quinta-feira, 24 de julho de 2008
Brasil é o 3º país mais religioso entre os jovens, diz pesquisa.
Um levantamento realizado em 21 países constatou que o Brasil possui a terceira população jovem mais religiosa do mundo. Segundo pesquisa do instituto alemão Bertelsmann Stiftung, 65% dos jovens brasileiros são considerados "profundamente religiosos".
Veja ranking dos jovens mais religiosos do mundo.
Empatado com a Indonésia e o Marrocos --países de maioria muçulmana--, o Brasil fica atrás apenas da Nigéria e da Guatemala, primeiro e segundo lugar, respectivamente. Um total de 21 mil jovens entre 18 a 29 anos participaram da pesquisa alemã.
Em âmbito global, mais de quatro entre cada cinco jovens (85%) são religiosos, e quase metade (44%) são profundamente religiosos.
Apenas 13% não acreditam em Deus ou não têm religião, de acordo com a sondagem.
No Brasil, 65% dos jovens se declaram profundamente religiosos, 30% se dizem religiosos e 4% afirmam não ter religião. Apesar de 74% dos brasileiros declararem que rezam diariamente, somente 35% disseram viver de acordo com os preceitos religiosos.
Veja gráfico sobre hábito de rezar entre jovens e gráfico sobre conduta religiosa.
Plano intelectual
"A pesquisa mostra que só um terço dos jovens (brasileiros) se dizem convencidos de que devem seguir os mandamentos de sua religião, ou que estão dispostos a obedecer os mandamentos religiosos", afirmou o sociólogo Flávio Pierucci à Folha Online.
"Primeiramente, é um traço muito moderno da juventude brasileira, que mostra ser mais moderna do que parece", disse ele, professor titular de sociologia da FFLCH (Ciências Sociais) da USP.
"A tendência é reduzir a religião a uma coleção de crenças", afirma Pierucci. Para o professor, quando se reduz a religião "a uma simples adesão intelectual, começa-se a fazer misturas (de religiões)".
"Não significa, necessariamente, que se está sendo orientado por aquelas idéias religiosas", explica Pierucci. "A vida pode ser orientada por outras coisas, por uma relação mais pragmática com a realidade --mesmo na vida em família, há muito mais um processo de negociação do que se deve fazer do que uma postura de abaixar a cabeça e dizer, 'Deus mandou eu fazer assim, vou fazer assim'."
Sobre o número de não-religiosos, o sociólogo afirma que o grupo é uma parcela crescente da população. "O censo de 2000 apontava que 7,3% da população brasileira se declaravam sem religião, o que já representou um crescimento bastante grande em relação ao censo de 1991, que apontava pouco mais de 2%."
"Mercado religioso"
No entanto, ele afirma que se declarar sem religião não significa necessariamente que a pessoa não tem fé. "Pode ser que, em outro momento do questionário, ao ser questionada se acredita em Deus, ela irá dizer que acredita", explica ele. "A tendência é as pessoas não terem mais problema em dizer que não têm religião, embora acreditem em Deus e cheguem a rezar nos momentos de fraqueza, perigo ou desamparo."
Mais de 90% dos brasileiros dizem acreditar em Deus e em vida após a morte, de acordo com o estudo alemão.
Quanto ao esforço da Igreja Católica para arregimentar novos seminaristas, apesar da alta religiosidade no mundo, Pierucci afirma que o fato se deve à "diversidade religiosa atual". Segundo o sociólogo, com a liberdade religiosa, incrementa-se o que a sociologia chama de "mercado concorrencial religioso".
"Cada vez aparecem novas religiões ou modificações das já existentes, que vão proliferando. Cria-se, então, um ambiente muito cheio de oferta religiosa", diz ele. "Um jovem acha na internet qualquer coisa --ele pode entrar em um site islâmico, pode ter curiosidade sobre a cientologia, a religião do ator Tom Cruise, ele pode se informar sobre uma seita como o Santo Daime. A religião fica mais viva", afirma. "Em vez de a crença morrer, ela se multiplica de diferentes formas. As maiorias religiosas vão sendo predadas", analisa.
Contradições
Para Pierucci, a religião representa, nas vidas das pessoas, uma "pequena oração diária, no máximo, um ou dois minutos".
"Então você tem uma situação aparentemente contraditória --uma população muito religiosa, como a brasileira, que gosta de religião e a respeita, a pesquisa mostra bem isso", afirma o sociólogo. "A sociedade brasileira valoriza a religião, mas não segue nenhuma, porque elas costumam ser muito exigentes. Há apenas uma minoria que segue, o resto não tem nem tempo para isso."
No ranking criado pelo instituto alemão, a Rússia aparece como o país onde os jovens são os menos religiosos. Segundo o levantamento, apenas em Israel a juventude é mais religiosa que a população adulta.
De acordo com Matthias Jäger, responsável pelo projeto "O Papel da Religião na Sociedade Moderna", do instituto alemão, a pesquisa "desfaz a noção de que decrescentes níveis de religiosidade são inversamente proporcionais ao progresso econômico, social e cultural".
Para o pesquisador, a principal conclusão da pesquisa é a de que "a religião desempenha um papel muito mais importante internacionalmente do que geralmente se assume de uma perspectiva ocidental e européia".
"A Europa é a exceção à regra", afirmou o pesquisador, por e-mail.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Pastores e lideranças religiosas se encontraram para um almoço, a fim de conversar sobre a participação dos evangélicos na política cachoeirense (ES).
Pastores de diversas denominações almoçaram juntos ontem, no Jaraguá Tênis Clube, em Cachoeiro, para debater sobre o posicionamento dos cristãos na política municipal, inclusive, no pleito deste ano.
O almoço, marcado para as 13h, contou com a participação do senador Magno Malta e do pastor Silas Malafaia, um dos maiores representantes do meio evangélico no país.
Com a palavra, Silas Malafaia ficou mais focado em falar sobre o projeto de lei que trata da homofobia e está em apreciação em Brasília.
No entanto, o pastor não deixou de falar sobre a participação dos cristãos na política. "É válido que os evangélicos participem da política, porque somos cidadãos e temos que fazer a diferença", enfatizou Malafaia.
Sobre a homofobia, Silas foi mais contundente e disse que "não somos contra pessoas, somos contra a prática. Os grupos homossexuais é que querem confundir a sociedade. Vamos cumprir nosso papel, enquanto moramos nessa terra".
O senador Magno Malta, presidente da CPI da Pedofilia, também usou a oportunidade para alertar de que a luta é também dos evangélicos. "Se estou em programas de televisão para dizer que somos contra a pedofilia, é porque vocês de Cachoeiro me colocaram lá. É hora dos pastores evangélicos também se posicionarem", disse Magno.
O que motivou os pastores a se reunir foi o fato de que o vice do candidato a prefeito do PT, Carlos Casteglione, também é um pastor. As lideranças discutiram se é válido um pastor participar diretamente da política, como candidato e a postura que deve ter, caso seja eleito.
Os pastores, no entanto, não farão campanha de púlpito, nos cultos, mas como pessoas físicas em suas comunidades poderão apoiar o candidato que quiserem, entretanto, deixarão os fiéis livres para escolherem aqueles que acharem melhor.
Obama e McCain participarão de fórum na Califórnia, diz pastor
da Associated Press, na Califórnia
O provável candidato republicano, John McCain, e seu rival democrata, Barack Obama, irão participar de um fórum na igreja Saddleback em 16 de agosto, afirmou o pastor Rick Warren nesta segunda-feira.
Warren, que lidera uma congregação com cerca de 22 mil membros, irá fazer perguntar aos presidenciáveis durante o Fórum Civil em Liderança e Compaixão da igreja de Saddleback.
O diretor de questões religiosas de Obama, Joshua DuBois, afirmou que o senador esta "ansioso para voltar a Saddleback com seu amigo, o pastor Rick Warren". O democrata discursou na igreja em 2006.
Warren também afirmou esperar que os presidenciáveis apareçam juntos antes de serem questionados por cerca de uma hora. Ainda segundo o pastor, uma disputa de cara ou coroa determinou que Obama será o primeiro a responder.
Fonte: Folha de São Paulo
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Conferência da Igreja da Inglaterra começa com veto à presença de bispo gay
O arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, decidiu não convidar para o encontro, que acontece a cada dez anos, o primeiro bispo anglicano abertamente homossexual, Gene Robinson, cuja ordenação nos Estados Unidos em 2003 causou graves divisões na Igreja Anglicana.
Williams agiu assim para preservar a unidade de sua Igreja, que também está se dividindo entre os que são a favor e contra a ordenação de mulheres, autorizada, após um longo debate, no Sínodo Geral da Igreja da Inglaterra, realizado no último dia 7.
Mesmo com sua participação vetada na conferência de Lambeth, Robinson viajou até Kent para, segundo ele, fazer ouvir sua voz, o que pode ofuscar as deliberações do encontro religioso.
A decisão de Williams de impedir a participação do bispo gay também não conseguiu evitar o boicote de até 25% dos bispos convidados - integrantes do setor tradicionalista -, contrários à presença dos bispos americanos responsáveis pela ordenação de Robinson.
Entre os bispos que boicotaram a conferência estão líderes anglicanos de Nigéria, Ruanda, Uganda e Austrália, assim como os de alguns países latino-americanos.
A cerimônia religiosa de duas horas de duração e celebrada por Williams, que abriu oficialmente a importante reunião episcopal anglicana, começou com uma procissão dos 650 bispos presentes, que demoraram quase meia hora para entrarem no templo.
No sermão, o reverendo Duleep de Chikera, bispo de Colombo, fez referência às dificuldades que a Igreja da Inglaterra atravessa.
"Somos uma comunidade ferida, alguns de nós não estão aqui e isso é uma indicação de que tudo não está bem. Certamente, a crise é complexa, não é uma crise que possa ser resolvida em um instante", disse.
"O caminho a seguir é longo e árduo, um caminho que comprovará nossa oração, nossa fé e nossa confiança entre nós e, certamente, em Deus", disse.
O bispo acrescentou que deve haver igualdade "para todos", sem levar em conta "a cor, o gênero e a orientação sexual".
Amanhã, serão celebrados os principais atos da conferência, após três dias de oração e reflexão dirigidos pelo primaz anglicano.
Durante as duas semanas da reunião, os participantes discutirão assuntos como a missão da igreja, a evangelização, a sexualidade humana, a justiça social, o meio ambiente e a violência contra as mulheres.
Os bispos interromperão suas deliberações na próxima quinta-feira, quando vão se unir a líderes de outras confissões em uma passeata pelo centro de Londres para destacar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio relacionados à pobreza.
A conferência, na qual não haverá votação nem resoluções, será assistida por 75 representantes de outras igrejas e comunidades cristãs. EFE
McCain vence relutância e conquista apoio de líder da direita religiosa
O provável candidato republicano à Casa Branca, John McCain, conquistou o apoio de um renomado líder da direita religiosa republicana --um grupo cruciais para as eleições, mas que relutava em apoiar suas políticas vistas como liberais.
James Dobson, um dos líderes desta ala conservadora do Partido Republicano, voltou atrás em seu criticismo a McCain e anunciará, como aponta reportagem do "The New York Times", seu apoio ao senador por Arizona. Veja íntegra, em inglês
"Eu nunca pensei que me ouviria dizendo isso. Enquanto eu não estou endossando McCain, há chance de que eu possa apoiá-lo", dirá Dobson, em uma entrevista de rádio que será divulgada nesta segunda-feira.
"Barack Obama contradiz e ameaça tudo no que eu acredito quanto à instituição da família e o que é melhor para a nação. Suas posições radicais sobre visa, casamento e segurança nacional me forçam a reavaliar a candidatura de nossa única outra escolha, John McCain", diz ainda Dobson, que não pode mais apoiar os favoritos da direita religiosa Mike Huckabee e Fred Thompson.
Embora seja um apoio ainda relutante, o endosso de Dobson indica à campanha republicana que, muito provavelmente, eles terão o apoio da ala conservadora cristã --que muitos analistas apontavam como base eleitoral do libertário Bob Barr.
Dobson, líder do Foco na Família e apresentador de rádio, já havia declarado que nem ao menos consideraria votar em McCain por sua postura "liberal" sobre o aborto, células-tronco e a "ameaça muçulmana".
A direita religiosa representa uma base influente e um fundamental grupo de doação de verbas para os republicanos. Os evangélicos --que representam cerca de um em cada quatro americanos adultos-- foram um grupo crucial nas duas candidaturas do presidente George W. Bush.
Apoio
Uma pesquisa divulgada em junho pelo instituto Pew Research mostra que os evangélicos dos Estados Unidos continuam sendo mais republicanos que democratas, mas há sinais de enfraquecimento do apoio do grupo ao partido.
