Nessas igrejas neopentecostais, ditas evangélicas, mas tão longe do Evangelho... Paradoxo?! Não... É realidade! O Reino de Deus diminui, mas o reino dos líderes aumenta... O paraíso que conhecem é o fiscal e não apontam para o céu... O líder é a cabeça incontestável, enquanto na Igreja de Cristo ele é a única cabeça... Até a teologia dá prosperidade, pois investem em um pseudo-ensino, curso de formação para falsos profetas... A televisão é um meio eficaz de ganha mais, enquanto os dízimos pagam os salários milionários dos atores ex-globais... Que Jesus eles servem? Alias, quem ali serve é o próprio Jesus Noel... A fé, ora, a fé é na fé... Pecado?! Isso é um problema de encosto, basta expulsar o Zé Pilintra e está tudo resolvido... Fácil? Sim, pois tudo é pragmático, tem que funcionar...
O ministro Carlos Alberto Menezes Direito disse nesta quarta-feira que o julgamento sobre o uso de células-tronco embrionárias não é uma questão religiosa. Conhecido por sua ligação com a Igreja Católica, Direito fez questão de ressaltar, já no início da leitura de seu voto, que a análise se daria sob o ângulo jurídico. "O que a Suprema Corte do Brasil está desafiando não é uma questão religiosa, é uma questão jurídica. Tentar estabelecer a ideologização da ciência ou enxergar obscurantismo nos que crêem em sua fé é indigno", afirmou. Direito disse ainda que o que o STF terá que determinar é se a Lei de Biossegurança - que permite a utilização em pesquisas de células-tronco embrionárias fertilizadas in vitro e não utilizadas - é constitucional. "O que se há de se determinar é se a lei que autoriza a utilização de células-tronco é ou não compatível à proteção dispensada ao direito à vida e à dignidade da pessoa humana", afirmou. O ministro faz ainda uma análise com vários argumentos científicos sobre fertilização in vitro. O julgamento da ação que pede a inconstitucionalidade do artigo 5º da Lei de Biossegurança foi retomado por volta de 8h40 de hoje. A expectativa do presidente do STF, Gilmar Mendes, é que seja concluído ainda hoje. "A sociedade é complexa e tem influência de toda índole, religiosa, científica e cultural", disse Mendes, ao chegar ao tribunal. O julgamento tinha sido iniciado no dia 5 de março, mas foi interrompido após pedido de vista do ministro Carlos Alberto Menezes Direito. Os ministros Carlos Ayres Britto, relator do processo, e Ellen Gracie, votaram contra a ação, ou seja, a favor do uso das células-tronco embrionárias nas pesquisas.
Voto do ministro Direito, que abre a sessão hoje, deve ter argumentos de restrição aos estudos com células-tronco
Felipe Recondo, BRASÍLIA
O julgamento da constitucionalidade do artigo da Lei de Biossegurança que trata das pesquisas científicas com células-tronco embrionárias no Supremo Tribunal Federal (STF) não será um "Fla-Flu", como disse um ministro, ou um "Palmeiras e Corinthians", como comparou outro colega. Ou seja, a discussão não se restringirá a apenas duas alternativas: liberar ou proibir as pesquisas. O voto do ministro Carlos Alberto Menezes Direito, que abrirá a sessão de hoje e será contrário aos estudos, comprovará isso.Direito, que é católico, fará uma comparação entre a Lei de Biossegurança aprovada pelo Congresso, que liberou as pesquisas, e legislações sobre o mesmo assunto de diversos países. Uma de suas alegações para proibir as pesquisas está baseada nessa análise. Direito dirá que os países que liberaram as pesquisas fizeram, antes, uma lei para regular o procedimento da fertilização in vitro, pelo qual é obtido o embrião. No Brasil, não há legislação sobre o assunto. Com argumentos como esse, Direito vai se contrapor, ponto a ponto, ao voto do ministro que relatou o caso, Carlos Ayres Britto. Para que tenha sucesso, porém, precisa obter apoio de pelo menos cinco colegas. O STF é composto por 11 ministros no total.Mesmo que não consiga barrar as pesquisas, como defende a Igreja Católica, Direito levantará argumentos que poderão comprometer pontos da lei e assim acabar por restringir os estudos com células-tronco embrionárias.Após o voto de Direito, cujo pedido de vista interrompeu o julgamento em março passado, os demais ministros se manifestarão. Até o momento, apenas dois ministros votaram formalmente nesse caso: Carlos Ayres Britto e Ellen Gracie. O ministro Celso de Mello, que terá voto tão ou mais longo que Direito, já manifestou que votará em favor das pesquisas, mas não oficializou sua posição.A expectativa entre os ministros é de que as pesquisas sejam liberadas por uma maioria apertada em plenário. Os placares mais citados internamente são 6 a 5 ou 7 a 4. Um novo pedido de vista, que poderia novamente interromper o julgamento, está praticamente descartado. Justamente por isso, o presidente do tribunal, ministro Gilmar Mendes, marcou o início da sessão para as 8h30 - o horário normal seria as 14h30. ARGUMENTOSA constitucionalidade das pesquisas foi contestada em maio de 2005 pelo então procurador-geral da República Cláudio Fonteles, também católico praticante. Na ação, o então procurador argumenta que os embriões têm assegurada a garantia constitucional de inviolabilidade do direito à vida. Os cientistas dizem que os embriões não podem ser considerados vida humana se não forem sequer implantados no útero da mulher. O relator da ação, Carlos Ayres Britto, ponderou que o embrião congelado é uma vida vegetativa, sem consciência e que a Constituição não garante a inviolabilidade do direito à vida aos embriões. Portanto, as pesquisas são legais. "É preciso vida pós-parto para ganho de personalidade perante o direito", defendeu Britto. "Na definição jurídica, a vida humana revestida de personalidade civil transcorre entre o nascimento com vida e a morte", justificou. A Lei de Biossegurança, sancionada em março de 2005, permite pesquisas científicas com células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro desde que sejam inviáveis ou congelados há três anos ou mais, a contar de 2005, ou que, congelados na data da publicação da lei, completem três anos. Em qualquer caso, é preciso ter o consentimento dos genitores. A lei obriga ainda que os cientistas submetam previamente suas pesquisas aos comitês de ética dos institutos e proíbe a comercialização dos embriões.
Fonte: Estadão
PS: Embrião é uma vida e esse ponto quebra qualquer tentativa de manipulação do ser humano em estágio embrionário. A reportagem afirma que "Os cientistas dizem que os embriões não podem ser considerados vida humana se não forem sequer implantados no útero da mulher". Na verdade, há um debate forte na comunidade científica sobre o assunto.
