alguns minutos.
Todos sabem que, no espaço, podemos nos mover de três maneiras: para a esquerda e para a direita, para a frente e para trás, para cima e para baixo. Toda direção espacial é uma dessas três ou uma combinação delas. São o que chamamos de três dimensões. Agora note o seguinte. Se você usar apenas uma dimensão, poderá desenhar somente uma linha reta. Se usar duas, pode­rá desenhar uma figura: um quadrado, digamos, que é feito de quatro linhas retas. Vamos dar mais um passo. Se usar três dimensões, você poderá construir o que cha­mamos de um corpo sólido, como um cubo — um dado, por exemplo, ou um torrão de açúcar. O cubo é com­posto de seis quadrados.
Compreendeu? Um mundo unidimensional seria uma linha reta. Num mundo bidimensional, ainda ha­veria linhas retas, mas as linhas poderiam compor figuras. Num mundo tridimensional, ainda existem figuras, mas, combinadas, elas compõem corpos sólidos. Em outras palavras, à medida que avançamos para níveis mais com­plexos e mais reais, não deixamos para trás as coisas encon­tradas nos níveis mais simples: elas ainda existem, mas se combinam de maneiras novas — maneiras que nem sequer poderiam ser imaginadas por alguém que só conhecesse os níveis mais simples.
Ora, a noção cristã de Deus envolve o mesmíssimo princípio. O nível humano é um nível simples e mais ou menos vazio. Nele, uma pessoa é um ser e duas pessoas são dois seres separados - da mesma forma que, num plano bidimensional como o de uma folha de papel, um quadrado é uma figura e dois quadrados são duas figu­ras separadas. No nível divino, ainda existem persona­lidades; nele, porém, as encontramos combinadas de ma­neiras novas, maneiras que nós, que não vivemos nesse nível, não podemos imaginar. Na dimensão de Deus, por assim dizer, encontramos um Ser que são três pes­soas sem deixar de ser um único Ser, da mesma forma que um cubo são seis quadrados sem deixar de ser um único cubo. E claro que não conseguimos conceber ple­namente um Ser como esse. Do mesmo modo, se perce­bêssemos apenas duas dimensões do espaço, não podería­mos jamais imaginar um cubo. Mesmo assim podemos ter dele uma noção vaga. Quando isso acontece, nós conseguimos ter, pela primeira vez na vida, uma idéia positiva, mesmo que tênue, de algo suprapessoal — algo maior que uma pessoa. É algo que nos surpreende com­pletamente e que, no entanto, quando ouvimos falar dele, quase nos faz sentir que poderíamos tê-lo adivinha­do, uma vez que se harmoniza tão bem com as coisas que já conhecemos.
Você pode perguntar: "Se não conseguimos imagi­nar esse Ser tripessoal, de que adianta falar sobre ele?" Bem, de nada adianta falar sobre ele. O que interessa é sermos atraídos e conduzidos de fato para dentro dessa vida tripessoal. Esse processo pode começar, aliás, a qual­quer momento — hoje à noite, se você quiser.
O que quero dizer é o seguinte: o simples cristão ajoelha-se e faz suas orações, tentando entrar em contato com Deus. Porém, se ele é cristão, sabe que o que o induz a orar é também Deus: Deus, por assim dizer, dentro dele. E sabe também que todo o conhecimento real que possui de Deus veio por meio de Cristo, o Homem que foi Deus. Sabe que Cristo está de pé a seu lado, aju­dando-o a orar, orando por ele. Você vê o que está acon­tecendo? Deus é aquilo para o qual ele ora — o objeti­vo que tenta alcançar. Deus é também aquilo, dentro dele, que o impele — a força motriz. Deus, por fim, é a estrada ou a ponte que ele percorre para chegar a seu objetivo. Assim, toda a vida tríplice do Ser tripessoal en­tra em ação nesse quarto humilde onde um homem co­mum faz suas orações. O homem está sendo capturado por um tipo superior de vida — o que chamei de zoé ou vida espiritual: está sendo atraído para dentro de Deus pelo próprio Deus, sem deixar de ser ele mesmo.