A pesquisa do Pew, "Cenário Religioso dos Estados Unidos", mostra que 50% dos evangélicos são republicanos ou simpatizantes do partido, enquanto 34% optam pelo partido Democrata.
A pesquisa ouviu 35 mil adultos em 2007 e por isso não representa a situação atual dos evangélicos, mas confirma a tendência de menor adesão do grupo, antecipada por outros estudos. Outra pesquisa Pew de 2007 apontou que 57% dos evangélicos brancos eram republicanos ou simpatizantes do partido, contra apenas 32% democratas ou simpatizantes.
Em 2004, 62% dos evangélicos brancos disseram ser republicanos ou simpatizantes do partido, e quase 80% dos que foram às urnas votaram pela reeleição de Bush.
Os novos dados reforçam a percepção de que a disputa pelo voto desses eleitores será dura nas eleições de novembro. Nenhum dos candidatos tem forte apelo entre os evangélicos.
Chapa
Uma saída apontada pelo próprio grupo é a escolha de um republicano da ala conservadora para dividir a chapa com McCain.
Lori Viars, que dirige o comitê de ação política Family First, confirmou seu desejo de ver um "conservador consistente" na chapa com McCain.
Ela disse que está "esperando" para ver quem McCain escolherá antes de decidir se ela será voluntária em sua campanha, assim como fez em 2004, por Bush.
Para Burress, será necessário mais do que reuniões com os grupos conservadores para que McCain ganhe o apoio da ala. "Nós dissemos a ele que se ele não sair e dividir suas visões pró-família nestes assuntos, então ele pode dar adeus a Ohio. Nós não podemos entregar a mensagem para ele", diz, exigindo que McCain mostre ao público seu lado conservador.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Bento 16 pede que jovens cuidem do planeta e evitem "degradação sexual
da Efe, em Sydney
O papa Bento 16 pediu hoje aos jovens do mundo que cuidem do planeta e lhes preveniu contra a "degradação sexual", em um grande ato na cidade australiana de Sydney, onde acontece a 23ª Jornada Mundial da Juventude.
Bento 16 lhes advertiu contra "um insaciável consumo" que deixa "cicatrizes em nossa terra" e que degrada não só a natureza, mas também o ser humano "através do álcool, das drogas, da exaltação da violência e da degradação sexual".
O papa começou assim seu primeiro dia de atos oficiais na Austrália, onde elogiou a "coragem" das autoridades do país por ter reconhecido as injustiças cometidas contra os aborígines.
No entanto, Bento 16 não pediu, por enquanto, o perdão que muitos australianos esperam ouvir devido aos abusos sexuais cometidos nesse país por membros da Igreja Católica.
O pontífice começou os atos protocolares com uma cerimônia de boas-vindas na Casa do Governo, onde foi recebido pelo primeiro-ministro do país, Kevin Rudd.
Em suas palavras de agradecimento, Bento 16 falou da proteção ao meio ambiente, um dos assuntos que --segundo antecipou no sábado passado-- centrarão suas atenções durante a Jornada Mundial da Juventude.
Após as visitas e reuniões de rigor com os políticos locais, e após almoçar em particular, o pontífice viveu os momentos mais populares, quando trocou seu tradicional "papamóvel" por uma embarcação, para dar um passeio pela baía de Sydney.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Revista eletrônica substitui pastor na Band, diz Daniel Castro
Na segunda-feira (14), a coluna Ooops, do UOL, já havia antecipado a notícia.
Segundo a coluna Outro Canal, caso seja confirmada a saída de Soares, será o fim de uma "parceria" que já dura cinco anos e meio. Desde janeiro de 2003, o pastor ocupa uma hora no horário mais nobre da Band, das 21h às 22h, com o "Show da Fé". Pagaria por isso, atualmente, cerca de R$ 4 milhões mensais.
Castro afirma ainda que esta não é a primeira vez que a Band esboça tirar R.R. Soares do horário nobre. A mais recente foi em abril, quando pretendia estrear um programa produzido por Roberto Justus e apresentado por Milton Neves.
A decisão de se livrar do programa evangélico, por enquanto, é editorial. Falta tornar-se comercial. Ou seja, a revista eletrônica só ocupará o horário de R.R. Soares se a cúpula da Band avaliar que ela terá faturamento que compense a troca.
Crivella encontra dom Eugenio Salles e Jandira vai a reunião com evangélicos
- Quero fazer uma aliança com católicos, espíritas, evangélicos para tirar o Rio dessa crise. Não vou priorizar interesses evangélicos, já tenho com ele (Dom Eugênio) uma certa amizade. Ele entendeu e achou importante a carta, mas é claro que não pedi votos. O candidato não é o bispo, é o senador - disse Crivella.
Crivella disse que cardeal desejou que Deus o abençoe:
- Ele (Dom Eugenio) desejou que Deus me ajudasse, me abençoasse. Disse a ele que eu tinha problemas porque ainda existe controvérsia no Rio quanto à minha função como evangélico e a que exerci no passado como bispo. Ele falou que vou superar isso tudo - afirmou Crivella.
Perguntado sobre a "controvérsia" a respeito de sua imagem ligada à Universal, Crivella afirmou que continua fazendo parte da igreja, mas que não mistura religião com política:
- Sou membro, amo e respeito minha igreja, mas não serei o prefeito da Universal - disse Crivella, depois de sair da reunião, feita a portas fechadas.
Depois do encontro, Crivella decidiu caminhar até uma tradicional lanchonete de Ipanema para tomar sorvete. Diferentemente de outras regiões, onde a rejeição a seu nome é menor, ele não foi abordado por simpatizantes. Dentro da loja, porém, duas pessoas pediram para tirar foto enquanto o candidato comia um doce do tipo bem-casado, comprado a R$ 2,50. O senador lembrou que freqüentava o bairro quando era mais jovem.
Jandira faz visita a um colégio batista
Se Crivella foi aos católicos, Jandira decidiu aparecer num colégio batista, na Tijuca, onde ocorreu um encontro da igreja. Assim como o adversário, disse não misturar política e religião.
- Como era evento religioso, não falei ao público, mas conheci um pouco dos diversos programas mantidos pela igreja - disse Jandira, que afirmou ter sido convidada pelos pastores.
Mais cedo, o economista Carlos Lessa, que tentou ser candidato pelo PSB - da coligação de Jandira - integrou-se ao grupo que elabora o programa de governo da comunista.
O candidato a prefeito pelo PTdoB, Vinicius Cordeiro, que é membro da igreja, também esteve no encontro com os batistas.
Fonte: G1
Vinícius Cordeiro diz que batistas rejeitam Crivella e promete cortar 20% dos cargos comissionados
Rio - O simples fato de conseguir a legenda do PTdoB para disputar a Prefeitura do Rio já faz do especialista em direito eleitoral Vinícius Cordeiro, 45 anos, um vitorioso. Ele sofreu intenso assédio de Crivella, que negociava com a cúpula do partido apoio à sua candidatura. Evangélico, Vinícius conseguiu se viabilizar na base partidária e diz que Crivella tem medo da resistência que os batistas - denominação da qual faz parte - têm a seu nome por causa da rejeição da Igreja Universal no meio evangélico. Se eleito, promete extinguir 20% dos cargos comissionados da prefeitura, que considera mera moeda de troca política, e fala em choque de gestão. Polêmico, defende a municipalização do metrô.
O GLOBO ONLINE - O senhor se sente incomodado de ser chamado de candidato nanico?
- Me sinto, sim. É um desrespeito. A imprensa não presta um bom serviço à democracia, porque os candidatos têm de ser distinguidos pela qualidade de suas propostas, pelo histórico de vida, e não rotulados dessa forma. Há muitos nanicos morais que representam grandes partidos.
O GLOBO ONLINE - O que o senhor pretende com a sua candidatura, apenas marcar posição para se tornar conhecido para futuras eleições ou disputar o pleito com a intenção de realmente chegar ao segundo turno?
- Estou preocupado em disputar a eleição para prefeito. Se eu ficar mais conhecido, obviamente, não vou reclamar, mas é conseqüência do processo, mas tenho um minuto de TV e creio que a qualidade das propostas podem me fazer disputar a eleição com chance. Sou o menos conhecido e um dos menos rejeitados. Tenho certeza que quando me conhecerem melhor vão gostar de mim.
O GLOBO ONLINE - Que contribuição um prefeito pode dar na área de segurança pública para tentar reduzir a violência na cidade do Rio?
- Iluminar melhor as ruas e dar ênfase à manutenção, e acabar com o uso político da Rioluz. Sou ainda a favor de armar a Guarda Municipal, especificamente, para o cumprimento de suas atribuições legais e constitucionais, isto é, a guarda do patrimônio público municipal, como escolas, parques e unidades de conservação. Sou contra a Guarda no trânsito.
O GLOBO ONLINE - Por mais que se prometa e se tente fazer, ninguém consegue reduzir as filas nos hospitais públicos. O que pode ser efetivamente feito para mudar o quadro caótico na área de saúde, para que a população seja mais respeitada?
- Em primeiro lugar, o Rio precisa aplicar de fato os recursos que a saúde necessita, para tal, preconizo a extinção de 20% dos cargos comissionados na prefeitura, que hoje são moeda de troca política para os vereadores do governo. É desnecessário e incha a folha. Quero recuperar a gestão plena, porém integrada, dos hospitais públicos, pelo município. A saúde não pode ter partido político. Quero ter uma administração na qual a comunidade, isto é, os usuários , associações e conselhos de saúde tenham poder para fiscalizar e participar da administração. Recursos preciosos se perdem no ralo com a política vertical que temos. Obviamente, não escolherei para secretário de Saúde um banqueiro.
O GLOBO ONLINE - A política educacional no município é correta? O que o senhor mudaria no sistema para melhorar o desempenho das crianças nas escolas do Rio?
- O Rio não tirou nota satisfatória no último levantamento do Ideb. Ainda há muito o que fazer, apesar do esforço que milhares de professores têm feito, principalmente por serem mal-remunerados e reciclados inadequadamente. Proponho que as escolas implementem novidades que já fazem parte das redes de Araruama e Trajano de Morais, por exemplo, onde ensinam xadrez e música clássica, e dão ênfase à leitura e a recursos multimídia; há ainda campeonatos de poesia, e escolas especiais para gênios e deficientes. Com isso, a escola se torna um local mais agradável, aumenta o número de alunos e ganha mais verba do Fundeb. Aprendi com o professor Valdir Cordeiro, especialista em Fundeb, que melhorar a escola é ganhar recursos. Sou filho e sobrinho de professores. Quero que a cidade do Rio seja a cidade da educação. A violência não terá fim enquanto as escolas não forem de qualidade.
O GLOBO ONLINE - O trânsito está mais complicado a cada dia na cidade. O que pode ser feito para melhorar a circulação no município?
- Defendo a municipalização do metrô, promessa que constava do programa do Cesar Maia em 2004 e não foi efetivada. Vou criar um instrumento no qual participem das discussões taxistas, rodoviários, empresas de ônibus, o transporte complementar. A crise atual do setor é falta de planejamento. Temos que repensar o transporte e suas modalidades, para que funcionem integradamente, mantendo a rentabilidade da exploração pelos atuais concessionários e os empregos. Sou a favor de se criar os corredores viários T-4 e T-5.
O GLOBO ONLINE - O senhor realmente sofreu pressão para renunciar à candidatura e apoiar o Crivella? Por que ele insistiu tanto em ter o apoio do PTdoB? O senhor tem apoio da sua legenda ou tem alguém que já disse que não se dedicará à sua campanha?
- O Crivella tem medo porque sou batista e posso canalizar uma crescente insatisfação dos evangélicos sérios que rejeitam a proposta da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd). Ele pode negar, mas quase todos os seus assessores de campanha são da Iurd, fato que me desagradou profundamente. Os batistas também rejeitam a turma do Garotinho, com quem ele procurou se aliar. Mais de 80% da base do PTdoB me apoiou nas prévias. Enfrento algumas resistências a que, pacientemente, tenho esperado conquistar. Tenho dois parlamentares que são da Iurd e que foram pressionados, talvez eu tenha que repensar essa relação.
O GLOBO ONLINE - Se eleito, qual será seu primeiro ato ao se sentar na cadeira de prefeito?
- Basicamente, uma série de medidas para refazer o desenho da gestão na cidade. Vou cortar 20% dos cargos comissionados, redesenhar a estrutura das Regiões Administrativas e das Subprefeituras, uma boa idéia do Cesar Maia, mas que sucumbiu à politicagem. Ou seja, vou fazer o famoso choque de gestão, para deixar a máquina mais enxuta e funcionando melhor. Isso não vai implicar em cortes nos programas sociais. Já tem gente fazendo terrorismo, dizendo que se a Solange não ganhar a eleição os programas da prefeitura vão acabar.