Brasília - Entidades contrárias ao uso de células-tronco embrionárias em pesquisas científicas aproveitam a véspera do julgamento da ação de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para se manifestar contra a manipulação dos embriões.A Arquidiocese de Brasília, o Movimento Brasil Sem Aborto e a Associação Pró-Vida Família abraçam o prédio do STF, na Esplanada dos Ministérios, hoje (27) pela manhã. O julgamento da ação direta de inconstitucionalidade do artigo 5º da Lei de Biossegurança, que permite o uso de embriões congelados há mais de três anos em pesquisas, acontece amanhã. Os ministros do STF retomam a discussão para definir se essa parte do texto fere ou não a Constituição Federal. Fonte: Jornal da Mídia
SÃO PAULO - Em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado, os projetos de lei nº 6418, de 2005, e 122, de 2006, criminalizam a homofobia e dão maior proteção contra a discriminação dos homossexuais. Defensora de grupos evangélicos em todo o mundo, a Organização Não Governamental Missão Portas Abertas alerta para uma possível censura de cultos religiosos e de textos bíblicos caso os textos sejam aprovados.
Em comunicado divulgado para a mídia nesta sexta-feira, a ONG diz que “embora a Constituição Federal de 1988, no artigo 5º, inciso 6, afirme ser ‘inviolável a liberdade de consciência e de crença’, o texto do PL 122/06 prevê detenção de um a três anos por ‘injúria ou intimidação a quem expressar um ponto de vista moral, filosófico ou psicológico contrário ao dos homossexuais’”. Na interpretação da ONG, o projeto cercearia manifestações religiosas contrárias ao homossexualismo. O mesmo comunicado, que é assinado pelo secretário-geral da ONG, Douglas Mônaco, critica também o projeto de lei nº 6418/2005, que tramita na Câmara dos Deputados. De acordo com a Missão Portas Abertas, o “PL 6418/2005 prevê aumento da pena em um terço para qualquer um que fabrique, distribua ou comercialize quaisquer pontos de vista contra homossexuais, sejam impressos ou verbais”. Por isto, trechos da Bíblia poderiam ser censurados. No entanto, o texto do projeto de lei não se refere a “quaisquer pontos de vista” e sim a apologias ao racismo e uso de símbolos e propaganda nazista. A Bíblia, segundo a ONG, estaria livre de sanções ainda que tenha referências que podem ser interpretadas como homofóbicas, como no Livro de Levítico, que diz “com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é”. Militante pela igualdade de direitos dos homossexuais, o presidente da Associação da Parada do Orgulho Gay de São Paulo, Alexandre Santos, defende os projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional. Ele afirma que eles não são contrários à expressão religiosa e sim ao racismo. “O que queremos é que seja crime um pastor disseminar o ódio contra os homossexuais. Depois que o racismo contra negros virou crime ninguém mais falou mal de negros nas igrejas. Também queremos proteção e nosso direito de ir e vir”, disse. Como exemplo desta intolerância dos religiosos contra os homossexuais, o presidente da Associação da Parada cita a circulação de evangélicos na 8ª Feira Cultural de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais que ocorreu nesta quinta, em São Paulo. De acordo com Alexandre Santos, um grupo de cristão esteve no evento com faixas e cartazes homofóbicos. “Acho que estavam lá para benzer a gente”, brincou. Neste domingo, a Parada Gay de São Paulo deve reunir cerca de 3,5 milhões de participantes, segundo estimativas de sua direção. O tema deste ano, “Homofobia mata! Por um estado laico de fato!”, faz referência às discussões religiosas que emperram o trâmite dos projetos de lei que defendam direitos dos homossexuais. “Precisa ficar claro que a opinião de um deputado ou senador sobre homossexualidade não pode ser tornar razão de Estado. Nossas leis são barradas porque grande parte das bancadas é de religiosos. Os projetos não serão aprovados se os plenários do Congresso continuarem sendo confundidos com o púlpito de uma igreja”.
Fonte: IG
Ps:A lei da homofobia é um meio de restringir a liberdade de expressar que a homossexualidade é um pecado. Certamente muitos processaram os pastores, padres e outros líderes religiosos que expressarem a opinião que a Bíblia coloca. Isso já acontece em alguns países da Europa.
BAGDÁ - Comandantes do Exército dos Estados Unidos pediram desculpas a líderes comunitários no Iraque após um soldado americano usar uma cópia do Corão para praticar tiro ao alvo. As autoridades tentam conter uma revolta dos iraquianos aliados aos Estados Unidos. Protestos violentos já ocorreram no mundo muçulmano quando a fé islâmica é insultada. O pedido de desculpas dos comandantes aparentemente tenta evitar reação similar no Iraque. Os militares americanos disseram no domingo que o soldado, que não foi identificado, foi punido e recebeu ordem para deixar o Iraque após a cópia do livro sagrado muçulmano ter sido encontrada com buracos de bala em Bagdá no dia 11 de maio. Imagens obtidas pela Reuters mostram o livro com ao menos dez buracos de bala. O incidente é profundamente embaraçoso para o Exército dos Estados Unidos, que vem trabalhando para fazer alianças com tribos árabes sunitas para combater a al Qaeda no Iraque. Essas alianças estariam ajudando a reduzir drasticamente a violência no país, segundo o Exército. Um líder comunitário iraquiano disse à Reuters que o pedido de desculpas pelo alto comando militar dos Estados Unidos ajudou a acalmar as tensões. "Eu estava sentindo amargor, mas com o pedido de desculpas nós estamos bem com eles. Nossa revolta diminuiu", disse Saeed al-Zubaie, chefe de um conselho árabe sunita aliado aos Estados Unidos em Radwaniya, perto de Bagdá, onde o Corão foi encontrado. O canal de televisão americano CNN afirmou que o general Jeffery Hammond, comandante das tropas em Bagdá, e outros oficiais encontraram centenas de manifestantes quando visitaram Radwaniya para o pedido de desculpas no sábado. "Eu sou um homem com honra, eu sou um homem de caráter. Eu dou a minha palavra de que isso nunca vai acontecer de novo", disse Hammond à multidão, segundo a CNN. O coronel Bill Buckner, porta-voz do Exército, descreveu o incidente como "sério e profundamente preocupante."