E foi assim que começou a Teologia. As pessoas já conheciam Deus de forma mais ou menos vaga. Então veio um homem que dizia ser Deus; um homem que, no entanto, ninguém conseguia rejeitar como um luná­tico. Esse homem fez com que as pessoas acreditassem nele. Essas pessoas voltaram a encontrar-se com ele de­pois de tê-lo visto ser assassinado. Por fim, tendo-se cons­tituído numa pequena sociedade ou comunidade, essas pessoas de alguma forma descobriram a Deus dentro de si próprias, dizendo-lhes o que fazer e tornando-as capazes de atos que até então eram impossíveis. Quando entenderam tudo isto, elas chegaram à definição crista do Deus tripessoal.
Essa definição não é algo que inventamos. A Teolo­gia, em certo sentido, é uma ciência experimental. São as religiões simplistas que foram inventadas. Quando digo que ela é uma ciência experimental "em certo sentido", quero dizer que é igual às outras ciências experimentais sob alguns aspectos, mas não todos. Se você é um geó­logo que estuda minerais, você tem de ir a campo para encontrá-los. Eles não irão até você e, quando você os en­contra, eles não podem escapulir. Toda a iniciativa cabe a você. Os minerais não podem nem ajudá-lo, nem pre­judicá-lo. Agora suponha que você seja um zoólogo que se propôs a tirar fotos de animais em seu hábitat natu­ral. A situação fica um pouco diferente. Os animais sel­vagens não irão ao seu encontro, mas podem fugir de você, e, se você não ficar bem quieto, certamente o fa­rão. Começa a haver aqui um pouquinho de iniciativa por parte deles.
Passemos a um estágio superior. Suponha que você queira estudar um ser humano. Se ele estiver determinado a não se deixar estudar, você não conseguirá co­nhecê-lo. Vai ser preciso ganhar-lhe a confiança. Nesse caso, a iniciativa se divide igualmente pelos dois lados - para uma amizade, são necessárias duas pessoas.
Quando se trata do conhecimento de Deus, a ini­ciativa cabe inteiramente a ele. Se ele não se revelar, nada que você fizer o capacitará a encontrá-lo. E, na verda­de, ele se dá a conhecer muito mais a certas pessoas que a outras — não porque tenha predileções, mas porque é impossível que ele se revele ao homem cuja mente e cujo caráter estejam em más condições. Da mesma forma, os raios do sol, apesar de também não terem predile­ções, não se refletem tão bem num espelho empoeirado quanto num espelho polido.
Podemos dizê-lo de outra forma: enquanto nas ou­tras ciências os instrumentos são externos a nós (como o microscópio e o telescópio), o instrumento pelo qual vemos a Deus é nosso próprio ser, nosso ser inteiro. Se o ser do homem não estiver limpo e brilhante, sua vi­são de Deus será turva — como a lua vista por um te­lescópio sujo. E por isso que os povos abomináveis têm religiões abomináveis: eles vêem a Deus através de uma lente suja.
Deus só pode se revelar verdadeiramente para ho­mens de verdade. Isso não significa apenas homens in­dividualmente bons, mas homens unidos entre si num único corpo, amando-se e auxiliando-se mutuamente, revelando Deus uns aos outros. Pois é assim que Deus quer que a humanidade seja: como os músicos de uma orquestra, como os órgãos de um corpo.
Em conseqüência, o único instrumento verdadei­ramente adequado para conhecer Deus é a comunidade cristã como um todo, a comunidade dos que juntos o aguardam. Numa analogia, a fraternidade cristã é o equipamento técnico dessa ciência — os apetrechos do laboratório. Por isso, as pessoas que, ano sim, ano não, lançam uma versão flagrantemente simplificada da religião na tentativa de substituir a tradição cristã estão perdendo completamente o seu tempo. São como o sujeito que, contando apenas com um velho binóculo, resolve corrigir toda a comunidade dos astrônomos. Pode ser que esse sujeito seja bastante inteligente, talvez até mais inteligente do que alguns astrônomos de verdade, mas ele próprio se sabota. Em dois anos estará esquecido, enquanto a verdadeira ciência continuará de pé.
Se o cristianismo fosse algo que inventamos, é claro que seria mais fácil. Mas não é. Não podemos competir, em matéria de simplicidade, com as pessoas que inventam religiões. Como poderíamos? Trabalhamos com a realidade como ela é. Só quem não se importa com a realidade pode se dar ao luxo de ser simplista.