O GLOBO ONLINE - O que mais o incomoda na cidade, e o que o senhor acha que está dando mais certo?
- O que me incomoda é a poluição sonora, que é insuportável. Assim como a sujeira das ruas, os buracos, a população de rua e a pobreza. Político que não se incomodar com essas coisas tem que desistir. O que dá certo é a extrema capacidade de trabalho do carioca, que, ao contrário do que reza a lenda, gosta muito de trabalhar, apesar do governo, que atrapalha muito.
O GLOBO ONLINE -Qual o legado que o prefeito Cesar Maia deixa para a cidade?
- Algumas coisas boas, como o Rio Cidade, o Favela-Bairro e a Linha Amarela - apesar do pedágio. O Brizola fez a Linha Vermelha e não colocou pedágio. sou adepto do lema do republicano Silva Jardim: "Há que se conservar melhorando". nem vou mudar os nomes dos programas, porque isso é uma desonestidade intelectual. Como ruim, cito o estilo imperial e centralizado de administrar.
O GLOBO ONLINE - O que o senhor pretende fazer para convencer o eleitorado a votar no senhor com menos de um minuto de TV?
- Vou fazer um programa sem truque, sem musiquinhas, sem enganação. Quero apresentar propostas objetivas e claras para que a população desperte do transe produzido pelos marqueteiros. Vou colocar a cidade como protagonista da discussão.
O GLOBO ONLINE - Se o senhor não chegar ao segundo turno, que candidatos o senhor admite apoiar e quais não apoiaria de jeito nenhum?
- Obviamente, se não estiver no 2º turno, vou reunir o partido e apoiar o candidato que se comprometer com as nossas propostas de trabalho em relação à cidade. Não pode ser mais um toma-lá-dá-cá, mas uma aliança de matizes programáticos. Tenho que escutar meus companheiros.
Campanha em Salvador é marcada por temas religiosos
SALVADOR - As questões religiosas e étnicas deram o tom no início das campanhas dos candidatos à prefeitura da capital baiana. Foram encontros, debates, café da manhã e caminhadas de fé na tentativa de demonstrar tolerância, ecumenismo e conquistar votos. O prefeito João Henrique Carneiro, peemedebista evangélico, que luta pela reeleição, recebeu nesta terça-feira a ialorixá Mãe Rosa, e prometeu concluir as obras de recuperação do terreiro Oyá Onipó Neto, demolido no final de fevereiro pela prefeitura sob alegação de irregularidade fundiária.
Em encontro na sexta-feira passada, promovido pelo Ministério Público Estadual, com a presença de todos os candidatos para debater o tema "A relevância da questão étnico-racial para a gestão pública", João Henrique foi interpelado por Mãe Rosa que lhe cobrou a promessa de reconstrução do templo.
- Estou com as imagens dos orixás ainda espalhados pelo chão e o terreiro sem funcionar desde março -disse a mãe-de-santo nesta terça-feira após se reunir com o prefeito.
João Henrique garantiu ainda que a questão da localização do terreiro será resolvida com alvará para edificação no local e votação na Câmara do projeto que prevê regularização fundiária das casas de candomblé da cidade.
No fim de semana, antes de resolver o impasse com Mãe Rosa, o candidato João Henrique participou de uma "Marcha para Jesus", patrocinada por um templo evangélico do bairro popular do Cabula, quando cantou hinos e fez comício sobre um trio elétrico.
Quilombo eleitoral
Já o candidato petista Walter Pinheiro, também evangélico, antes de inaugurar o seu comitê eleitoral no domingo, tomou café da manhã com fiéis e lideranças da Igreja Batista de Nazaré. Apenas um "diálogo inter-religioso sobre cidadania, buscando caminhos para o enfrentamento dos problemas de assistência médica do SUS no município", conforme o candidato.
No meio da semana, Pinheiro, ao lado da vice Lídice da Mata (PSB), materialista convicta, encontrou-se com dezenas de padres, freiras e lideranças de pastorais e comunidades eclesiais católicas, no Mosteiro de São Bento, no centro da cidade.
O encontro foi promovido pelo deputado petista Yulo Oiticica, no intuito de "unir e quebrar resistências". Pinheiro abraçou freiras, ouviu e deixou o centenário mosteiro satisfeito com a reunião que classificou de "fraterna, positiva e ecumênica".
No ato de inauguração do comitê, na entrada de um bairro de população pobre, Pinheiro disse:
- Aqui é a casa das mulheres, dos negros, dos excluídos, de todos que são vítimas da violência e da discriminação. Aqui é a nossa trincheira, o nosso quilombo.
As questões étnicas e religiosas têm um peso especial em Salvador, cidade que se orgulha de ter a maior população negra fora do continente africano. Mas os movimentos negros reclamam de que aos negros é permitido pelos partidos apenas o posto de vice, nunca a cabeça das chapas.
- Eram quatro negros candidatos a cabeça de chapa. Sobrou algum? Nem eu consegui - lamenta o advogado tributarista Edvaldo Brito (PTB), vice na chapa de João Henrique. Edvaldo foi o único negro que ocupou a cadeira de prefeito em Salvador, de agosto de 1978 a abril de 1979, como "biônico", indicado pelo então governador Roberto Santos.
Existiam com pré-candidatos, além dele, o secretário estadual de Promoção e Igualdade, Luis Alberto (PT); a vereadora Olívia Santana (PCdoB) e o presidente municipal do PSOL, Luis França.
O candidato católico ACM Neto (DEM), em busca de alguma aproximação com o Palácio do Planalto e de um naco dos votos evangélicos e negros, escolheu como vice o bispo Márcio Marinho, da Igreja Universal, a que mais cresce em Salvador, que é negro e deputado pelo PR do vice -presidente José Alencar.
Ao lado do ex-governador Paulo Souto, Neto abriu sua campanha com uma visita à Colina Sagrada do Bonfim, onde fica o templo do Senhor do Bonfim, santo milagroso dos baianos, mas o bispo Marinho não compareceu ao ato de fé católica.
Também católico, o candidato do PSDB, Antonio Imbassahy parece transitar bem no movediço terreno étnico-religioso baiano: quando prefeito, atendeu com obras alguns terreiros tradicionais da cidade e, no último ano de sua administração, criou a Secretaria de Reparação, pondo na pasta a professora Arany Santana, indicada pelas entidades culturais negras.
PC do B inaugura comitê evangélico em Curitiba
A máxima do pai do Comunismo Karl Marx de que a "religião é o ópio do povo" foi sepultada em Curitiba, nesta segunda-feira (14), com o lançamento do comitê evangélico em apoio à candidatura a prefeito de Ricardo Gomyde (PC do B).O comitê foi organizado pelo militante do partido e candidato a vereador, Carlos Maia, membro da Igreja Assembléia de Deus, que diz esperar reunir representantes de várias religiões protestantes em apoio à candidatura de Gomyde. Nesta segunda, apenas membros da Igreja Mórmon de Curitiba estiveram presentes no lançamento do comitê.Questionado sobre o aparente paradoxo do PC do B em inaugurar um comitê evangélico uma vez que o comunismo professa o ateísmo, Gomyde disse que o partido não pode se "dar ao luxo" de segregar militantes por causa de sua fé."O PC do B hoje tem um trabalho expressivo nas áreas religiosas, a exemplo dos evangélicos. A nossa legenda é plural e respeita as mais diversas manifestações. Ou seja, todas as religiões encontram abrigo na nossa campanha rumo à prefeitura de Curitiba", afirmou.Gomyde disse ainda estar preparando junto à coordenação de campanha o lançamento de comitês integrados por católicos e até por umbandistas. "Não queremos que ninguém se torne comunista, mas enxergue nas propostas do partido uma alternativa de governo".Sem pagamentoNo domingo (13), a cúpula do PC do B municipal reuniu-se para discutir formas alternativas para driblar a falta de recursos na campanha. O projeto do partido é resgatar o que Gomyde define como "mística da militância não-paga", o que significa cadastrar voluntários para trabalhar como cabos eleitorais.Segundo o coordenador geral da campanha do PC do B em Curitiba, Joel Benin, até o final da tarde de sexta-feira (11), 1.275 militantes estavam inscritos voluntariamente para colaborar com a propaganda do partido."Queremos resgatar a mística da militância partidária voluntária. Isto significará muito corpo-a-corpo e visitas de casa em casa. Vamos privilegiar o contato direto com a população curitibana", afirmou Benin.
Administrador morto por policiais militares é enterrado no Rio
Clarissa Thomé - O Estado de S.Paulo
RIO - Cerca de 300 pessoas acompanharam o enterro do administrador de empresas Luiz Carlos Soares da Costa, de 35 anos, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, no fim da tarde desta terça-feira, 15. Muito emocionada, Simone, mulher de Costa, foi amparada por parentes e amigos. O administrador, que também era pastor evangélico, foi enterrado ao som de hinos religiosos e gritos por justiça.
Lula, como era chamado pelos parentes, foi lembrado como um rapaz trabalhador, que estudou com dificuldades e cresceu profissionalmente no Infoglobo, empresa em que foi contratado como contínuo, aos 19 anos. "Ele teve de interromper o segundo grau. Mas quando começou a trabalhar no Infoglobo ele foi estimulado a crescer", contou o irmão, Ednaldo Dias, de 50 anos.
Depois de ter se formado em administração de empresas, passou a atuar na área de logística na empresa. Estudou ainda teologia e era pastor da Igreja Assembléia de Deus, na Ilha do Fundão, zona norte. Casou-se com Simone, sete anos atrás. Era com ela que o administrador falava ao Nextel, quando foi abordado por bandidos. A ligação foi interrompida bruscamente. O casal planejava para breve o primeiro filho. No ano passado, abriu com outros dois amigos, também da igreja, uma empresa de limpeza e conservação.
"Meu irmão estava no auge da vida, empolgado, feliz. Acordava todos os dias satisfeito por estar crescendo profissionalmente, construindo sua família. Nós poderíamos perder o meu irmão para qualquer bandido. Mas é duro aceitar que ele teve a vida ceifada por aqueles que deveriam protegê-lo", Dias.
Lula era o caçula dos 12 filhos - cinco homens e sete mulheres - de Lindalva Francisca. O primeiro ela perdeu ainda na Paraíba, quando o menino tinha oito anos e foi atropelado por um caminhão que deu marcha à ré. Nesta tarde, estava resignada.
"Ela está muito forte para uma pessoa de 77 anos. Ela é evangélica e está segura porque tem fé. O Lula tinha tomado para si as responsabilidades em relação a nossa mãe. Desde que passou a trabalhar no Infoglobo, assumiu todas as despesas dela. Ele era muito responsável, mais que os irmãos mais velhos", disse Dias, muito emocionado.
Outro que estava muito emocionado era o sobrinho Rogério Soares Guilherme, de 20 anos. "A última vez que nos vimos foi há 15 dias. Ele foi à minha casa para me dar conselhos, eu brincava com ele. Eu costumava chamá-lo de playboy, porque estava sempre arrumadinho. Na hora de ir embora, eu disse: te amo ,tio. Eu não podia imaginar que seria a última vez".
Pais de meninas abusadas por padre pedem audiência com Bento 16
Os pais de duas meninas violentadas repetidas vezes por um padre na Austrália pediram uma audiência com o papa, a quem pedirão que a Igreja mude sua atitude em relação aos abusos sexuais e a suas vítimas.
Anthony e Christine Foster, que atualmente vivem na Europa, partiram na noite de terça-feira para a Austrália, com a intenção de se reunirem com o papa Bento 16, que chegou ao país no último dia 13 para participar da Jornada Mundial da Juventude.
Emma, uma das filhas do casal vítima de abusos, se suicidou no começo deste ano, quando tinha 26 anos. Já sua irmã, Katherine, que era alcoólatra, sofreu um acidente em 1999 que a deixou com graves seqüelas físicas e mentais.
O casal Foster, que dará uma entrevista coletiva assim que chegar à Austrália, disse a uma rede de TV que espera que tanto o pontífice como o bispo de Sydney, o cardeal George Pell, se manifestem a respeito.
O padre Kevin O'Donnell, que abusou de Emma e Katherine quando elas eram adolescentes e cursavam o ensino médio em Melbourne, morreu em 1997, depois de passar um tempo na prisão por inúmeros abusos sexuais.
Anthony Foster disse que, no encontro com o papa, exigirá que a Igreja e seus advogados mudem a forma como tratam as vítimas de abusos, que as ofereçam apoio contínuo e que não se limitem a lutar contra elas nos tribunais.