Adorar e cultuar, juntamente com palavras como fé e amor, pertencentes aos mais profundos níveis da verdade cristã, não se enquadram facilmente dentro de definições nítidas. Mais susceptível à descrição e experiência do que às limitações de uma definição verbal, qualquer tentativa de definir adoração será falha. Assim fala um sábio desejoso de expressar com palavras o que seria realmente a adoração: "O transbordar de um coração grato, impulsionado pelo sentimento do favor divino".¹ No contexto em que Jesus instrui a mulher de Samaria, acerca da verdadeira adoração, ele declara que a água que daria ao sedento, "seria nele uma fonte a jorrar para a vida eterna" (Jo 4.14). A fonte se abre no novo nascimento (Jo 3.5), jorra em adoração (4.14) e flui em rios de água viva em serviço obediente (7.37-39).² O salmista aproximou-se do cerne da adoração genuína quando disse: ‘’Tu és o meu Senhor, outro bem não possuo, senão a ti somente" (16.2). Adoração, tal como a palavra inglesa, "worship" (worthship, "valor reconhecido") exprime a riqueza que Deus representa para o adorador. Quem se assenta num banco da igreja aparenta ser adorador, mas, muitas vezes não o é. Quantas refeições suculentas têm sido planejadas na hora solene do culto, ao contrário do que ocorreu com Maria, sentada "aos pés de Cristo" (Lc 10.39). Quantos negócios têm sido planejados, rascunhados e contratos fechados nas mentes daqueles que lotam os bancos da casa de Deus! Contudo, um ato de adoração reconhece a preciosidade de um encontro vital com Deus e tem, para quem busca ao Senhor, a vantagem incomparável de conquistar a pérola de grande valor (Mt 13.45). Fundamentalmente, adoração pode ser definida como "a resposta de celebração a tudo que Deus tem feito, está fazendo e promete fazer".³ Para o verdadeiro adorador, a pessoa de Deus é tão preciosa quanto um copo de água fresca, puríssima, num dia de calor. "O SENHOR é a porção da minha herança e do meu cálice" (Sl 16.5). Adorar implica em peneirar nossos valores. Comunhão com Deus é ou não nosso alvo? Ele, ou nossos interesses, oferecem a maior atração? Cultuar, portanto, é pôr em ordem bíblica as nossas prioridades. Procuramos conhecer a Deus, e vamos conhecendo-o cada vez melhor, de modo a exaltá-lo: Louvarei ao SENHOR em todo o tempo; o seu louvor estará sempre nos meus lábios. Gloriar-se-á no SENHOR a minha alma; engrandecei ao SENHOR comigo e todos à uma lhe exaltemos o nome" (Sl 34.1-3).
1Definição anônima citada por A. P. Gibbs, Worship, op. cit., p. 15. 2Ibid., p. 17. 3John Burkhart, Worship, a Searching Examination of the Liturgical Experience, citado por D. G. Peterson, RTR, Vol. XLIV, maio-agosto de 1985, p. 34.
Fonte: SHEDD, Russell P. Adoração Bíblica - os fundamentos da verdadeira adoração. São Paulo: Edições Vida Nova, 2007. p 17-18.
Criou Deus o homem à sua imagem [...]; homem e mulher os criou. GÊNESIS 1.27
Uma bela verdade, claramente afirmada desde o primeiro capítulo da Bíblia, é que a heterossexualidade é o propósito de Deus na criação e que homens e mulheres são iguais em dignidade e valor diante de Deus. Ambos foram criados à sua imagem (v. 27), ambos foram abençoados e receberam a recomendação para serem fecundos, subjugar a terra e dominar sobre todas as suas criaturas (v. 28). Assim, homens e mulheres igualmente trazem em si a imagem divina e partilham igualmente da administração da terra. Nada que tenha sido dito depois (por exemplo, em Gênesis 2) é capaz de destruir, muito menos contradizer, essa igualdade fundamental entre os sexos. Aquilo que a criação estabeleceu nenhuma cultura é capaz de destruir. É verdade, no entanto, que igualdade não significa identidade. Embora os sexos sejam iguais, eles são diferentes; igualdade é plenamente compatível com complementaridade. Algo mais precisa ser dito. Embora a desobediência humana e a queda tenham perturbado a sexualidade humana, a intenção de Deus é restaurá-la e aprofundá-la através do evangelho. Assim, Paulo pôde escrever aos cristãos da Galácia: "Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus" (Gl 3.28). Isso não significa que em Cristo as diferenças étnicas, sociais e sexuais são eliminadas. Não, homens permanecem homens, e mulheres permanecem mulheres. Mas em Cristo, quando temos um relacionamento pessoal com ele, nossas diferenças sexuais não constituem barreira à comunhão com Deus ou uns com os outros. Diante dele somos iguais, igualmente justificados pela fé e igualmente habitados pelo seu Espírito. Homens e mulheres cristãos deveriam honrar e dar valor uns aos outros mais do que aqueles que fazem parte de uma sociedade não-cristã, pois reconhecem seu status. Somos iguais na criação e ainda mais iguais (se é que pode haver graus de igualdade!) na redenção. Para saber mais: Gênesis 2.18-25
Fonte: STOTT, John. A Bíblia Toda, O Ano Todo. Viçosa: Ultimato, 2007. p 19.
Não esgotamos ainda esta matéria do salto. Outras áreas há em que ele se patenteia. Um livro recente de Michel Foucault intitulado Madness and Civilization (Loucura e Civilização) é importante neste ponto. Em comentário a esse livro na The New York Review of Books (Revista Novaiorquina de Livros), de 03 de novembro de 1966 epigrafado "In praise of folly" (O elogio da estultícia), o escritor Stephen Marcus da Universidade de Columbia comenta: "Contra o que se arremete Foucault, afinal é contudo a autoridade da razão... Nisto Foucault representa uma importante inclinação ou tendência do pensamento contemporâneo avançado. No desespero que revela para com os poderes transcendentes do intelecto racional, encarna uma verdade permanente de nossa era - a falha do século dezenove em levar a cabo suas promessas". Em outras palavras, os herdeiros do Iluminismo haviam prometido que proveriam uma resposta unificada com base no racional. Foucault, corretamente, sustenta que não cumpriram a promessa. Continua o comentador: "Esta é em parte a razão por que no fim se volta ele para com o artistas e pensadores loucos ou semiloucos da era moderna... Mercê de suas vociferações está o mundo indiciado; veiculando-lhes a loucura, a linguagem de sua arte dramatiza a culpabilidade do mundo e o força a reconhecer-se e a reformular seu próprio senso íntimo e real. Não se pode, em boa consciência, negar o poder e a verdade destas observações; refletem a realidade da situação intelectual do momento presente – um momento que está para pensar de si como pós-tudo, pósmoderno, pós-história, pós-sociologia, pós-psicologia... Encontramo-nos numa situação em que rejeitamos os sistemas de pensamento dos séculos dezenove e vinte, em que os superamos sem havê-los transcendido com nova verdade ou descoberto algo de comparável magnitude para tomar-lhes o lugar". Em outras palavras, os racionalistas não descobriram qualquer espécie de unidade, ou qualquer esperança de solução racional. Portanto, verificamos que Foucault levava o pensamento de Rousseau à sua conclusão lógica: o pólo final em liberdade autônoma é ser doido. Coisa excelente é ser doido, pois então se é livre.