Fonte: C.S. Lewis in Cristianismo Puro e Simples

sexta-feira, 28 de março de 2008

Espiritualidade Pentecostal e Intelectualidade


Donald Gee foi um dos primeiros teólogos pentecostais e sabia equilibrar a espiritualidade pentecostal com erudição, ele certa vez escreveu: “Aconselha-se a vigilância, especialmente em reuniões em que nossos espíritos se tornam muito agitados: durante sermões poderosos, orações emotivas, hinos que apelam aos sentimentos ou quando outros estão praticando os dons espirituais. Ter controle do próprio espírito não é apagar o Espírito Santo. É demonstração de temperança.”. Eu acredito que possamos continuar com o fervor espiritual, exercendo os carismas, orando com convicção e exercendo uma intelectualidade.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Aviva- Marina de Oliveira

quarta-feira, 26 de março de 2008

Os oponentes de reta doutrina! Parte 01


O discurso anti-apologética é comum no meio do neoliberalismo teológico. O escritor Donald Miller, no seu livro Como os pinguins me ajudaram a entender Deus (Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2007), escreveu: "Meu mais recente esforço de fé não é do tipo intelectual. Eu realmente não faço mais isso. Mais cedo ou mais tarde você simplesmente descobre que há alguns caras que não acreditam em Deus e podem provar que ele não existe e alguns outros caras que acreditam em Deus e podem provar que ele existe- e a esse ponto a ser sobre quem é mais inteligente; honestamente, não estou mais interessado nisso".
O discuso anti-apologética, comum no antiintelectualismo pentecostal se assemelha aos neoliberais, que não vêem razão nos debates. A apologética é mandamento divino ( Fp 1.7, 16; I Pe 3.15 e Jd 3).

terça-feira, 25 de março de 2008

Jesus Cristo X abominações de alguns líderes "cristãos"



Lamentável é a distorção da “teologia” e “doutrina” que alguns grupos “cristãos” fazem ao Evangelho de Jesus Cristo.
O exemplo clássico é a “Teologia da Prosperidade”, onde o ter é mais do que o ser, onde deus é mercantilista, onde o púlpito é das ofertas e não da Palavra...
Os “evangelistas” da prosperidade realizam as reuniões de empresários, onde a “contextualização” é embriagada pelo materialismo. A Bíblia é enfeite, onde a exegese distorcida é meio de confirmar os pensamentos heréticos e abomináveis de alguns homens que nunca nasceram de novo.
Qual diferente era Jesus desses líderes pagãos, pois disse Jesus: O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração, A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do SENHOR! (Lucas 4.18-19).






Curso de Pastor. Falsos cursos: tomem cuidado!


Cursos de bacharel em seis meses?
Mestrado em três meses?
Doutorado em seis meses?
Um verdadeiro engodo, que é da pior espécie.
Não se engane!
A CGADB (Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil) informou por meio do Jornal Mensageiro da Paz que não tem nenhuma ligação com esse falso curso.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Mais um desses absurdos!!!



Representantes de cultos afro querem audiência com secretário de Segurança
Adriana Diniz


RIO - Entidades federativas de umbanda e candomblé do Rio vão solicitar uma audiência urgente com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, pedindo providências para garantir o livre exercício do culto religioso nas comunidades carentes da cidade.
Conforme o EXTRA informou no domingo, traficantes que freqüentam igrejas independentes vêm proibindo manifestações de umbanda e candomblé nas favelas cariocas , e expulsando donos de terreiros ( você já sofreu preconceito religioso? ).
O vereador Átila Nunes Neto, diretor institucional da Federação Brasileira de Umbanda, afirmou que o governo precisa oferecer algum tipo de proteção às pessoas que queiram denunciar a proibição:
- É obrigação do Estado garantir os direitos do cidadão. Quem decide quem vai ficar ou não numa comunidade? A Secretaria estadual de Justiça tem que dar uma garantia para os que sofrerem este tipo de violência poderem falar.
Pai Paulo de Oxalá afirma que a discriminação com as religiões de cultos afro sempre existiu, mas agora estaria ainda pior, por conta dos traficantes de drogas que se dizem convertidos:
- É um momento difícil. Estamos sendo massacrados. Tenho uma lista de babalorixás que já sofreram este tipo de violência religiosa. E é uma perseguição armada.
Pai Paulo conta que muitos pais-de-santo estão se mudando para comunidades na Baixada Fluminense:
- Eles têm que se readaptar, muitas vezes com o risco de também não ser aceitos.