Bento 16, que finalizará sua visita no próximo domingo, afirmou que pedirá desculpas às vítimas de abusos sexuais por parte de padres da Austrália, assim como fez em sua última viagem aos Estados Unidos.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Pastores montam banca e fazem sessões de "descarrego" de graça no centro de SP
"Em nome do Senhor seja afastada toda a energia negativa, no setor profissional, no sentimental e na saúde. Sai!", disse o pastor Israel Alves da Silva, segurando a cabeça de Batista após ungi-la com óleo.
"Você sente o prazer que te eleva ao encontro de um espírito invisível", disse o servidor Batista, que é evangélico.
O pastor Israel e seu colega Joaquim Cassiano Cândido escolheram o centro para oferecer orações gratuitas para funcionários de empresas e comerciantes que têm pouco tempo a perder a caminho do trabalho ou na hora do almoço. Eles dizem pertencer à Igreja Internacional do Reino de Cristo, de São Mateus, na zona leste, e seguem a linha evangélica neopentecostal.
Exorcismo
Segundo o teólogo Fernando Altemeyer Júnior, professor da PUC (Pontifícia Universidade Católica), as igrejas neopentecostais surgiram na década de 90 e costumam ter como tema a prosperidade e o sucesso profissional.
Ele diz que a pregação na rua sempre fez parte da história das religiões. "No catolicismo surgiram as procissões e o Corpus Christi, no protestantismo [a cerimônia] era feita nas casas. A missão do cristianismo é evangelizar".
Para ele, a novidade do trabalho foi usar na rua o ritual do exorcismo (ou "descarrego", para os evangélicos), que surgiu na Igreja Católica e era praticado nas igrejas e reservadamente.
Na semana passada, próximo à igreja da Consolação, em uma hora 12 pessoas receberam orações. Segundo os pastores, a média é de 60 pessoas por dia. Elas se aproximam, recebem folhetos, assinam um livro e recebem as orações de descarrego, que, segundo os pastores, ajudam a combater doenças e melhoram a vida profissional.
"Eu estava saindo da igreja da Consolação quando vi a barraquinha. Sou católica, mas Deus é um só e todas as orações são boas", disse a aposentada Joana de Araújo Alves, 63.
Fonte: LUIS KAWAGUTI da Folha de S.Paulo
Evangélicos criam federação
Fonte: Diário do Nordeste
domingo, 13 de julho de 2008
Os fiéis do sexo


Em feiras eróticas, pregam e vendem camisetas em que se lê "Jesus ama astros pornôs". O site xxxchurch.com recebeu no último mês um milhão de visitas. Em janeiro de 2009, a igreja inaugurará o templo oficial, em Las Vegas. No Brasil, a igreja Projeto 242, em São Paulo, se inspirou no exemplo americano para criar o site Sexxx Church, que existe há nove meses. Ainda não há diálogo com a indústria pornô, conta Jota Mossad, responsável pela página. Houve contato com a produtora Brasileirinhas, mas ninguém retornou. O objetivo é converter? "A idéia é criar uma amizade, não apontar o dedo e dizer 'o que você faz é errado'. Mas mostrar que a pornografia alimenta a indústria da exploração sexual", afirma. O nome 242 vem de uma passagem do Novo Testamento, no livro Ato dos Apóstolos, capítulo 2, versículo 42 ("E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações"). "A mensagem desse trecho da Bíblia mostra que Jesus e os apóstolos creram num espírito comunitário. É a nossa filosofia", diz o pastor Sandro Baggio. Entre os planos da igreja está a venda de uma camiseta nos mesmos moldes da americana na Erótica Fair, feira programada para outubro, em São Paulo. Com o dinheiro arrecadado, será dado início à produção de um Novo Testamento. Na capa, a sugestiva mensagem "Jesus ama todos".
sexta-feira, 11 de julho de 2008
EUA: Homem quer processar igreja por danos, por cair ao rezar
Matt Lincoln, de 57 anos, pretende que a igreja lhe pague 2,5 milhões de dólares para o compensar de despesas médicas e perdas de rendimentos.
Alega que, desde Junho de 2007, foi operado duas vezes mas continua a ter dores nas costas e nas pernas, e que a companhia de seguros se recusou a pagar-lhe as despesas médicas.
Segundo ele, o acidente aconteceu quando rezava, pedindo a Deus para ter uma "experiência real". Precisa que foi a força espiritual que o fez cair.
No entanto, os advogados da igreja alegam que outros fiéis o viram no chão, rindo depois da queda. Salientam que foi ele que não cuidou da sua própria segurança.
Fonte: RTP
Igreja Católica australiana reabre caso de abuso sexual
Dias antes do papa Bento 16 chegar a Sydney, um caso de abuso sexual de 25 anos atrás, envolvendo um padre de Sydney, foi reaberto pela Igreja Católica depois que um cardeal australiano negou ter acobertado o abuso.
As vítimas do abuso na Austrália exigem que o papa peça desculpas publicamente durante sua visita para o Dia Mundial da Juventude, cujas comemorações vão de 15 a 20 de julho.
O Vaticano afirmou esperar que o papa, que chega a Sydney no domingo, aborde a questão, mas não confirmou se ele vai ou não pedir desculpas.
O papa também se deparou com a questão do abuso sexual durante sua visita a Washington, em abril. Ele se encontrou com as vítimas e prometeu manter os pedófilos longe do sacerdócio.
O grupo Broken Rites (Ritos Quebrados), que representa as vítimas na Austrália, tem uma lista de 107 condenações de abuso sexual na Igreja, mas diz que o número verdadeiro de casos é ainda maior, já que poucos levam a questão ao tribunal.
As vítimas dizem que a Igreja Católica na Austrália continua a acobertar os casos de abuso do clero, apesar de ter pedido desculpas pelo último caso e ter oferecido compensação. A Igreja nega a acusação.
O cardeal da Austrália, George Pell, negou na terça-feira ter enganado Anthony Jones, que alegou ter sido abusado por um padre. Em 2003, o cardeal escreveu uma carta a Jones, rejeitando suas acusações porque não havia nenhuma outra reclamação em relação àquele padre.
Pell escreveu a outro homem no mesmo dia, sustentando a defesa ao mesmo padre.
O padre abdicou de sua posição e, em 2005, foi condenado por assédio sexual a Jones, caso ocorrido em 1982.
Na sexta-feira, Pell reabriu o caso, para uma revisão independente. Pell é chefe da Igreja Católica na Austrália.
O sistema da Igreja Católica para lidar com o abuso sexual na Austrália é chamado de "Cura" e não só envolve a investigação das denúncias, como o aconselhamento das vítimas.
As vítimas de abuso pretendem protestar junto com um grupo chamado "No Pope", que distribuirá camisinhas em protesto contra a doutrina da Igreja e aos esforços de segurança policial durante a visita do papa.
Fonte: Reuters
Obama aceita desculpas de pastor

Jesse Jackson disse que "queria arrancar as bolas" do democrata
Washington
A campanha do senador Barack Obama, candidato democrata à Casa Branca, aceitou ontem um pedido de desculpas do reverendo Jesse Jackson. No domingo, Jackson disse na TV Fox News que queria "cortar as bolas de Obama fora". O comentário foi feito durante um dos intervalos do programa Fox & Friends, após um dos convidados lhe perguntar o que achava dos discursos sobre moral feitos pelo candidato democrata em igrejas negras.Sem saber que seu microfone estava ligado, Jackson criticou Obama, dizendo que parecia que ele subestimava os negros. Para o reverendo, mais do que moral, assuntos como o desemprego, a crise econômica e o número de negros presos deveriam ser tratados por ele com a comunidade negra. O programa The O Reilly Factor, também da Fox News, decidiu levar o comentário ao ar na noite de quarta-feira. Assim que ficou sabendo disso, Jackson se adiantou e pediu perdão. "Não foi um discurso nem uma declaração pública", afirmou, num comunicado. "Peço desculpas por todo o dano que essa conversa pode ter causado. Meu apoio ao senador Obama é amplo e inequívoco."Ontem, a campanha do senador tentou pôr panos quentes na polêmica. "Obama continuará falando sobre as responsabilidades que temos com cada um de nós e, é claro, aceita as desculpas do reverendo Jackson", disse Bill Burton, porta-voz do democrata.A gafe, no entanto, fez ressurgir a questão racial na campanha presidencial. Alguns analistas acreditam que o incidente poderia ajudar Obama, marcando as diferenças que existem entre o jovem candidato democrata e as mais velhas personalidades políticas tradicionais da comunidade negra americana, vistas com maus olhos por muitos eleitores brancos da classe média baixa.Jesse Jackson é um conhecido defensor dos direitos civis e ministro batista nos EUA. Ele concorreu nas primárias democratas em 1984 e 1988. Seu filho, Jesse Jackson Jr, deputado pelo Estado de Illinois e partidário de Obama, condenou os comentários do pai. "Jackson é meu pai e sempre o amarei. Ele deve saber o quanto trabalhei como co-presidente nacional da campanha de Obama. Por isso, repudio completamente o que ele disse", afirmou o deputado.
REUTERS E AFP
Fonte: O Estado de São Paulo
quinta-feira, 10 de julho de 2008
McCain tem vantagem entre eleitores religiosos, indica pesquisa
Como esperado, o democrata Barack Obama lidera entre aqueles eleitores menos religiosos, com uma margem um pouco maior, 55% contra 36% de McCain.
A sondagem avaliou a relação entre a escolha eleitoral e a importância da religião na vida dos entrevistados e aponta que este é um fator importante na definição das bases eleitorais deste ano.
Como cerca de dois terços dos eleitores consultados pela Gallup apontam que a religião é um fator decisivo em suas vidas, o cenário se torna mais positivo para McCain. No campo republicano, os evangélicos --um em cada quatro adultos nos EUA-- são vistos como uma das bases mais fiéis dos republicanos nas eleições nacionais e alavancaram a reeleição do presidente George W. Bush, em 2004.
A relação tradicional entre o voto religioso e o Partido Republicano pode ser explicada pela similaridade no pensamento conservador, principalmente em assuntos como aborto e células-tronco.
Assim, McCain ganha uma margem esmagadora de 36 pontos percentuais entre os eleitores brancos protestantes --como ele-- ou cristãos não-católicos, com 63% das intenções de voto contra 27% para Obama.
Entre os eleitores brancos que não se identificam com nenhuma religião, os dois presidenciáveis obtém resultados muito próximos, 46% para McCain e 45% para Obama.
O mesmo padrão aparece no grupo dos católicos brancos. Entre aqueles que dizem que a religião é fator importante, McCain ganha com uma margem de 16 pontos percentuais. Já entre aqueles que não vêem a religião como crucial em suas rotinas, Obama lidera por uma margem estatisticamente insignificante, 47% a 45% das intenções de voto.
Inversão
O cenário se inverte quando são avaliados eleitorados tradicionalmente democratas. Obama, que converteu-se ao cristianismo já adulto, tem forte apoio entre hispânicos católicos, negros cristão não-católicos e o grupo daqueles que não têm uma identidade religiosa definida.
Segundo a sondagem, entre os católicos hispânicos, Obama lidera tanto entre aqueles que não apontam a religião como importante (63% a 30%) quanto entre aqueles que dizem ser religiosos (57% a 31%).
Quando questiona-se os negros cristãos não-católicos, o forte apoio de Obama entre o grupo étnico parece superar novamente a questão da religião. Ele lidera por margens esmagadores tanto entre os religiosos, 90%, quanto entre os não religiosos, com 92% das intenções de voto.
Minorias
Bem abaixo da média nacional, apenas 39% dos judeus norte-americanos declaram que a religião é importante em suas vidas. Entre este pequeno grupo, McCain e Obama empatam com 45% das intenções de voto para cada.
Já entre os judeus que declaram não ser religiosos, Obama tem surpreendentes 68% das intenções de voto contra 26% de McCain.
Obama lidera também nos dois grupos da minoria que se declara seguidora de religiões não-cristãs e não-judaicas. Sua maior margem, contudo, é entre aqueles que não se declaram religiosos, 68% dos votos contra 23% de McCain.
Um cenário parecido é apontado pela sondagem no grupo de eleitores que não se identificam com nenhuma religião, cerca de 12% dos norte-americanos. No geral, o grupo apóia Obama por grandes margens, com 61% das intenções de voto entre os que apontam a religião como fator importante e 65% entre aqueles que não apontam.
A pesquisa consultou 94.872 eleitores, entre março e junho de 2008. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos.
Fonte: Folha
Pastor se disfarça de mendigo para dar 'lição' a fiéis
O Reverendo Derek Rigby, da Igreja Metodista Trinity, na cidade de Prestatyn, colocou uma peruca, roupas sujas, não se barbeou por três dias e desenhou algumas tatuagens pelo corpo antes de entrar na igreja com latas de cervejas e seringas.