O NÃO-RACIONAL – A LIBERDADE REAL É A LOUCURA O RACIONAL – O HOMEM ESTÁ MORTO
Poder-se-á objetar que esta é uma idéia única, mera cerebração de Foucault e seu comentador, por isso destituída de importância por ser totalmente extrema. Não obstante o uso sério de entorpecentes é uma enfermidade mental que o próprio indivíduo se impõe e, como é de se esperar ela é temporária. Os efeitos dos entorpecentes e da esquizofrenia são estranhamente paralelos e este fato compreendem-no muitos viciados – e há literalmente milhares de indivíduos hoje afeitos aos narcóticos a revista Newsweek de 06 de fevereiro de 1967 noticia que os hippies de São Francisco na Califórnia, estão usando a melodia do hino We shall Overcome coma letra de We Are All Insane. Foucault não está muito distanciado de Aldous Huxley. Não se deve pensar de Foucault como excessivamente isolado para ser de importância na compreensão de nossos tempos e no entendimento do fim da dualidade e da dicotomia. O fim lógico da dicotomia, em que a esperança é separada da razão, é a abolição total de toda razão.
Projetos reconhecem líder religioso como ''teólogo'', mesmo sem curso
Um dos textos, do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), cria conselho nacional para representar profissionais por José Maria Mayrink
Dois projetos de lei em tramitação no Congresso estão causando polêmica pela liberalidade com que conferem o título de teólogo a líderes religiosos. Para ser teólogo, bastaria ''praticar vida contemplativa'' ou ''realizar ação social na comunidade'', por exemplo. O primeiro, do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus e candidato à prefeitura do Rio, reconhece o não-diplomado que há mais de cinco anos exerça efetivamente a ''atividade de teólogo''. O segundo, do ex-deputado Victorio Galli (PMDB-MT), pastor da Assembléia de Deus, abre mais o leque: ''Teólogo é o profissional que realiza liturgias, celebrações, cultos e ritos; dirige e administra comunidades; forma pessoas segundo preceitos religiosos das diferentes tradições; orienta pessoas; realiza ação social na comunidade; pesquisa a doutrina religiosa; transmite ensinamentos religiosos, pratica vida contemplativa e meditativa e preserva a tradição. '' A classificação está prevista no artigo 2º do projeto de lei 2.407/07, da Câmara. Esse perfil abrange todos os padres, pastores, ministros, obreiros e sacerdotes de todas as religiões. O número passaria de 1 milhão, pela estimativa do Conselho Federal de Teólogos (CFT), com base em dados do IBGE. Hoje teólogos devem ser formados em cursos de graduação. O presidente da Sociedade de Teologia e Ciências da Religião (Soter), Afonso Ligorio Soares, o professor Paulo Fernandes de Andrade, representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), levaram suas objeções a Crivella no dia 20 de dezembro, mas não conseguiram que ele desistisse do projeto. Segundo a assessoria do senador, ele concordaria em submeter a questão a um debate mais amplo, convocando uma audiência pública. ''Os projetos são inconstitucionais, porque interferem na liberdade religiosa e na liberdade de a Igreja se definir internamente, pois é ela que decide quem pode ser sacerdote ou pastor'', afirma Soares. Para o padre Márcio Fabri, professor da Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção da Arquidiocese de São Paulo e ex-presidente da Soter, o teólogo exerce um serviço confessional que é interno às comunidades, às quais cabe regulá-lo. O projeto de lei do Senado (PLS 114/2005) recebeu parecer favorável do senador Magno Malta (PR-ES), pastor da Igreja Batista. Enviado para a Comissão de Assuntos Sociais do Senado, está pronto há um ano para entrar na pauta de votação. ''Acima de qualquer outra profissão, a profissão de fé exige muito mais de vocação e devoção do que de formação acadêmica'', afirmou Crivella ao Estado, por e-mail. ''Contudo, creio que seja útil, embora não indispensável, uma formação em Teologia.'' Questionado sobre sua formação, o senador Crivella respondeu que ela ocorreu ''na prática''. ''Professo o evangelismo desde os meus 14 anos de idade e, a par do ministério que exerci no Brasil, também atuei como missionário por quase dez anos na África. Assim, a minha formação decorre de uma longa experiência de convívio com Deus e a Sua Palavra.''
CARTÓRIOS Segundo o presidente do CFT, pastor Walter da Silva Filho, da Assembléia de Deus, foi o Conselho que sugeriu ao senador a regulamentação da profissão de teólogo. O texto de Crivella prevê a criação, pelo Poder Executivo, de um Conselho Nacional de Teólogos que, na avaliação de Silva Filho, poderia ser o órgão que ele preside. ''Há nos bastidores uma tentativa de forçar, após a aprovação do projeto, a aceitação pelo governo do CFT como órgão competente para registro da profissão de teólogo'', adverte o pastor Jorge Leibe Pereira, da Assembléia de Deus. Presidente da Ordem Federal de Teólogos Interdenominacionais do Brasil (Otib), que, assim como o CFT, cobra taxas pela expedição de registro de diplomas e certificados, Leibe afirma que dirigentes do CFT querem o monopólio da Teologia no Brasil, ''o que é inaceitável''. Para Crivella, caso seu projeto seja aprovado, ''o natural será nos encaminharmos para representação única''.
BANALIZAÇÃO Alertado para o risco de banalização do teólogo, já que pessoas não qualificadas poderiam comprovar, com testemunhas, terem exercido a atividade há mais de cinco anos, Crivella afirma que, pelo seu projeto, só seriam beneficiados os ''estudiosos da realidade da fé'', e não todos os ministros de culto. Teólogo, segundo Soares, que além de presidente da Soter é professor de pós-graduação em Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ''é um estudioso e cientista que faz uma reflexão crítica sobre sua própria religião''. O pastor presbiteriano Fernando Bortoletto Filho, diretor-executivo da Associação de Seminários Teológicos Evangélicos, que tem 40 filiados de diferentes denominações, disse ter ficado perplexo com a generalização do conceito de teólogo. ''As escolas formam bacharéis em Teologia que não são considerados teólogos. Merece esse título quem tem produção científica própria, a ponto de se tornar referência por seu pensamento'', define Bortoletto, citando como exemplo o católico Leonardo Boff. ''Há professores de Teologia que não são teólogos'', acrescentou. O diretor do Seminário Presbiteriano de São Paulo, reverendo Gerson Lacerda, concorda. ''Fiz curso de Teologia, mas não sou teólogo'', diz. Lacerda preocupa-se também com a criação de conselhos ou ordens de teólogos. ''Não me filiei a nenhum deles nem vejo necessidade.''
TRECHOS Projeto de lei 2.407/07: ''Teólogo é o profissional que realiza liturgias, celebrações, cultos e ritos; dirige e administra comunidades; forma pessoas segundo preceitos religiosos das diferentes tradições; orienta pessoas; realiza ação social na comunidade; pesquisa a doutrina religiosa; transmite ensinamentos religiosos, pratica vida contemplativa e meditativa e preserva a tradição'' Projeto de lei 114/05: Cria o Conselho Nacional de Teólogos, representação única dos teólogos do Brasil
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
Ps: Esse projeto do bispo Crivela vem para banalisar o estudo teológico.