Fonte: Jornal Extra

sexta-feira, 14 de março de 2008

Os sete pecados da igreja evangélica brasileira:


01. "O orgulho apostólico", onde os títulos são a expressão da fome maquiavélica do poder.
02. "A politicagem eclesiástica", onde confundem ovelhas com campo eleitoral.
03. "A adoração extravagante (literalmente)", onde adoram Deus baseado em uma espiritualidade veterotestamentária, são os judaizantes modernos.
04. "O empirismo místico carismático (retetés)", onde confundem poder de Deus com práticas bizarras e anti-bíblicas.
05. "A teologia que dá prosperidade", onde confundem Deus com o Papai-Noel.
06. "Os aviltamentos que arrebatam as multidões", onde confundem culto com entretenimento.
07. "O bilionário mercado gospel", onde CD, DVD, livretos etc, são vendidos sem conteúdo bíblico.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Vozes proféticas: Por A. W. Tozer

O Cristianismo está tão envolvido com o mundo que milhões não notam o quanto se afastaram do padrão do Novo Testamento. Concessões em toda parte. O mundo foi caiado o bastante para passar a inspeção por homens que se dizem crentes. E o Cristianismo evangélico se vendeu. E está tragicamente abaixo do padrão do Novo Testamento. O mundanismo é parte aceita do nosso modo de viver, a vida religiosa e social em vez de espiritual. Perdemos a arte da adoração! Não produzimos santos! Nossos modelos são certos homens de negócios, atletas famosos e personalidades do teatro. Praticamos as nossas atividades religiosas de acordo com a propaganda moderna. Nossos lares se tornaram teatros, nossa literatura é superficial, os nossos hinos são sacrílegos, mas ninguém parece se importar. Muito do que se passa por Cristianismo do Novo Testamento é pouco mais do que a verdade objetiva adoçada para se tornar agradável ao paladar religioso. Jesus convida os homens a levar a Cruz, e nós os convidamos a se divertirem. Ele o chama para deixar o mundo, e nós dizemos que se eles aceitarem Jesus o mundo será deles. Ele os chama a sofrer, nós os chamamos a gozar do conforto que a civilização moderna oferece.Ele os chama a santidade, e nós os chamamos a uma felicidade barata, que seria rejeitada com desprezo até pelos filósofos estóicos sem falar dos apóstolos. O novo decálogo, o novo mandamento foi adotado pelos neocristãos dos nossos dias. E a primeira frase diz: "Tu não deves discordar". E um grupo de beatitude que começa a "Bem-aventurado os que toleram tudo porque eles não serão responsáveis por nada". É costume agora falar de diferenças religiosas em público ficando entendido que ninguém vai tentar converter o outro nem mostrar os erros da sua fé. Imagine só Moisés concordando em participar de um debate com Israel sobre o bezerro de ouro; ou o profeta Elias mantendo um diálogo cordial com os profetas de Baal; ou Jesus Cristo procurando se reunir com os fariseus para desfazer as diferenças.

Diferente

“Um cristão verdadeiro é uma pessoa estranha em todos os sentidos. Ele sente um amor supremo por alguém que ele nunca viu; conversa familiarmente todos os dias com alguém que não pode ver; espera ir para o céu pelos méritos de outro; esvazia-se para que possa estar cheio; admite estar errado para que possa ser declarado certo; desce para que possa ir para o alto; é mais forte quando ele é mais fraco; é mais rico quando é mais pobre; mais feliz quando se sente o pior. Ele morre para que possa viver; renuncia para que possa ter; doa para que possa manter; vê o invisível, ouve o inaudível e conhece o que excede todo o entendimento.” (A. W. Tozer)"