Rigby, um ex-policial, havia avisado aos fiéis que chegaria atrasado para a missa e contou o plano apenas a um dos funcionários da paróquia, para que ele pudesse interceder caso a congregação resolvesse chamar a polícia.
O pastor contou que foi ignorado pela maioria dos fiéis, enquanto alguns pediram que ele se retirasse do lugar.
Rigby permaneceu disfarçado até as crianças irem para a escola dominical antes de andar até o altar e mostrar sua identidade aos fiéis, que se sentiram "envergonhados".
"Ninguém ficou irritado comigo, mas ficaram chocados por terem me ignorado da forma como fizeram", afirmou. "Eles podiam ter me dado um copo de café."
Lição
Segundo Rigby, sua intenção era "transmitir uma mensagem séria sobre tolerância, de uma forma emotiva".
Durante o sermão proferido após revelar sua identidade, o pastor citou o exemplo dos discípulos que não reconheceram Jesus na estrada para Emaús depois da ressurreição.
"Eu fiquei surpreso, não desapontado. Algumas pessoas me disseram que se eu estivesse ali, como pastor, saberia o que fazer para lidar com a situação", afirmou o sacerdote.
O Reverendo Derek Rigby conta ainda que já havia feito a mesma coisa em paróquias de Newport e Londres, onde, segundo ele, os fiéis foram mais generosos.
"Eu disse à eles que eram mesquinhos porque em outros casos já ganhei dinheiro, um pacote de bolachas e um cobertor. Em Prestatyn, eu não ganhei nada", conta.
"No entanto, acho que isso não irá acontecer novamente", finalizou o sacerdote.
Fonte: BBC
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Morre milionário que buscou conciliar ciência e religião

John Templeton, financista, morreu aos 95 anos. TInha iniciado sua carreira em Wall Street em 1937
O financista John Templeton, criador da Fundação Templeton, que premia trabalhos que busquem conciliar ciência e religião, morreu nesta terça-feira, aos 95 anos, de pneumonia, em Nassau, nas Bahamas. O Prêmio Templeton, de US$ 1,4 milhão, honra "avanços no conhecimento de assuntos espirituais".
Entre os ganhadores estão figuras como o pregador Billy Graham, Madre Teresa de Calcutá, o dissidente soviético Alexander Solzhenitsyn e os físicos Freeman Dyson e Paul Davies.
Templeton iniciou sua carreira em Wall street em 1937, e foi considerado um pioneiro em investimentos fora dos Estados Unidos, escolhendo empresas e países que estavam à beira da falência ou em pontos de "extremo pessimismo", disse seu porta-voz, Donald Lehr.
Nos anos 70, ele estabeleceu a Fundação John Templeton, para financiar projetos de reconciliação entre ciência e religião. Estima-se que a organização tenha uma dotação de US$ 1,5 bilhão e forneça bolsas anuais que somam US$ 70 milhões. Templeton foi feito cavaleiro pela coroa britânica em 1987. Deixa dois filhos, uma enteada, três netos e três bisnetos.
Mulheres portuguesas também querem ser ordenadas bispos
Maria Sande de Lemos, membro do Movimento "Nós Somos Igreja", congratulou-se com a decisão da Igreja Anglicana de autorizar a ordenação de mulheres bispos, considerando ser uma das medidas que se impõe também à Igreja Católica.
O Sínodo da Igreja Anglicana aprovou segunda-feira a ordenação de mulheres bispos, depois de um vivo debate entre conservadores e liberais.
Antes da decisão, mais de 1.300 membros do clero tinham ameaçado abandonar a Igreja Anglicana, se o Sínodo votasse favoravelmente a ordenação de mulheres bispos.
O Sínodo rejeitou compromissos visando aqueles que não aceitam esta reforma. Votou também contra a criação de novas dioceses para os paroquianos que se recusem a aceitar mulheres bispos.
Em declarações à Lusa, Maria Sande Lemos, do movimento "Nós Somos Igreja",, que pugna pela "plena integração das mulheres" na Igreja , disse tratar-se de uma "excelente noticia e de um sinal de que algo está a mudar nas igrejas".
"É uma decisão corajosa que vem no seguimento do fim do celibato dos padres anglicanos", disse.
Considerando que não existe nenhum impedimento teológico para a ordenação das mulheres, Maria Sande Lemos defendeu que este deveria ser também o caminho da igreja católica.
"Não acredito que tal aconteça com este Papa mas acho que há esperança de um dia haver mudanças também na Igreja católica", disse acrescentando que "a Igreja católica caminha ao arrepio da sociedade civil" apesar da maioria dos crentes praticantes serem mulheres.
Por outro lado, adiantou, se as mulheres que fazem o serviço social, de limpeza, de organização e de abertura nas diversas igrejas portuguesas fizesse greve, as paróquias não funcionavam.
Fonte: Diário Digital
terça-feira, 8 de julho de 2008
Vaticano lamenta a ordenação de mulheres bispos pela Igreja anglicana
Em um comunicado oficial, a Santa Sé admite que a decisão da Igreja da Inglaterra "terá conseqüências para o diálogo" entre anglicanos e católicos, "que estava começando a dar frutos".
Os sacerdotes e bispos da Igreja católica são exclusivamente de sexo masculino e as mulheres não podem oficiar as missas.
A nota do Vaticano, assinada pelo Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, enfatiza que a decisão dos anglicanos constitui "uma desvinculação da tradição apostólica respeitada por todas as igrejas no primeiro milênio de existência".
A Igreja Anglicana votou nesta segunda-feira a favor da ordenação de mulheres bispos, após um debate marcado pelas divergências entre conservadores e liberais, informou a rede britânica de televisão Sky News.
Mais de 1.300 sacerdotes ameaçavam deixar a Igreja Anglicana se o Sínodo Geral (corpo legislativo da igreja) aprovasse a polêmica iniciativa, provocando temores sobre uma potencial cisma.
O Sínodo Geral, por sua vez, se recusou a adotar medidas de compromisso para compensar os religiosos contrários à ordenação de mulheres bispos.
A votação aconteceu na cidade de York, no norte da Inglaterra, nas três câmaras do Sínodo. Os bispos se pronunciaram a favor por 28 votos a 12, o clero por 124 a 44 e os laicos por 111 a 68, segundo o jornal britânico Times.
Todo o processo durou oito horas e foi acompanhado por calorosos debates entre as duas correntes.
Além da decisão sobre a permissão para que mulheres sejam ordenadas bispo, o Sínodo decidiu contra a criação de três "superbispos" masculinos e de novas dioceses para as paróquias que não quiserem aceitar mulheres bispos.
O arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, que será o anfitrião da próxima conferência de bispos anglicanos de todo o mundo, marcada para acontecer em Londres, em agosto, havia advertido sobre os "riscos" dessas divisões.
Mais de mil sacerdotes anglicanos escreveram ao arcebispo de Canterbury e primaz anglicano anunciando sua decisão de romper com a Igreja da Inglaterra, igreja mãe da comunidade anglicana, caso o bispado feminino não fosse vetado no Sínodo.
A Igreja Anglicana reúne cerca de 77 milhões de fiéis.
Para os conservadores, práticas como a ordenação de mulheres bispos e clérigos homossexuais - tema que também causou polêmica no seio da religião nos últimos anos - gera dúvidas quanto à interpretação dos textos sagrados da Bíblia.
Os liberais, no entanto, argumentam que chegou a hora de tentar uma abordagem mais abrangente.
As divisões na Igreja Anglicana começaram a se evidenciar em 2003, quando seu braço americano ordenou Gene Robinson, um clérigo abertamente homossexual, como bispo de New Hampshire (nordeste).
As tensões aumentaram no ano passado, com a escolha de uma mulher para representar a comunidade anglicana dos Estados Unidos, que conta com 2,5 milhões de fiéis, e com os casamentos homossexuais.
A maioria dos braços da Igreja Anglicana no Terceiro Mundo resiste a adotar medidas como a ordenação de mulheres como bispos e é contra a homossexualidade.
Quinze províncias episcopais votaram a favor do bispado feminino, entre elas as do México e da América Central. Quatro delas - Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Estados Unidos - já ordenaram mulheres.
Em um conclave realizado há alguns dias em Jerusalém, anglicanos conservadores se comprometeram a permanecer na Comunhão Anglicana mundial, mas integrando um conselho de bispos próprio, o que equivale a ignorar a autoridade do Arcebispo de Canterbury.
Fonte: AFP
Padre expulsa menino do casamento dos pais
O padre David Cameron mandou que a criança saísse da Igreja Fenton porque ela repetia o nome do pai sem parar, de acordo com o casal, Ashley, 21 anos, e Vicky Thorpe, 20 anos.
O pároco não admitiu as alegações de que sua conduta foi irregular, porém a diocese abriu uma investigação para averiguar a denúncia.
Fonte: Paraíba.com.br
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Estudo indica ‘Secularismo Brando’ entre os religiosos da América
Uma inesperado percentagem de Americanos parecem estar confusos acerca dos ensinamentos da sua fé, comentaram líderes e escolásticos Cristãos depois de verem os dados do último estudo sobre religião realizado pelo Centro de Pesquisa Pew.
Tanto Americanos de fé como aqueles que não acreditam em Deus deram respostas conflituosas acerca das suas crenças religiosas, de acordo com um estudo divulgado esta semana.
A maioria dos participantes de igrejas evangélicas (57 por cento) concordaram com a afirmação que muitas religiões podem conduzir à vida eterna, o que contradiz os ensinamentos tradicionais evangélicos. Do mesmo modo, 66 por cento dos Protestantes, 79 por cento dos Católicos, e 56 por cento dos Muçulmanos acreditam que existem outros caminhos para ganhar a vida eterna para além da sua religião.
Para além disso, um terço dos Católicos vêem Deus como uma força impessoal e, talvez o facto mais intrigante, é que um quinto dos ateus dizem que acreditam em Deus.
"Enquanto aplaudimos o que pode ser uma abertura a outras religiões, temos de nos questionar se isso será essencialmente um secularismo brando (no qual todas as religiões são construidas por homens e portanto igualmente verdadeiras ou falsas) entre fanáticos religiosos que não compreendem a sua própria fé," comentou Todd Johnson, director do Centro de Estudos do Cristianismo Global no Seminário Teológico Gordon-Conwell.
Ele acrescentou, "Eu acho que os líderes de comunidades religiosas irão olhar para estes dados e questionar-se sobre como é que podem educar de forma mais eficaz as suas comunidades, tanto acerca da sua própria fé como aquela de outros."
Alguns líderes Cristãos questionaram a categorização dos inquiridos como evangélicos feita pelo Centro de Pesquisa Pew. Eles argumentam que usar uma afiliação denominacional e uma auto-descrição como critério para considerar quem é evangélico é demasiado vago.
"Ser um Cristão evangélico não é um rótulo denominacional, e afiliação com um partido político, ou simplesmente definir-se a si mesmo como um evangélico," disse Geoff Tunnicliffe, director internacional da Aliança Evangélica Europeia. Em vez disso, um evangélico é definido por um conjunto de crenças essenciais, argumenta Tunnicliffe. Estas crenças incluem uma pessoa que foi "convertida do pecado para a salvação" e um compromisso em proclamar o Evangelho e participar na Grande Comissão.
O estudo do Centro de Pesquisa Pew entrevistou 35,000 adultos e descobriu que 70 por cento dos Americanos afiliados com uma religião acreditam que existem outros caminhos para além da sua própria fé que levarão à vida eterna. Ainda assim, foi revelado que os Americanos são fortemente religiosos com 92 por cento a acreditarem em Deus, 74 por cento a acreditarem numa vida depois da morte e 63 por cento a dizerem que os seus textos sagrados são a palavra de Deus.
Por Michelle A. Vu do Diário Cristão.
Padres ameaçam deixar Igreja Anglicana se ordenação de mulheres for aprovada

As divisões dentro da Igreja Anglicana por causa da discussão da consagração de mulheres ao bispado se intensificaram depois do casamento de dois padres homossexuais em meados de junho, em Londres, levando esta comunidade de 77 milhões de fiéis em todo o mundo à beira do cisma.
O Sínodo Geral, a instância que governa essa confissão, tenta alcançar, antes mesmo de um voto, um compromisso com o setor tradicionalista, que rejeita a autoridade de uma mulher bispo.
Apesar de a Igreja da Inglaterra ter se comprometido há alguns anos em ordenar mulheres bispos, os conservadores reclamam que lhes seja garantido por lei o direito de não reconhecê-las em suas paróquias.
Para evitar o cisma, a ala liberal estaria disposta a aceitar um Código de Conduta que permita que, em algumas dioceses, não haja contato com as mulheres bispos.