As igrejas evangélicas brasileiras mantém viva a tradição da música clássica entre as congregações de periferia e suas catedrais.
Júlio César, ainda pré-adolescente, sentiu o desejo de tocar na orquestra de sua igreja, mas nada sabia de música clássica, quando por incentivo da mãe, que comprou um violino, ele iniciou seus estudos em diversas escolas de música, pública e privada, para entender o ofício dos acordes eruditos. Hoje, Júlio César é professor de música e segundo maestro na Assembléia de Deus do Parque Cocaia, Zona Sul de São Paulo, onde um grupo de jovens participam de uma orquestra e coral para os cultos dominicais.
“Além da participação na igreja e em orquestras, o músico formado na igreja tem um leque de opções na sua trajetória profissional”
Júlio César Guedes Rosa, 22, reclama da falta de incentivo dos pais daqueles jovens que se dedicam à música, sendo que ele recebeu incentivo de sua mãe: “Falta investimentos da parte dos pais, pois há projetos do governo de graça que onde os pais não levam os seus filhos”. Júlio César tem como inspiração musical o compositor alemão Johann Sebastian Bach, mas não aprecia Ludwig van Beethoven por causa de sua melancolia. A flautista Vanessa Melo de Menezes, 26, da igreja no Parque Cocaia, relata gosta de música desde criança e por incentivo de seus familiares, membros da igreja, começou estudar música clássica ainda adolescente e hoje diz que o fato de ser evangélica contribuiu para o seu ingresso na música erudita. Vanessa diz: “Por incentivo dos meus avós e tios eu comecei a estudar música na igreja”.
São personagens como Júlio e Vanessa, que por uma influência da igreja ou parentes músicos, lotam as orquestras nas congregações evangélicas espalhadas pelo Brasil.
O maestro Júlio César Guedes Rosa diz: "Precisa haver maior incentivo dos pais". Em uma pequena igreja da periferia ou em uma grande catedral, há um grupo de crianças, jovens e adultos tocando instrumentos clássicos como violino, trompete, flauta, trombone, piano, trompa, percussão e os demais órgãos que compõem uma orquestra. No acompanhamento da orquestra há um coral, que canta de hinos tradicionais a músicas com ritmos modernos. Esse cenário é comum em diversas igrejas protestantes na cidade de São Paulo, onde denominações históricas como Igreja Presbiteriana, Batista, Metodista e Assembléia de Deus cultivam uma liturgia mais clássica com investimento em orquestras e corais.
O Protestantismo sempre esteve ligado à música clássica, onde compositores como o alemão e luterano Johann Sebastian Bach (1685-1750) compôs vários hinos sacros. Felix Mendelssohn, autor da Marcha Nupcial, também era protestante e é exemplo de influência dos músicos protestantes na vida ocidental. Hoje, a música evangélica mescla com diversos ritmos, mas continua dando valor à música clássica, exemplo disso são os cantores pop-gospel André Valadão e o grupo musical Diante do Trono, da Igreja Batista de Belo Horizonte, que misturam guitarras com violoncelo e bateria com contra-baixo. Os grupos evangélicos costumam usar orquestra para a gravação de seus CD´s, pois ainda cultivam o hábito de cantar hinos tradicionais em seu repertório.
A Igreja Assembléia de Deus mantém, no bairro do Belém em São Paulo, a Orquestra Filarmônica Evangélica Jahn Sorheim, que é composta de 80 músicos e desenvolve um repertório sacro-erudito. Essa orquestra forma diversos músicos que desenvolvem seus aprendizados em igrejas da periferia. Os músicos das igrejas protestantes não ficam presos a músicas religiosas, mas aprendem em suas escolas peças do repertório erudito de Johann Christian Bach (1735-1782), George Frideric Haendel (1685-1759) e Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791).
A tradição de orquestra e música clássica é tão forte no meio evangélico, que muitos músicos se profissionalizam, como o maestro Roberto Minczuk, que hoje é um dos mais respeitados músicos do país e dirigente da Orquestra Sinfônica Brasileira. Minczuk foi criado como membro da igreja Assembléia de Deus de São Paulo e teve o primeiro contato com a música ainda criança em sua igreja. Na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), a mais respeitada do país, o número de protestantes brasileiros representa 35% dos músicos.
O jornalista, historiador, escritor e teólogo Silas Daniel, autor do livro “História da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil” lembra que: “A Assembléia de Deus é a igreja que mais forma instrumentistas. São escolas, muitas vezes, com pouca estrutura física, mas com baixo custo e ótima qualidade, que preparam profissionais para o mercado de trabalho”. Em relação ao mercado Silas Daniel diz: “Além da participação na igreja e em orquestras, o músico formado na igreja tem um leque de opções na sua trajetória profissional. São instrumentistas, maestros, arranjadores, produtores, entre outros”. Daniel complementa: “Um ambiente onde também é comum encontrar músicos evangélicos é o das bandas sinfônicas das Forças Armadas”.
Não são todos os grupos evangélicos que investem em música clássica, pois as igrejas neopentecostais, cuja ênfase está na contextualização com a cultura moderna e normalmente apresentam uma liturgia “anti-litúrgica”, ou seja, sem regras e aparatos especiais; preferem músicas com rock & roll, funk, reggae, hip-hop, samba etc. Por essas e outras características, o neopentecostalismo é uma segmentação do Protestantismo que apresenta características conflituosas com os seguidores de Lutero.
A cultura da música clássica no Brasil ainda é muito tímida, mas os protestantes brasileiros mostram o seu interesse por esse segmento musical apreciado nos acompanhamentos dos hinos e na suas liturgias formais. Diferente do Catolicismo Romano, com a valorização do canto gregoriano, o protestantes preferem o canto congregacional que se encaixa perfeitamente à suas orquestras.
Em entrevista a ÉPOCA, o professor de Oxford Alister McGrath afirma que a fé ajuda a explicar o que a ciência não consegue.
Luciana Vicária
Alister McGrath e Richard Dawkins, autor do livro Deus, um delírio, têm trajetórias bastante parecidas. Ambos são cientistas de Oxford, estudiosos das ciências naturais e mostram-se abertos a novas formas de pensar, desde que as evidências o levem a isso. A diferença é que o raciocínio lógico levou Dawkins a pregar o ateísmo e McGrath a acolher a fé. Leia, nesta entrevista, como ele considera que a existência de Deus pode ajudar o conhecimento científico.
ÉPOCA - Quando você passou a acreditar em Deus? Alister McGrath - Na juventude estive apaixonadamente persuadido pela veracidade e relevância do ateísmo. Quando fui para Oxford estudar química, comecei a refletir sobre se aquilo faria sentido. Mais tarde conheci Joanna (sua atual esposa) e percebi que a força dos argumentos que levam a Deus é mais satisfatória do que a que leva ao ateísmo.
ÉPOCA - Vocês e Richard Dawkins são amigos? McGrath - Não, somos apenas professores da mesma universidade. Nós estamos presentes em alguns congressos e nos encontramos. Somos cordiais. Mas não posso dizer que somos amigos. Nós nos conhecemos mais pelas publicações que um e outro produziu. E nossas divergências também aparecem no que escrevemos.
ÉPOCA - Você diz que Dawkins se tornou um fanático. Qual a sua suspeita? McGrath - A agressividade de Dawkins é reflexo de sua frustração. Ele passou a ser mais agressivo porque sabe que a religião está cada vez mais presente na vida das pessoas. Ele convoca seus leitores para militar contra a religião e rompe com sua própria argumentação. Seu único argumento é de que a religião não descobriu nenhum indício sobre a existência de qualquer realidade que não seja a natural. É por frustração que ele afirma que toda a religião é perniciosa e deve ser banida da sociedade.
ÉPOCA - Quais seus argumentos para acreditar que Deus existe? McGrath - Neste meu livro, eu realmente não dou argumentos para acreditar em Deus, mas rebato os de Dawkins. A forma como você acredita em Deus dá sentido ao mundo. Acreditar em Deus traz esperança e motivação para se manter vivo e se relacionar com as pessoas.
ÉPOCA - Você acredita na evolução? McGrath - Eu discordo de Dawkins em sua insistência de que a evolução biológica exclui Deus do processo. Não entendo como ele chegou a essa conclusão. Na minha opinião, as duas coisas são compatíveis.
ÉPOCA - As pessoas religiosas têm a moral mais desenvolvida que os ateus? McGrath - Não quero dizer que ateus são pessoas ruins. O que quero dizer é que acreditar em Deus dá habilidade e ferramentas para tratar melhor deste assunto.
ÉPOCA - Dawkins diz que é importante submeter a fé a um exame crítico. Você acredita nisso? McGrath - Sim, acho que isso é uma importante coisa a se fazer. Acredito que todo mundo deveria submeter suas crenças a um exame crítico. Sempre. A razão pela qual sou cristão é porque submeti minhas crenças e descobri que elas não ficavam em pé. Para mim, acreditar em Deus tem razões muito mais robustas.
ÉPOCA - Quando a ciência não pode explicar Deus? McGrath - Penso que a ciência é extremamente efetiva para explicar o mundo natural. Mas quando tenta explicar questões como valores ou significados, não acredito que ela consiga com êxito. Dawkins diz que a ciência pode explicar todas as coisas. Eu digo que acreditar em Deus ilumina partes da vida que a ciência não pode explicar. As duas podem trabalhar muito bem juntas.
ÉPOCA - Você votaria em um candidato ateu? McGrath - Eu não escolheria meu candidato considerando a religiosidade dele. Dawkins exagerou no preconceito. Eu não cultivo o preconceito que ele próprio tem. Há um grande preconceito dentro da universidade, especialmente contra cristãos.
Fonte: Revista Época- Edição nº 520
Ps: McGrath e os seus livros tem sido bem divulgados no último ano por editoras evangélicas. Um bom escritor e teólogo respeitado.
A História da ED HISTÓRIA DA ESCOLA DOMINICAL NO BRASIL
Os missionários escoceses Robert e Sara Kalley são considerados os fundadores da Escola Dominical no Brasil. Em 19 de agosto de 1855, na cidade imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro, eles dirigiram a primeira Escola Dominical em terras brasileiras. Sua audiência não era grande; apenas cinco crianças assistiram àquela aula. Mas foi suficiente para que seu trabalho florecesse e alcançasse os lugares mais retirados de nosso país. Essa mesma Escola Dominical deu origem à Igreja Congregacional no Brasil. Houve, sim, reuniões de Escola Dominical antes de 1855,no Rio de Janeiro, porém, em caráter interno e no idioma inglês, entre os membros da comunidade americana. Hoje, no local onde funcionou a primeira Escola Dominical do Brasil, acha-se instalado um colégio. Mas ainda é possível ver o memorial que registra este tão singular momento do ensino da Palavra de Deus em nossa terra.
HISTÓRIA DA ESCOLA DOMINICAL NO MUNDO
As origens da Escola Dominical remontam aos tempos bíblicos quando o Senhor ordenou ao seu povo Israel que ensinasse a Lei de geração a geração. Dessa forma a história do ensino bíblico descortina-se a partir dos dias de Moisés, passando pelos tempos dos reis, dos sacerdotes e dos profetas, de Esdras, do ministério terreno do Senhor Jesus e da Primitiva Igreja. Não fossem esses inícios tão longínquos, não teríamos hoje a Escola Dominical. Porém, antes de sumariarmos a história da Escola Dominical em sua fase moderna, faz-se mister evocar os grandes vultos do Cristianismo que muito contribuíram para o ensino e divulgação da Palavra de Deus.
Como esquecer os chamados pais da Igreja e lhes seguiram o exemplo? Lembremo-nos de Orígenes, Clemente de Alexandria, Justino o Mártir, Gregório Nazianzeno, Agostinho e outros doutores igualmente ilustres. Todos eles magnos discipuladores. E o que dizer do Dr. Lutero? O grande reformador do século XVI, apesar de seus grandes e inadiáveis compromissos, Ainda encontrava tempo para ensinar as crianças. Haja vista o catecismo que lhes escreveu. Foram esses piedosos de Cristo abrindo caminho até que a Escola Dominical adquirisse os atuais contornos.
A Escola Dominical do nosso tempo nasceu de visão de um homem que, compadecido com as crianças de sua cidade, quis dar-lhes um novo e promissor horizonte. Como ficar insensível ante a situação daqueles meninos e meninas que, sem rumo, perambulavam pelas ruas de Gloucester? Nesta Cidade, localizada no Sul da Inglaterra, a delinqüência infantil era um problema que parecia insolúvel. Aqueles menores roubavam, viciavam-se e eram viciados; achavam-se sempre envolvidos nos piores delitos. É nesse momento tão difícil que o jornalista episcopal Robert Raikes entra em ação. Tinha ele 44 anos quando saiu pelas ruas a convidar os pequenos transgressores a que se reunissem todos os domingos para aprender a Palavra de Deus. Juntamente com o ensino religioso, ministrava-lhes Raikes várias matérias seculares: matemática, história e a língua materna - o inglês. Não demorou muito, e a escola de Raikes já era bem popular. Entretanto, a oposição não tardou a chegar. Muitos eram os que o acusavam de estar quebrantando domingo. Onde já se viu comprometer o dia do Senhor com esses moleques? Será que o Sr. Raikes não sabe que o domingo existe para ser consagrado a Deus? Robert Raikes sabia-o muito bem. Ele também sabia que Deus é adorado através de nosso trabalho amoroso incondicional. Embora haja começado a trabalhar em 1780, foi somente em 1783, após três anos de oração, observações e experimentos, que Robert Raikes resolveu divulgar os resultados de sua obra pioneira. No dia três de novembro de 1783, Raikes publica, em seu jornal, o que Deus operara e continuava a operar na vida daqueles meninos Gloucester. Eis porque a data foi escolhida como o dia da fundação da Escola Dominical.