As divisões na Igreja Anglicana se tornaram quase insuperáveis desde que sua ala americana consagrou, em 2003, um eclesiástico abertamente homossexual, Gene Robinson, como bispo de New Hampshire (nordeste).
As tensões pioraram no ano passado, com a eleição de uma mulher à frente da comunidade anglicana dos Estados Unidos, que conta com 2,5 milhões de fiéis e aceita casamentos de homossexuais.
Fonte: AFP
Muçulmanos se dizem ignorados por McCain e Obama
"Qualquer candidato deve abordar as questões da sociedade americana, não de uma religião em particular", disse Nakadar, o editor do The Muslim Observer, que trabalhou para estimular os eleitores muçulmanos a votarem nas eleições anteriores. "Mas, quando você pede apoio a um certo grupo, então você deve. Eu esperava um contato por parte de ambos os candidatos."
Alguns na região metropolitana de Detroit — que possui uma das maiores populações muçulmanas do país — vêem a eleição de 2008 como uma regressão. Diferentemente de 2000 e 2004, nenhum candidato dos grandes partidos está se encontrando publicamente com imãs. Nem procuram aparecer em mesquitas, apesar de visitas a igrejas e sinagogas.
Porta-vozes de McCain e Obama dizem que os candidatos estão tratando de questões de interesse para os eleitores muçulmanos. Mas muitos muçulmanos locais dizem que a falta de atenção e o modo negativo como o Islã é retratado na campanha os deixa, na melhor das hipóteses, ignorados em uma eleição na qual uma mulher e um afro-americano romperam barreiras históricas como candidatos.
Eles apontam para as estratégias específicas das campanhas para apelo aos evangélicos, católicos e judeus, e dizem: por que nós não? Alguns dizem que podem apoiar um terceiro candidato ou permanecer em casa no dia da eleição. Muitos vêem um preconceito contínuo. Rumores persistentes rotulam Obama, que é cristão, como sendo muçulmano. McCain repetiu a alegação de que um muçulmano não deve ser presidente.
Os líderes muçulmanos dizem que devem lutar para manter os avanços conquistados por gerações de muçulmanos que, como outras religiões, grupos étnicos e raciais, lutaram para conseguir um espaço na vida política americana. "McCain e Obama não estão dizendo nada sobre os muçulmanos e árabe-americanos c— e estes estão sendo diariamente discriminados", disse Jana Musleh, 18 anos, de Westland, que está trabalhando com o Instituto Árabe-Americano para aumentar a participação do voto árabe. "Eles não estão dizendo nada a respeito de nossas questões."
Musleh e outros muçulmanos que encorajam os eleitores dizem que estão se deparando com uma grande apatia e ultraje. "Eu sinto que se estivesse em uma batalha perdida", disse Eftikhar Saleh, uma professora da Star International Academy, em Dearborn Heights, e uma voluntária da campanha de Obama.
"Eles têm muito medo de falar sobre o Islã porque não sabem o que dizer. E não sabem o que o público americano vai pensar, porque há este medo geral de que o Islã é uma religião perigosa, de forma que não querem se aproximar dela."
Estratégia de campanha
Observadores dizem que a estratégia eleitoral dita a abordagem em relação aos muçulmanos. "Há muito tempo existe esse boato de campanha de que Barack Obama é secretamente um muçulmano", disse Michael Fauntroy, um autor e professor de política pública da Universidade George Mason. "Em vez de abordar o assunto diretamente, ele prefere não chamar muita atenção para isso. E por parte de McCain, ele está estreitamente ligado às políticas do governo Bush; ele dificilmente obterá o apoio deles."
Mas é o fato de serem evitados que irrita os muçulmanos. Muitos deles avaliam os motivos para os candidatos se esquivarem deles. "Um dos aspectos que contribuiu para tornar isto algo importante foi o debate infelizmente negativo que dominou a disputa do Partido Democrata pela indicação", disse Imad Hamad, diretor regional do Comitê Antidiscriminação Árabe-Americano. "Infelizmente, aqueles que se opunham ao senador Obama tentaram usar sua raça, sua origem nacional e tentaram promover que ele tem um nome árabe e fé muçulmana. Até hoje eles jogam isso na cara dele."
O pai de Obama foi muçulmano por algum tempo, antes de deixar a religião. Ele teve pouco envolvimento na vida de seu filho, que é cristão. Alguns muçulmanos dizem nutrir grande esperança por Obama com base em seu pedido por uma mudança dramática em relação às políticas do governo Bush, em vez de qualquer senso de que ele tenha alguma sensibilidade em relação aos muçulmanos.
A campanha de Obama, em Michigan, em breve incluirá "um contato agressivo" com as pessoas de todas as origens e religiões — incluindo os muçulmanos, disse um porta-voz, Dan Leistikow. "Nós ainda estamos organizando nossa campanha em Michigan, mas o senador Obama está profundamente comprometido a contatar pessoas de todas as origens e religiões que compartilhem seu compromisso de mudar a América."
A campanha de McCain emitiu uma declaração dizendo que seu candidato está "conversando com todos os eleitores", especialmente nos encontros em prefeituras. "A comunidade muçulmana americana em Michigan é de grande espírito empreendedor, composta por muitos donos de pequenos negócios", disse a campanha. "O plano do senador McCain para fortalecer nossa economia inclui medidas para ajudar os donos de pequenos negócios a competirem nesta economia em dificuldades."
Apesar do apoio muçulmano aos republicanos estar em forte declínio desde a eleição de 2000, quando as pesquisas mostraram que a maioria votou em Bush, até mesmo os partidários de Obama dizem que ele precisa fazer mais para atrair os eleitores muçulmanos.
"Nosso país está cheio de interesses especiais, e talvez não sejamos ainda um interesse especial", disse Tarek Baydoun, de Dearborn, um estudante de direito da Universidade de Toledo. "Além disso, um grande motivo para Obama não poder interagir com a comunidade de uma forma saudável são os ataques injustos contra ele — como se ele tivesse que dar satisfação por sua religião."
Em geral as questões dos muçulmanos não diferem das questões da maioria dos demais eleitores. Segundo uma pesquisa realizada pelo Conselho de Relações Islâmico-Americanas neste ano, as principais questões envolvem educação, direitos civis, atendimento de saúde, empregos, a economia e as relações com o mundo muçulmano.
Estimulando o registro de eleitores
Os líderes muçulmanos e árabe-americanos dizem que as dificuldades da campanha estão fazendo com que lancem campanhas para encorajar a participação. O Comitê Antidiscriminação conseguiu a inscrição de 550 voluntários eleitorais há duas semanas no Festival Internacional de Cultura Árabe de Dearborn. O Instituto Árabe-Americano lançou uma campanha não partidária estimulando o comparecimento dos eleitores para votar.
"Isto torna meu trabalho três vezes mais difícil", disse Hassan Abraham, de 25 anos. Abraham — que trabalhou para o instituto ajudando a estimular o voto — aceitou um cargo no comitê de campanha local de Obama. "Mas isso também me deixa três vezes mais comprometido. Eu percebo, no final do dia, que algumas destas questões nascem do medo, ansiedade e ódio, em grande parte por parte de pessoas que realmente não conhecem os muçulmanos. E sinto que esta eleição é muito importante."
Fonte: Vermelho
A Igreja de Hugo Chávez
"Igreja Católica Reformada". Este é o nome da confissão fundada na Venezuela por um grupo de religiosos que se identificam politicamente com o presidente Hugo Chávez. Entre as novidades que apresentam, inclui-se a aceitação do divórcio, da homossexualidade e do casamento dos padres.
Segundo relata o jornal espanhol El Mundo, os membros desta igreja são dissidentes de outras confissões cristãs, mas defendem «os ideais socialistas de Chávez» que consideram estar em sintonia com o «objetivo cristão de ajudar os pobres».
Quem não vê com bons olhos este novo movimento são aquelas igrejas que perderam alguns dos seus elementos. E as críticas já de fizeram sentire por parte da Conferência Episcopal venezuelana, da Comunhão Anglicana e da Igreja Luterana.
"Heréticos e dissidentes". É assim que o cardeal venezuelano Jorge Urosa Sabino descreve os membros da Igreja Católica Reformada, dando voz a um comunicado da Conferência Episcopal do seu país, para acusar de "gravíssimo pecado" o que considera ser um "cisma"e um escândalo para os fiéis".
Maior parte dos cerca de dois mil seguidores desta nova confissão religiosa concentra-se no estado de Zulia e distribui-se por cinco templos venezuelanos, com a sede em Ciudad Ojeda. "Socialista, bolivariana e revolucionária". Esta é uma espécie de triple insígnia, que a distingue da matriz católica, com quem tem outras divergências, tal como a aceitação da homossexualidade, do divórcio e do casamento dos sacerdotes - opção tomada por quase todos os pastores que a compõem.
Reflexo ou não das fricções do presidente venezuelano com a Igreja Católica no país, certo é que Hugo Chávez não vê com bons olhos os seus dirigentes a quem já chamou "vagabundos" e "atrasados mentais", apontando que "alguns levam o diabo debaixo da sotaina".
Fonte: IOL Diário Portugal
Crivella comenta pesquisa, e fala sobre Igreja Universal e Cimento Social

O primeiro ato de campanha do senador Marcelo Crivella, da chapa PRB-PRTB-PR-PSDC, candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro, foi uma coletiva de imprensa na Barra da Tijuca, Zona Oeste Fluminense. Durante a coletiva, Crivella falou sobre as últimas pesquisas de intenção de voto, nas quais, apesar de liderar a corrida eleitoral, também é o candidato com maior índice de rejeição, além de comentar sobre seu projeto Cimento Social, no Morro da Providência. "Eu gostaria de diminuir a rejeição com esta carta. Acho que todo eleitor bem intencionado vai ver que a rejeição não tem razão de ser", comentou o senador, ao ler um documento no qual assume 12 compromissos com os cidadãos da capital fluminense. No sábado (5), o Instituto Datafolha divulgou pesquisa de intenções de votos, na qual Crivella lidera com 26% de intenções de voto, mas também é o candidato mais rejeitado pelos eleitores, com índice de rejeição de 29%. Acompanhado de sua mãe, esposa e os três filhos, o candidato à prefeitura pela coligação "Vamos arrumar o Rio" disse ainda que a Zona Sul da cidade é o local onde ele fará uma campanha mais ostensiva, mas acabou cometendo uma gafe. "Aqui na Zona Sul é onde eu tenho menos eleitores". No entanto, a coletiva de imprensa foi realizada na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade.Crivella aproveitou também para criticar uma pesquisa de intenções de votos do IBPS, Instituto Brasileiro de Pesquisa Social, divulgada na sexta (4), que aponta queda do candidato de seis pontos percentuais, em relação ao levantamento anterior, de maio, passando de 27,6% para 21,3%. "É uma pesquisa feita pelo telefone, a maioria dos meus eleitores são de áreas mais carentes. Essa pesquisa não retrata muito bem a realidade", respondeu, dizendo acreditar nos números do Instituto Datafolha.
Fonte: Rafaella Javoski da UOL no Rio de Janeiro
CCJ deve votar nesta semana descriminalização do aborto
O relator do projeto na CCJ, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já informou que seu parecer é contra a descriminalização. Na última semana, uma audiência pública reuniu representantes do movimento feminista, especialistas e religiosos para debater o tema.
Para a representante da Rede Feminista de Saúde, Télia Negrão, a mulher deve decidir sobre a continuidade da gravidez, já que arca com os problemas que decorrerão de uma gravidez indesejada, principalmente se há o risco de ser abandonada pela família e pelo pai da criança.
Também favorável à descriminalização, o juiz de direito Roberto Arraiada Loréa argumentou que a posição da Igreja de condenar e excomungar as mulheres que fazem aborto não pode prevalecer num estado laico, que deve respeitar unicamente a Constituição Federal.
Contrário ao projeto, o reverendo Silas Malafaia, da Igreja Assembléia de Deus, afirmou que a vida começa no momento da concepção. O religioso disse que a mulher não pode ter o direito de interromper a gravidez porque isso seria um assassinato.
Outra que também é contrária ao projeto, a ex-senadora pelo P-SOL Heloisa Helena, defendeu que a mulher tem autonomia sobre o próprio corpo, mas disse que isso não dá a ela o direito de decidir sobre o corpo do outro – no caso, o feto – que "está ligado ao corpo dela apenas por uma circunstância".
O projeto já passou por análise na Comissão de Seguridade Social e Família, que rejeitou o artigo do projeto que descriminaliza o aborto. Como outras matérias tramitam em conjunto com o projeto, porém, ele seguiu para a CCJ.