Mui apropriadamente, escreve o pastor Antonio Gilberto: “Mal sabia Raikes que estava lançando os fundamentos de uma obra espiritual que atravessaria os séculos e abarcaria o globo, chegando até nós, a ponto de ter hoje dezenas de milhões de alunos e professores, sendo a maior e mais poderosa agência de ensino da Palavra de Deus de que a Igreja dispõe”. Tornou-se a Escola Dominical tão importante, que já não podemos conceber uma igreja sem ela. Haja vista que, no dia universalmente consagrado à adoração cristã, nossa primeira atividade é justamente ir a esse prestimoso educandário da Palavra de Deus. É aqui onde aprendemos os rudimentos da fé e o valor de uma vida inteiramente consagrada ao serviço do Mestre. A. S. London afirmou, certa vez, mui acertadamente: “Extinga a Escola Bíblica Dominical, e dentro de 15 anos a sua igreja terá apenas a metade dos seus membros”. Quem haverá de negar a gravidade de London? As igrejas que ousaram prescindir da Escola Dominical jazem exangues e prestes a morrer. CRONOLOGIA DA ESCOLA DOMINICAL No Mundo, no Brasil e nas Assembléias de Deus
ANO ACONTECIMENTO 1736 14/09 Nasce Robert Raikes, na Inglaterra. 1780 Robert Rikes, jornalista evangélico (episcopal), com 44 anos, realiza em Gloucester, Inglaterra, as primeiras aulas aos domingos pela manhã para crianças sobre leitura, escrita, aritmética, instrução moral e cívica e conhecimentos religiosos, dando início à Escola Dominical, não exatamente no modelo que temos hoje, mas como escola de instrução popular gratuita, o que veio a ser a precursora do moderno sistema de ensino público. As primeiras professoras foram assalariadas por Raikes. 1783 03/11 Dia Natalício da Escola Dominical, pois Raikes, após três anos de experiência com 7 Escolas Dominicais em casas particulares e com 30 alunos em cada uma delas, alcança êxito em seu trabalho com a transformação na vida de duas crianças. A Escola Dominical passou das casas particulares para os templos, os quais passaram a encher-se de crianças. 1784 Quatro anos após a fundação, a Escola Dominical já contava com 250 mil alunos matriculados. 1785 Raikes Organiza a primeira União de Escolas Dominicais, em Gloucester, com ajuda de William Fox. Surgem as primeiras Bíblias, Testamentos e Livros para serem usados especialmente nas Escolas Dominicais. Raikes publica o Sunday School Companion, que era um simples livro de leitura de versículos bíblicos. É iniciado o movimento de Escolas Dominicais nos Estados Unidos da América, na Casa de William Elliott, inspirado nos exemplos britânicos. 1790 É fundada a primeira União de Escolas Dominicais dos EUA, em Philadelphia, para prover salas de aulas e professores para as escolas. Em Charleston, EUA, a Conferência Metodista reconhece oficialmente as suas Escolas Dominicais. 1797 Somente na Inglaterra chega a mil o número de Escolas Dominicais. 1800 Surgem fortes ataques contra a Escola Dominical. Raikes ‚ acusado de "profanador do Dia do Senhor", pelo fato de fazer funcionar a Escola aos domingos... Tal acusação partiu dos religiosos da época. No Parlamento chegou a ser apresentado um decreto para proibir Escolas Dominicais em toda a Inglaterra. Tal decreto jamais foi aprovado. 1810 O movimento já contava com mais de três mil Escolas Dominicais e com aproximadamente 275 mil alunos matriculados. 1811 Começa a separação de classes para que adultos analfabetos, assim como as crianças, também pudessem aprender a ler a Bíblia. O movimento chega a 400 mil alunos matriculados só na Inglaterra. 5/04 Morre Robert Raikes, aos 76 anos de idade, tendo a Escola Dominical se espalhado por toda a Inglaterra e em outras partes do mundo. 1820 Começam os primeiros passos para congregar as Uniões locais de Escolas Dominicais numa central - União Americana de Escolas Dominicais. 1824 25/05 A União Americana de Escolas Dominicais, em Filadelfia, EUA, torna-se a representante nacional de 723 Escolas afiliadas e 50 mil alunos. 1831 As Escolas Dominicais chegam a 1.250.000 alunos matriculados, cerca de 25% da população da Inglaterra na época. 1832 03/10 Realizada a Primeira Convenção Nacional da União Americana de Escolas Dominicais, em New York. 1836 O Rev. Justin Spauding, da Igreja Metodista, organiza no Rio de Janeiro, entre estrangeiros, uma congregação com cerca de 40 pessoas e em junho abre uma Escola Dominical com 30 alunos, dos quais alguns eram brasileiros, ensinados na sua própria língua. 1855 19/08 Robert Kalley e sua esposa Da. Sarah Poulton, casal de missionários escoceses, realizam a primeira aula de Escola Dominical para cinco crianças, em sua residência na cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro, o que resultaria na fundação da Igreja Evangélica Fluminense, embrião da Igreja Congregacional. 1911 Dois meses após a fundação das Assembléias de Deus, é realizada a primeira aula de Escola Dominical, na casa do irmão José Batista Carvalho, na Av. São Jerônimo, em Belém, PA. 1920 Começa a circular como suplemento do Jornal Boa Somente em Belém, PA, os Estudos Dominicaes, o embrião da atual revista Lições Bíblicas, para Jovens e Adultos. 1930 Lançada a revista Lições Bíblicas para adultos, inicialmente comentada pelos missionários suecos Samuel Nyström e Nils Kastberg. A CPAD ainda não tinha sido fundada. 1932 25 a 31/7 Realizada a XI Convenção Mundial de Escolas Dominicais, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro 1943 Lançada a primeira revista para crianças na Escola Dominical das Assembléias de Deus, escrita pelas professoras Nair Soares e Cacilda de Brito. 1955 Surge nova revista infantil da CPAD, chamada Lições Bíblicas para Criança, para as idades de 6 a 8 anos. Publicado o primeiro comentário de Lições Bíblicas de autoria do missionário sueco Eurico Bergstén, que viria ser o comentarista com o maior número de lições escritas: 35. 19/8 Completados 100 anos de fundação das Escolas Dominicais no Brasil. 