A votação do projeto gerou polêmica entre os deputados da comissão. Durante a sessão de votação, deputados favoráveis à descriminalização chegaram a deixar a comissão em protesto contra a rejeição de requerimentos de audiências públicas para continuar a discussão da matéria.
Representantes de movimentos pró e contra o aborto se manifestaram várias vezes com palavras de ordem como "o estado é laico" e "não à hemorragia, contra o aborto". Em vários momentos, o presidente da comissão, deputado Jofran Frejat (PR-DF), teve de pedir ordem aos manifestastes.
Fonte: Agência Brasil
Padre procura misses entre fiéis durante missa no interior
Fonte: Em Tempo Real
PS: Seria isso MISSões?
Ex-pastor processa Igreja Universal por vasectomia forçada para ser promovido
- Quando veio a ordem da igreja para eu fazer a vasectomia, de início não aceitei. Então, me disseram que ou eu fazia a cirurgia ou estaria "fora da obra". Acabei fazendo por causa da minha fé - conta X., que atualmente trabalha como motorista ( clique aqui e ouça a história dele ).
O ex-pastor diz ainda que foi expulso da Iurd após um bispo ter descoberto que ele havia comprado um veículo. Segundo X., a igreja proíbe que seus membros possuam bens, como imóveis e carros:
- Eu pregava numa igreja em Curitiba, no Paraná, e decidi vir ao Rio com minha mulher para visitar nossa família. A igreja mantinha um apartamento em Nova Iguaçu, alugado para a gente. Quando chegamos, comprei um carro de um obreiro, com as economias da minha ajuda de custo, e um bispo da igreja descobriu. Ele me disse para devolvê-lo, mas não aceitei.
Na ação, X. alega que sua expulsão contraria o princípio da vitaliciedade no ministério, que constaria no regimento interno da Iurd.
Família teria sido expulsa por bispo
Segundo o ex-pastor, na madrugada seguinte ao dia da discussão com o bispo, quatro seguranças da igreja estiveram em sua casa, em Nova Iguaçu, por volta das 2h. Eles o teriam colocado na mala de um carro e rodado pelas ruas até às 6h, quando X. foi levado ao encontro do bispo novamente.
- O bispo me disse que eu estava fora da obra, e me mandou sair do apartamento. Avisei que não tinha para onde ir com a minha família, e que ia permanecer.
Um dia depois, o bispo teria ido pessoalmente ao apartamento, acompanhado de seguranças, trocado a fechadura da porta e expulsado sua família.
- Fui à delegacia e um oficial de Justiça deu ordem para eu permanecer no apartamento. Isso foi numa sexta-feira. Passei o fim de semana na casa de parentes, em Caxias e, na segunda, quando retornei, todos os móveis da casa haviam sido retirados. Foi quando decidi procurar meus direitos na Justiça - afirma X., que ficou seis anos desempregado após deixar a Iurd.
Iurd nega as acusações de ex-membro
X. afirma que não possui filhos devido à vasectomia. No entanto, na ação de indenização que move, consta que ele tem uma filha, nascida em 1993 - cinco anos após ele ter entrado para a igreja. No documento, além da indenização de R$ 1 milhão por danos morais, o ex-pastor pede mais R$ 80 mil por danos materiais - por ter sido expulso de onde morava, sem ter para onde ir - e outros R$ 50 mil por "ter sido usado como locutor de rádio (da Iurd) pregando o evangelho".
A assessoria da Iurd negou todas as acusações do ex-pastor. Em nota, a igreja informou que "respeita o direito de escolha de todos os seus pastores e não interfere em seus desejos, tanto que, à época dessas acusações, muitos pastores tiveram filhos e outros planejam ter".
Sobre o impedimento de membros como pastores e auxiliares possuírem bens em seu nome, a instituição informou que "não existe essa proibição (...), pelo contrário, a Iurd tem reuniões específicas para aqueles que desejam a prosperidade".
Fonte: Marcelo Gomes - Extra
Cruzada contra pregadores de trem
Eles formam uma tribo ainda pouco conhecida dos paulistanos donos de carro. Nas linhas de trem da Grande São Paulo, porém, todos percebem quando estão por perto. Os pregadores de trem, um grupo de cerca de 2 mil evangélicos de diferentes denominações - que vão e voltam diariamente do trabalho cantando hinos religiosos e falando sobre Jesus Cristo dentro dos vagões -, lutam atualmente para preservar uma atividade que já dura 28 anos e foi colocada em xeque pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).Respaldada pelo artigo 40 do regulamento de transportes ferroviários, que proíbe a prática "de atividades que venham a perturbar os usuários", desde o começo do ano passado os seguranças da empresa iniciaram uma cruzada para tirar do trem evangélicos que insistem em continuar pregando. Juntamente aos usuários de droga e vendedores ambulantes, são o alvo principal dos guardas. "O trem não é local adequado para se fazer pregação", diz o gerente de Segurança da CPTM, Júlio Antônio Gonçalves. Na semana passada, para tentar sensibilizar os chefes da companhia, um grupo de evangélicos foi recebido na Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos. Levaram dez boletins de ocorrência denunciando agressões e humilhações nas linhas de trem. "Trata-se de perseguição religiosa. Não queremos brigar com ninguém, mas conversar. Nossos direitos estão sendo violados", acusa o pastor Marcelo Oliveira Silva, de 34 anos, que prega há 13 nos trens e preside a Cruzada Evangelística Interdenominacional dos Trens das Boas Novas, entidade que representa o grupo.A postura dos guardas da companhia, contudo, permaneceu a mesma. "A reunião não mudou nosso entendimento das normas, que continuarão sendo cumpridas", garante o gerente de Segurança. Ele condena eventuais excessos dos guardinhas, mas diz zelar pelo bem-estar dos passageiros. E cita as 137 reclamações registradas em 2007 por passageiros incomodados com os evangélicos. Mas a situação terá desdobramentos. O vereador Carlos Bezerra Júnior (PSDB) ataca duramente o governo e diz que levará o assunto ao governador José Serra. "É uma decisão de burocratas higienistas que demonstram preconceito religioso e social. São pessoas que nunca pisaram na periferia e não sabem o papel desse grupo no dia-a-dia dos mais pobres."
Fonte: O Estado de S. Paulo por Bruno Paes Manso
sexta-feira, 4 de julho de 2008
César Maia acusa o PRB de ter ligação com a Igreja Universal
"A legislação brasileira proíbe as Igrejas [de] se fundirem ou mesclarem com partidos políticos. Há o risco até da cassação do registro do partido", disse Maia.
O PRB informou que, "antes de contratar qualquer serviço, faz cotação de, no mínimo, três empresas especializadas". "No caso específico da criação do site do PRB, na época, o partido recebeu proposta de várias empresas do ramo. Após avaliação das propostas apresentadas, concluiu-se que a empresa que melhor atenderia as necessidades técnicas, de menor custo, seria a Editora Gráfica", anunciou o partido.
A Iurd é dona de 99,9% das ações da gráfica, diz sentença do Tribunal de Justiça da Bahia. O PRB tem entre seus dirigentes fiéis da Iurd. Um deles é Marcelo Crivella, candidato à prefeitura. Maia apóia a candidatura de Solange Amaral (DEM).
A lei 9.504/97 veda a partido e candidato receber doação em dinheiro ou estimável em dinheiro, inclusive por meio de publicidade de procedente de entidades beneficentes e religiosas.
Fonte: Folha de S.Paulo
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Religião pode ter sido a gota d´água para a crise entre Madonna e Guy Ritchie
Segundo a edição online do jornal britânico "The Sun", ele quis abandonar a cabala, enquanto ela está cada vez mais envolvida com a religião judaica. A principal revolta de Ritchie seria os altos custos financeiros para se manter ativo na comunidade religiosa.
Madonna já teria contratado uma advogada para cuidar do divórcio - a mesma que cuidou da separação de Paul McCartney e Heather Mills. Já algum tempo, eles não vivem mais como marido e mulher, tendo dormido em quartos separados.
Fonte: Verdes Mares
Quadro de Cristo 'sangra' na Índia
As supostas manchas de sangue surgiram pouco abaixo do coração de Cristo.
"Jesus está nos dizendo que é o Deus vivo e único e que nós temos que crer nele. Temos que rezar pela paz", disse essa devota.
Embora muitos devotos estejam convencidos de que as manchas são de sangue, os padres da igreja não atestam o milagre.
Para eles, o fenômeno é simplesmente conseqüência da humidade no local.
Fonte: BBC
Reitor dos santuários de Lourdes é suspeito de desviar fundos
A investigação foi aberta a pedido da Procuradoria da República em Tarbes depois de uma denúncia da agência de inteligência financeira da França, chamada Tracfin (Traitement du Renseignement et Action contre les Circuits Financiers Clandestins), ligada ao Ministério da Fazenda francês.
Segundo o jornal satírico mais importante da França, o Le Canard Enchaîné, a Procuradoria de Tarbes estaria investigando o caso desde o dia 5 de junho, após a constatação de indícios de movimentações suspeitas no valor de 427.000 euros em contas pessoais do padre Zambelli, responsável pela secretaria-geral e pela tesouraria dos Santuários de Lourdes. O Canard ressalta que o padre ainda não se pronunciou a respeito.
O jornal acrescenta que o Procurador-Geral de Pau, Jean-François Lorans, enviou à ministra da Justiça, Rachida Dati, uma carta onde considera que "este assunto é particularmente sensível, já que Lourdes se prepara para receber o papa no dia 13 de setembro".
Lorans propôs que se escute a versão do padre Zambelli "depois da viajem do papa" ao Santuário.
Fonte: Jornal do Brasil
Mulher que aborta é mais propensa ao suicídio, diz pastor
Fonte: Agência Câmara
PS: Essa reunião, no qual houve a participação nessa última quarta-feira do pastor Silas Malafaia, determinará os votos para aprovação ou rejeição do aborto.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Padre deixa de beber vinho na eucaristia para cumprir 'lei seca'
Na missa, a eucaristia é um dos ritos mais importantes. Para os católicos, é o momento em que o vinho se transforma em sangue de Cristo.
Desde que a lei entrou em vigor, o padre Antônio Hoffmeister não precisou mudar os hábitos. Mora perto da paróquia. Quando sai para rezar a missa, pode ir a pé. Mesmo assim, não abusa do vinho. "A gente coloca um pouquinho de vinho que se toma num único sorvo. É só um gole de vinho", disse o padre Antônio Hoffmeister. A tradição de tomar vinho durante as celebrações é milenar. Mas agora, com a lei de tolerância zero ao álcool, muitos padres precisaram se adaptar para continuar rezando missas pelo interior do país. Padre Silvério Schneiders dirige cerca de quatorze quilômetros num dia de trabalho. Aos domingos, reza até cinco missas em cidades diferentes do Rio Grande do Sul. E para cumprir o roteiro, o sacerdote parou de beber. "Eu coloco a hóstia só um pouquino no sangue de Cristo e tomo isto, porque eu sou motorista", explicou o padré SIlvério Schneiders. A tarefa de tomar o vinho consagrado ficou por conta da ministra da eucaristia, que não precisa dirigir depois da missa. "A gente respeita a lei. É brasileiro como todo mundo", disse a ministra da eucaristia Noemia Agostini. Padre Silvério, contudo, não se queixa da aplicação da lei e de ter adaptado o ritual para cumprí-la. "Uma iniciativa que eu tomei e penso que está liturgicamente correta e que ao mesmo tempo ajuda a resolver uma questão com a qual eu estou plenamente a favor", declarou o padre Silvério Schneiders. Não há uma orientação oficial da Igreja aos padres. Mas uma coisa é certa: com ou sem a "lei seca", o vinho permanece no altar. "Não podemos mudar o que Jesus Cristo institiui, a celebração com as espécies, com o pão e com o vinho", disse o padre Antônio Hoffmeister.
Fonte: G1
Senado dos EUA investiga pastores "milionários"; veja vídeo

Entre os pastores investigados está o reverendo Kenneth Copeland (foto ao lado), que acabou de receber um jato particular para pregar ao redor do mundo. Porém, o jato já teria levado o pastor em viagens particulares a uma estação de esqui e a várias ilhas do Pacífico.
"Não sei como estes homens conseguem dormir à noite. É contra qualquer essência dos preceitos da Bíblia", diz Ole Anthony, da Fundação Trinity, que monitora os programas de pastores evangélicos na televisão americana há 20 anos.
Arcebispado dos EUA pagará US$ 5,5 milhões a vítimas de padres pedófilos
As denúncias se referem a abusos entre os anos 50 e 80. Os três padres envolvidos já morreram, segundo o comunicado do arcebispo, que vendeu alguns bens da instituição para arrecadar o dinheiro.
Desde 2005, o Arcebispado já destinou 8,22 milhões de dólares para resolver, através de acordos, 42 denúncias de pedofilia. O acordo anunciado nesta terça-feira é o último de uma longa série entre a Igreja Católica e vítimas de abusos sexuais desde 2002 nos Estados Unidos.
Ao todo, a Igreja já pagou cerca de 3 bilhões de dólares às vítimas, que acusaram as autoridades religiosas de fazer vista grossa aos abusos.
Segundo a organização "Bishop accountability", aproximadamente 3.000 sacerdotes, de um total de 42.000 nos Estados Unidos, foram objeto de denúncia. Estas, no entanto, raramente chegam à justiça penal, graças ao estabelecimento de acordos financeiros deste tipo.
Fonte: AFP
Novos temas dividem Igreja Anglicana
"A crise é sem precedentes desde a Reforma que devastou a Igreja Católica na Inglaterra no século XVI", escreveu o jornal "The Times" em sua edição desta terça-feira.
O jornal dedica sua primeira página à ameaça feita por 1.300 eclesiásticos anglicanos de deixar a Igreja, em protesto a uma votação que pode consagrar a ordenação de mulheres na posição de bispo, no Reino Unido. Na carta enviada ao primaz anglicano e ao arcebispo de York, John Sentamu, eles anunciam que estão dispostos a romper com a Igreja da Inglaterra.
No domingo, cerca de 300 bispos e arcebispos conservadores anunciaram, por ocasião de um conclave em Jerusalém, a formação de uma nova comunhão na Igreja Anglicana que não reconheceria a autoridade do arcebispo de Canterbury, Rowan Williams.
Esses conservadores, que denunciam a linha liberal em relação à homossexualidade e um "declínio espiritual" no Ocidente, formaram um conselho de primazes, com seis religiosos (cinco africanos e um sul-americano), que seria a mais alta autoridade nessa Igreja dissidente.
O arcebispo de Canterbury, chefe da Igreja Anglicana, cuja primazia vem sendo diretamente atacada, convidou os dissidentes a "refletirem, atentamente, para os riscos envolvidos".
"Não basta contestar as estruturas existentes da comunhão. Se elas não funcionam eficazmente, o desafio é renová-las, mais do que improvisar soluções (...) que vão continuar a criar mais problemas que elas não resolverão", declarou ele, em uma nota divulgada na segunda-feira, propondo um debate durante a conferência de Lambeth.
Essa conferência episcopal, que acontece a cada dez anos, deve ter início em 16 de julho, em Canterbury (sul da Inglaterra), e vai até 4 de agosto. A maioria dos religiosos que participou do encontro dissidente de Jerusalém já antecipou que não pretende comparecer.
Os rachas entre os anglicanos não são novos, considerando-se que a instituição se encontra dividida de forma profunda desde a ordenação, em 2003, de Gene Robinson, um americano declaradamente homossexual, como bispo de New Hampshire, por parte da Igreja Episcopal americana.
Além disso, a ordenação de Barbara Harris, a primeira mulher a alcançar o bispado, em 1989, já havia sido alvo de forte mal-estar e insatisfação.
Para os conservadores, essas práticas põem em xeque a interpretação da Bíblia e os fundamentos da fé para os cerca de 77 milhões de anglicanos no mundo.
O cisma já existia, "mas não se podia mensurá-lo" até o domingo, "quando uma assembléia de várias centenas de bispos, africanos, em sua maioria, formou, em Jerusalém, uma nova Igreja", avalia o "Guardian", no editorial.
A estrutura da Igreja Anglicana, bem menos hierarquizada do que a da Igreja Católica, permitiu às diferentes minorias que se desenvolvessem, analisou Jonathan Bartley, co-diretor de pesquisa do centro de reflexões Ekklesia.
"No presente, porém, assistimos a um choque sísmico (...). Não se trata mais da interpretação da Bíblia, da questão da homossexualidade, ou da ordenação das mulheres, mas da maneira como a Igreja está organizada", explicou.
Desde que o rei Henrique VIII fundou a Igreja Anglicana, ao romper com o Vaticano em 1534, esta se tornou uma Igreja do Estado, "mas agora ela deve encontrar uma maneira de se adaptar à diversidade", completou Bartley.
Esses ataques contra a hierarquia da Igreja Anglicana acontecem no momento em que ela enfrenta o questionamento sobre seu papel institucional e perda de fiéis.
Segundo um estudo de 2006 da organização Christian Research, os católicos já são mais numerosos do que os anglicanos no Reino Unido.
Fonte: (AFP)
Ultra-ortodoxos proíbem venda de tocadores MP4 em Israel
Duas lojas que desobedeceram a determinação foram atacadas.
Um tribunal ultra-ortodoxo de Jerusalém proibiu a venda de toca-MP4, tocadores digitais de música que também reproduzem vídeos – a decisão não tem valor legal. Considerado "uma ferramenta do diabo que leva as pessoas ao pecado", esse tipo de aparelho foi proibido pelo tribunal de ser vendido ou estocado em lojas, segundo a edição on-line do jornal "Yediot Ahronot". Dois estabelecimentos de Jerusalém que desobedeceram a "determinação" foram vandalizados.
O "Yediot Ahronot" afirma que avanços tecnológicos sempre representaram um problema para a comunidade ultra-ortodoxa. "Com freqüência os rabinos optam por banir qualquer contato público com gadgets [eletrônicos] desconhecidos, com medo de que seus usuários sejam expostos a conteúdo impróprio. O mesmo acontece com os toca-MP4 que, por exibirem vídeos, tornaram-se a mais nova ameaça à castidade", diz a publicação.
A luta contra esses eletrônicos atingiu seu ápice na semana passada, quando a loja de um fornecedor de toca-MP4 foi vandalizada – localizada em Meah Shearim, no subúrbio de Jerusalém, ela teve sua janela e vitrines quebradas. Outro estabelecimento, este em Shabbat Square (Jerusalém), também foi incendiado. A polícia informou que vai investigar os dois casos.
Testemunhas ouvidas pelo "Yediot Ahronot" disseram que isso já era algo esperado, pois semanas antes do ataque estudantes já protestavam em frente aos estabelecimentos contra a venda dos eletrônicos considerados proibidos.
Além disso, os donos das lojas que comercializavam os toca-MP4 viraram alvo de campanha negativa. "Há uma praga terrível, fazendo vítimas diariamente. Esses aparelhos pecaminosos foram proibidos pelos rabinos, mas ainda são encontrados. Seus distribuidores diabólicos não querem nada além de levar o povo de Israel ao pecado, com filmes e outros conteúdos abomináveis", dizia um dos anúncios.
Outro texto também distribuído contra os comerciantes informava público sobre a proibição da venda dos MP4. "Esse pequeno aparelho é uma ferramenta do diabo para ganhar acesso a nossas casas protegidas, disfarçado como uma forma de você ouvir lições do Tora [cinco primeiros livros da Bíblia]."
Fonte: G1
terça-feira, 1 de julho de 2008
Igreja Anglicana à beira da divisão após casamento de sacerdotes gays
A Igreja Anglicana está à beira do cisma, depois que o casamento de dois sacerdotes homossexuais, em junho, em Londres aprofundou as divisões da confissão.
O próprio arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, chefe da Igreja Anglicana, advertiu para o risco, ao discursar para o setor tradicionalista - que não aceita a ordenação de bispos mulheres e de sacerdotes gays -, que decidiu se organizar de forma separada em um conclave que chegou ao fim no domingo em Jerusalém.
"Reflitam atentamente sobre os riscos que correm", alertou na segunda-feira Williams, que dirige uma comunidade de 77 milhões de fiéis no mundo.
"Se as estruturas existentes não funcionam, o desafio é reformá-las, não improvisar soluções que criam mais problemas do que resolvem", afirmou a principal autoridade anglicana, depois que os conservadores anunciaram que não reconhecerão mais a autoridade do arcebispo de Canterbury.
A Igreja Anglicana se encontra profundamente dividida desde que seu braço americano consagrou, em 2003, um reverendo abertamente homosexual, Gene Robinson, como bispo de New Hampshire (nordeste dos Estados Unidos).
A tensão aumentou ano passado com a escolha de uma mulher para comandar a comunidade anglicana dos Estados Unidos, que tem 2,5 milhões de fiéis.
A maior parte da Igreja Anglicana no mundo resiste à nomeação de mulheres como bispos e não aceita a homossexualidade. Muitas comunidades restringiram e inclusive romperam os vínculos com a igreja Episcopal americana depois da nomeação de Robinson em 2003.
Obama tenta conquistar evangélicos com apoio à política de Bush
Durante um discurso marcado para Ohio, Obama revelará sua proposta para aproximar as caridades ligadas a grupos religiosos dos programas governamentais de combate à pobreza.
"Os desafios que enfrentamos hoje, de colocar as pessoas de volta ao trabalho a melhorar as escolas, de salvar nosso planeta a combater a Aids e encerrar o genocídio, são simplesmente muito grandes para o governo resolver sozinho", diz Obama, segundo trechos de seu discurso divulgados à imprensa.
A proposta de Obama incluiu um programa de US$ 500 milhões anuais para educar um milhão de crianças pobres e diminuir as diferenças de educação entre as classes sociais.
Segundo comunicado de sua campanha, ele pagaria por este programa através do melhor gerenciamento das propriedades federais, diminuindo o aumento do orçamento de viagens federais.
Assim como George W. Bush, Obama argumenta que as organizações religiosas podem e devem ter um papel maior no auxílio aos necessitados. Mas enquanto o republicano defende que a força dos grupos religiosos está na proximidade de identidade entre os trabalhadores e os atendidos pelos programas, o democrata defende que o programa é benéfico porque garante uma abordagem mais próxima dos programas sociais.
"Como eles estão tão próximos das pessoas, eles estão bem localizados para ajudar", diz Obama, segundo o texto de seu discurso.
Os evangélicos correspondem a um em cada quatro adultos nos Estados Unidos, um eleitorado gigantesco que nenhum candidato quer abrir mão. Embora alinhem-se normalmente com o Partido Republicano, pelo conservadorismo de idéias e o combate a temas como aborto e pesquisas com células-tronco, o provável candidato John McCain tem tido problemas em conquistar estes votos. Ele é visto como muito liberal.
Assim, Obama vê uma brecha inédita entre o grupo para conquistar novos votos dos insatisfeitos e ampliar sua base eleitoral em Estados competitivos para a disputa.
Comprometimento
David Kuo, cristão conservador que foi vice-diretor do programa de Iniciativas Comunitárias e Baseadas na Fé de Bush, disse que a posição de Obama pode ser um grande momento "Sister Souljah" em sua campanha.
Kuo referia-se a acusação feita pelo democrata Bill Clinton em sua campanha presidencial de 1992 que a cantora de hip hop Sister Souljah incitava violência contra os brancos. Como Clinton fez esta afirmação a uma platéia de negros, criou-se uma imagem em torno dele de um político corajoso e que estava disposto a encarar riscos.
"Seria algo muito interessante", disse Kuo, que foi contratado pela campanha de Obama para avaliar o novo plano do senador.
Kuo afirmou que a iniciativa de Obama foi inteligente, impressionante e muito bem pensada, mas arriscada, já que não se sabe como será recebida pelos eleitores.
"Quando se trata de promessas para ajudar aos pobres, promessas são fáceis", disse Kuo, que escreveu um livro descrevendo sua frustração com o modo pouco entusiasmado com que Bush dedicou-se ao programa após ser reeleito. "A questão é o comprometimento".
Diferença
Obama, contudo, não vê a necessidade de aprovar uma legislação para fazer o programa funcionar, como fez Bush.
Bush --que teve sua candidatura alavancada pelo apóio do voto religioso-- nunca conseguiu aprovar no Congresso sua medida para que os grupos religiosos fossem igualados a organizações não-religiosas na competição por contratos federais.
Segundo um assessor de sua campanha, Obama não apóia o requerimento de testes religiosos para contratar funcionários para os grupos de caridade e nem o destino de verbas públicas para converter novos fiéis.
O anúncio de Obama é parte de uma série de eventos marcados para esta semana que focam nos valores norte-americanos. Ontem, em Independence, Missouri, ele fez um grande discurso sobre o patriotismo. A idéia é abordar os assuntos em uma época importante para os eleitores, que em 4 de julho comemoram o feriado da Independência.
"Em tempo, eu vi a fé como sendo tanto um compromisso pessoal com Cristo como com minha comunidade. Enquanto eu sento na igreja e rezo, eu não estaria cumprindo o desejo de Deus, eu precisava sair e fazer o trabalho do Senhor", diz Obama, que lembra constantemente de seus tempos de líder comunitário e de sua experiência tardia de conversão ao cristianismo.
Fonte: Folha com Associated Press