1973 Novamente lançada pela CPAD uma revista para crianças por iniciativa e comentários do pr. José Pimentel de Carvalho, sob o título: Minha Revistinha, para as idades de 4 e 5 anos. 1974 Fundado o Departamento de Escola Dominical da CPAD (atual Setor de Educação Cristã), sob a chefia do pastor Antonio Gilberto. 1 a 06/07 Realizado o primeiro CAPED (Curso de Aperfeiçoamento de Professores da Escola Dominical), da CPAD e fundado pelo pastor Antonio Gilberto, na Assembléia de Deus de São Cristóvão, RJ. Lançado o Livro "Manual da Escola Dominical", de autoria do pastor Antonio Gilberto, best-seller da CPAD e livro-texto do CAPED. Lançada pela CPAD a revista infantil Estudando a Bíblia (atual revista Juniores, para crianças de 9 a 11 anos). 1980 Comemorados os 200 anos de fundação da Escola Dominical no mundo pela Associação lnternacional de Educação Cristã (ICEA). O número de alunos em todo o mundo‚ é estimado em 120 milhões, com cerca de 2 milhões de Escolas Dominicais (não nos moldes do modelo britânico de Raikes) e 8 milhões de professores. 1981 Lançado pela CPAD o Primeiro Plano de Revistas da Escola Dominical para Assembléias de Deus, formulado pelo pastor Antonio Gilberto, que estabelecia, pela primeira vez, revistas para cada faixa etária da Escola Dominical. 1982 Lançada a revista Mensageiros da Fé (atual Adolescentes Vencedores), para crianças de 12 a 14 anos. Lançada revista do Mestre para a revista Lições Bíblicas (Jovens e Adultos), comentadas pelos missionários João Kolenda Lemos e sua esposa Doris Ruth Lemos. 1985 Lançado pela CPAD o Curso Evangelização Infanto-Juvenil (CEI) destinado ao treinamento de professoras de crianças e adolescentes (curso atualmente fora desativado). 1994 Reformulado e Relançado pela CPAD o Plano de Revistas formulado em 1974, com a inclusão de duas novas revistas: Campeões da Fé (atual Juvenis Lições Bíblicas), para adolescentes de 15 a 17 anos, e a revista Discipulando para novos convertidos. 1996 Lançada a campanha da CPAD Biênio da Escola Dominical - 96/97 "Achei o Livro na casa do Senhor" 5 a 07/06 Realizado o I Encontro Nacional de Superioridades de Escola Dominical, no Hotel Glória, Rio de Janeiro, RJ. 1998 10 a 13/6 Realizado o I Congresso Nacional de Escolas Dominicais das Assembléias de Deus, no Riocentro, Rio de Janeiro, RJ. 11 a 20/11 Realizado o primeiro CAPED fora do Brasil, em Moçambique, África. Lançado o CAPED em vídeo com 5 fitas. 1999 12 a 15/11 Realizada a Conferência Nacional de Escolas Dominicais, no Centro de Convenções da Universidade Federal de Pernambuco, Recife. Lançada a revista Lições Bíblicas Mestre em CD-ROM. Lançada a Revista Ensinador Cristão, da CPAD, para circular a partir do 1º trimestre de 2000. Reformulado e relançado o Plano de Revistas da CPAD da edição de 1994, tendo as primeiras revistas de Escola Dominical no Brasil totalmente coloridas e tendo a inclusão de mais duas revistas: a Maternal, para crianças de 2 e 3 anos, e a Discipulado Mestre. 2000 Lançadas as revistas de Escola Dominical da CPAD para toda a América Latina pela Editorial Patmos. (editora da CPAD para o mundo hispânico). 24 a 27/05 Realizado o segundo CAPED fora do Brasil: Nova Iorque, EUA. Lançado o CEI em vídeo com 4 fitas. Lançada a Cartilha Escola Dominical Revistas e Currículos, para pastores, superintendentes, coordenadores de departamentos e professores. Lançada a capanha todos na Escola Dominical cada crente um aluno, para mobilizar as Igrejas a envolverem a grande partes de seus membros que não freqüentam a Escola Dominical nas Assembléias de Deus. 06 a 09/09 Realizado o II Congresso Nacional de Escolas Dominicais nas Assembléias de Deus, no Riocentro, Rio de Janeiro.
a) "No estudo desta noite nosso pastor trará a mensagem intitulada ‘o que é o inferno’. Venha mais cedo e assista o ensaio do coral."
b) "Teremos sorvetada na igreja próximo sábado, as irmãs que forem doar leite cheguem mais cedo."
c) "Para aquelas irmãs que têm filhos e não sabem o berçário fica no segundo andar"
d) "Após a feijoada do próximo sábado teremos um período de meditação."
e) "Os adolescentes apresentarão no dia 1º uma peça de Shakespeare. Venha assitir esta tragédia."
f) "A irmã Laura agradece a todos os muitos irmãos que contribuíram para que finalmente ela engravidasse. Foi muito difícil, foi uma luta. Sem suas orações…"
g) "A irmã Zilda estará distribuindo Bíblias na favela na próxima terça. O diabo que se cuide."
h) "Precisamos orar intensamente pelo problema de saúde da irmã Cândida. Não tem Cristo que resolva."
i) "Os irmãos e irmãs que não sabem ler devem devolver os boletins da igreja no final do culto, assim que já tiverem usado."
j) "O novo zelador é o irmão Manuel". Não é casado, mas faz tudo que os outros mandam."
k) "O pastor viajou para o enterro da mãe do irmão Paulo. No culto cantaremos ‘Ouve-se o Júbilo de Todos os Povos’."
l) "O diácono irmão Zaqueu convida os homens da igreja para no próximo sábado podarem as árvores."
m) "A todos os irmãos que doaram alimentos à família da irmã Lurdes a igreja agradece, ela morreu em paz."
n) "Convidamos a todos para possessão do nosso novo pastor no dia 25?. Tragam convidados para assistirem."
Havia em uma cidade um barbeiro muito religioso. Ele apenas não sabia qual religião seguir, então sempre algum líder denominacional ia ao seu salão, era dado desconto. Sendo assim, um rabino aparou os cabelos e a barba e, na hora de pagar o barbeiro disse:- Por favor seu rabino, não precisa me pagar. Para mim é uma honra tê-lo como cliente. No dia seguinte, quando o barbeiro chegou cedo para trabalhar, tinha um saco de pães frescos com a assinatura do rabino. Outro cliente, o padre, foi cortar seu cabelo, e quando foi pagar, o barbeiro disse:- Por favor seu padre, não precisa me pagar. Para mim é uma honra tê-lo como cliente. No dia seguinte, quando o barbeiro chegou cedo para trabalhar, tinha alguns litros de leite fresco com a assintatura do padre. Depois disso, um pastor foi cortar seu cabelo e, quando foi pagar, o barbeiro disse:- Por favor reverendo, não precisa pagar. Para mim é uma honra tê-lo como cliente. No dia seguinte, quando o barbeiro chegou para trabalhar, tinha dez pastores na frente da barbearia...